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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

CROTCHROT: Nem o Kid Bengala Escapou!


O que um fã de Goregrind gostaria em uma banda: nojeira, podridão, violência sonora e letras românticas. E é isso que você encontra no EP de estreia dos curitibanos do CROTCHROT, isso mesmo CROTCHROT: “Aroma pungente oriundo da região do púbis genital característico de quem tem doença venérea em progressão”.

Seguindo a linha clássica do Goregrind “Pata De Camelo” é diversão garantida, letras bem humoradas (e claro pútridas), instrumental seco e direto, com direito a d-beats e alguns blasts que tornam a sonoridade bem agressiva.


Formado atualmente por Muringa (vocal), Cynthia (guitarra), Angela (baixo) e Leonardo (bateria) - (sendo que as baterias do EP foram gravadas por Magno Vieira), o grupo não economiza em soar repulsivo, basta ouvir “Orgia de Crackudo”, “Molho Madeira”, “Kid Bengala” ou “Cachorro Transante” trazendo vocais sob efeitos e grunhidos atormentados com um instrumental coeso e simples, despejando temas líricos bem humorados e proibidos para menores de 18 anos.

A produção dessa “patada” ficou a cargo de Fabio Gorresen e pode-se dizer que fez um excelente trabalho, deixando a banda espumando raiva.


Um trabalho consistente, divertido, agressivo e indigesto, se você é fã do bom e velho Goregrind com pitadas de Porn aí está há banda CROTCHROT, certamente arrancará seu pescoço do lugar!

Resenha por: Renato Sanson


Conheça mais a banda:



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Entrevista - Forgotten Tomb: Depressivo, Gélido e Influente


O Forgotten Tomb surgiu em meado dos anos 2000 na pacata cidade italiana de Piacenza, onde seu mentor e líder Herr Morbid iniciava o que viria a ser chamado de Depressive Black Metal.

Uma sonoridade distinta, mas que carregava muita influencia do Doom Metal, aliado aos momentos mais frios do Metal negro.

Passados quinze o FT se consolidou no estilo, se tornando referencia para muitas bandas mundo a fora, e construindo uma bela base de fãs.

Conversamos com seu criador o guitarrista/vocalista Herr Morbid, que nos fala sobre a possível vinda da banda ao Brasil, novo disco, o que acha do termo Gothic, influencias e muito mais!

Confira agora mesmo:


Road to Metal: O Forgotten Tomb está na ativa há quinze anos, onde pratica um Black Metal com influencias de Gothic e Doom. Como surgiu esta mescla, e vocês imaginariam que chegariam tão longe com uma sonoridade tão oriunda?

Herr Morbid: Nós nunca tivemos qualquer influência gótica e eu, pessoalmente, desprezo tudo associado a esse termo, exceto o álbum do Paradise Lost "Gothic" e Type O Negative (o que não era "gótico" para mim de qualquer maneira). "Gothic" na minha visão significa mulheres vestidas como Morticia Addams, vocais operísticos femininos e teclados orquestrais, e nunca teve nada disso.

O FT foi um dos criadores do que é hoje em dia chamado de Depressive Black Metal, porém o fato é que eu desprezo o que as pessoas querem dizer com essa definição nos dias de hoje também. Nós originalmente misturamos coisas Black Metal como Burzum, Manes, e Thorns com o antigo Doom/Death precocemente assim como Paradise Lost e Katatonia, o tradicional Doom Metal, como Black Sabbath e Saint Vitus e Dark-Wave dos anos 80, como Joy Division e Sisters Of Mercy. Ao longo dos anos temos implementado algo do clássico Hard Rock, e as influências alternativas dos anos 90 e de Sludge em nosso som. Eu acho que o sucesso veio junto, porque estávamos sendo muito originais quando começamos este som peculiar e as letras eram diferente do seu habitual "Satanás", "florestas", "Viking", "montanhas" e besteiras como essa. Nós introduzimos a miséria urbana e letras temáticas e psicológicas, fodidos pensamentos no Black Metal. Eu também acho que nós tivemos a coragem de evoluir álbum após álbum e para incluir novos elementos, sem esquecer o passado...

RtM: Em 2012 vocês lançaram seu sexto álbum da carreira, “...And Don't deliver us from evil”, que mostra o lado Doom mais presente, com inserções mais sombrias e climas mórbidos. Como foi o processo de composição do mesmo?

HM: O álbum nasceu de um momento muito atormentado da minha vida e ele mostra isso. As letras das músicas são muito extremas e a música propriamente dita, foi uma boa mistura de FT e novos elementos "Love’s Burial Ground " (FT-era), como os riffs de groove e andamentos.

Os elementos Darkwave estavam presentes também, como na canção "Adrift". Ele foi muito agressivo, mas mantivemos uma atmosfera muito estranha e mórbida. Eu também gostei do vasto uso de guitarras acústicas. O álbum inteiro parecia muito frio e sem esperança, mas também muito furioso.

Ultimo lançamento da banda, que apresenta influencias que vão do Darkwave ao Black Metal
RtM: Já existe material novo sendo composto? Se sim, ele seguira a linha dos dois últimos trabalhos?

HM: O novo álbum foi gravado e será lançado nos próximos 2-3 meses pela Agonia Records. Nós gravamos com o produtor norueguês Terje Refsnes (Carpathian Forest, Geena, Novembre) e fomos para uma abordagem mais old-school para o som, tudo soa muito natural e direto, em comparação com os últimos dois álbuns que foram mais frios e um pouco mais produzidos.

Este é menos mecânico e mais orgânico, soa muito "ao vivo" de alguma forma. Estilisticamente as peças de groove foram aumentadas embora haja também algumas batidas da explosão da velha escola e nossas linhas de guitarra base clássicas e melancólicas. Parece muito dos anos 90 em um sentido amplo, ou seja, ele recebe influências de Alternative Metal, bem como Black Metal dos anos 90, tudo soa muito anos 90 sobre este novo álbum. Ao mesmo tempo, na mixagem conseguimos soar muito atuais em comparação ao o que a música oferece nestes últimos tempos.

Herr Morbid
RtM: Ouvimos rumores que o FT virá ao Brasil, isso é verdade? Se sim, o que os fãs podem esperar? Pois é sabido que a banda tem muitos seguidores pela America do Sul.

HM: No momento, estamos considerando uma pequena turnê no Brasil com um promotor, sabemos que temos uma forte base de fãs na América do Sul e estamos planejando isso há um bom tempo, mas os planos sempre davam completamente errados por um motivo ou outro.

Vamos torcer para que desta vez as coisas funcionem para que possamos trazer a nossa doença  musical por aí! Você pode esperar um bom setlist com músicas de todos os nossos álbuns e uma abordagem muito poderosa para o palco. Sem frescura, altos volumes, a atitude de” kick-ass” e muita bebida!

RtM: Vocês conhecem alguma coisa da cena Metal no Brasil?

HM: Bem, é claro que conheço coisas clássicas como o Sepultura e Sarcófago, e eu também gosto de Mystifier, Krisiun, Vulcano, Overdose, Ratos de Porão e The Mist. Eu sei sobre o Angra também, mas eu não gosto deles em nada. (risos)


RtM: Vocês são de um país que de certa forma o Metal Extremo não é tão forte, como é fazer uma sonoridade que vai na contramão? Quais dificuldades já encontraram nesse período?

HM: Eu prefiro dizer que a Itália não teria um gênero peculiar. Existem muitas bandas boas nos dias de hoje, abrangendo vários estilos de Metal, embora não temos uma cena que identifica a Itália. No passado, eu acho que nós tivemos uma "cena mais ligada ao oculto" com bandas como Death SS, Necromass, Mortuary Drape, Opera IX, Funeral Oration, mas ao longo dos anos as coisas mudaram um pouco, embora a maioria dessas bandas ainda estejam ativas.


Existem algumas bandas notórias de Power Metal da Itália, que eu não gosto, mas ainda existem também nomes dentro do Death Metal e do Grindcore  que são muito bons, enquanto no Black Metal existem alguns bons nomes, mas a maioria deles são muito underground.

Forgotten Tomb é bastante diferente do resto de bandas italianas, uma vez que tornou-se maior fora da Itália desde o início e fomos reconhecidos fora daqui também, então, como consequência  se tornou popular na Itália muito pouco tempo depois. Além disso, realizamos bastante tours em comparação com todas as outras bandas italianas de Black Metal. Para ser honesto, eu estou muito orgulhoso de que um monte de gente do exterior” ligar” a  Itália com o nome Forgotten Tomb, o que é uma grande realização pessoal.


RtM: No começo da carreira a sonoridade do FT era comparada as bandas Doloriam e Burzum, o que vocês acham disso? Gera algum tipo de desconforto essas comparações?

HM: Eu não tenho nenhum problema com isso, especialmente no que diz respeito ao Burzum, que eu ainda considero muito importante para o nosso som, musicalmente falando.

Quanto ao Dolorian eles eram “grandes”, o seu primeiro álbum em particular foi impressionante quando ele saiu e, provavelmente, até certo ponto subliminarmente algo que nos influenciou, mas apenas no primeiro álbum "Songs To Leave". Esse álbum foi uma original mistura de várias influências com algumas ideias novas jogadas com bom gosto e a atitude correta. Embora eu ache que "Springtime Depression", tenha definido nosso estilo melhor e realmente foi um lançamento que se destacou por sua vez, e influenciou centenas de bandas que vieram depois e acabou criando se um subgênero inteiro no Black Metal.


RtM: Para finalizar, gostaria que falassem um pouco de suas influencias e deixassem um recado aos leitores do Road to Metal. Mais uma vez muito obrigado.

HM: Nossas influências vêm de uma série de estilos musicais, tanto dentro do Metal quanto fora. Além dos clássicos do Black Metal da década de 90, e material especialmente “sinistro” como Thorns, Strid e Manes, eu diria que nós gostamos de coisas como o início do Paradise Lost, clássicos do Hard Rock dos anos 70 e 80, em seguida, o material de bandas como Celtic Frost e Venom, old Doom/bandas de Death Metal, muita música dos anos 90, como Alice In Chains, Fudge Tunnel, Buzzoven, Helmet, Eyehategod... Bandas Punk, material Crust, Darkwave, até mesmo um pouco de Pop e música eletrônica . 

Nós principalmente desprezamos toda essa coisa de Power Metal e 90% das coisas que saiu no Metal após o ano 2000, mesmo que você ainda possa encontrar alguns bons lançamentos aqui e ali.

Saudamos aos leitores da Road to Metal, confiram nossos lançamentos e esperamos velos na tour em 2015!

Entrevista/edição/revisão: Renato Sanson
Tradução: Nanda Viddoto/Marlon Mitnel


Acesse e conheça mais a banda:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Mägo de Oz: Ilussia - Novos Tempos, Nova Viagem Heavy Metal/Hard/Folk/Sinfônica



Fundada em 1989, com certeza, uma das bandas mais bem sucedidas (Senão a mais bem) da Espanha, tendo uma grande legião de fãs em países de língua espanhola, como México, Argentina e Chile, depois de trocas de formação, problemas com gravadora (aliás, a banda sempre teve alguma rotatividade em suas fileiras, alguns apontam o fato do líder e fundador, Txus, ser  muito controlador), a banda se reestruturou e segue em busca de novos êxitos.

O Rompimento com José Andrea

A grande mudança, provavelmente, foi a saída do vocalista José Andrea, anunciada em 2011, e o último show da tour que marcou a despedida do vocalista foi no México, em agradecimento ao grande apoio dos fãs mexicanos. 
José fez parte dos grandes êxitos desta, que é a mais bem sucedida banda do Metal espanhol, estando presente em álbuns acima de qualquer suspeita como "La Leyenda de La Mancha" e "Finisterra", e a saída foi cercada de polêmica, com os dois lados falando que foi de forma amistosa, mas é fato que ninguém acreditou muito, e algumas entrevistas nos últimos anos dão pistas claras.

José declararou que com o passar dos anos algumas questões foram se tornando insuportáveis, e a convivência ficando mais difícil, e confundir um grupo de Rock com uma empresa foi o que mais lhe deixou insatisfeito, e, enquanto ele queria algumas mudanças, outros queriam seguir pelo mesmo rumo.

Txus e José: Amizade e parceria de sucesso foi abalada
Por outro lado, Txus chegou a alfinetar que José não estaria sendo profissional, que queria seguir levando uma vida de "Rock Star", chegando a citar Paul Stanley, e que deveria saber que há a hora de festejar e a hora de trabalhar, e que também deve-se saber seus limites, o peso da idade.
Em 2013, Txus publicou um comunicado, aparando arestas e aparentemente pedindo desculpa a José, afinal, foram muitos anos de companheirismo e sucesso, levando a banda a outro patamar.


Novo Vocal, Novo Álbum e Um Novo Mägo

Vida que segue, cada para seu lado (José Andrea segue carreira com seu grupo Uróboros) e Txus tratou de buscar um substituto, e Javier Zeta Dominguez foi o escolhido, com este, apesar de um registro de voz menos potente na questão das notas altas, encaixou muito bem, não trazendo mudanças gritantes.


"Hechizos, Pócimas y Brujeria" (2012), marca a estreia do novo vocal, com uma boa acietação do público, trazendo a tradicional sonoridade, aquela mescla de Hard/Heavy, Blues, Rock and Roll e ritmos Folk, mesclando as guitarras à flautas e violinos, além de bem cuidados arranjos vocais.


O Segundo Álbum da Nova Fase

2014 marca o segundo álbum da nova fase, "Ilussia", que segundo Txus traz uma trama em torno de um circo abandonado e maldito, em meio a um bosque, e que cobra vida, e é encontrado por um personagem, e segue-se a trama, que conta a história de um dos palhaços do circo. Soando mais coeso, até pela fase mais tranquila, depois das turbulências, e, apesar de não chegar a ser um álbum em um nível de um "Finisterra", traz bons momentos, trazendo uma evolução dessa nova era, além de não esquecer todos aqueles elementos que dão a personalidade e diversidade ao Mägo, e que levaram a banda ao sucesso.


Heavy Metal, Hard, aliás, o acento Hard e Heavy está bem mais evidente, deixando de lado as nunaces Power Metal mais veloz, que apresentaram em discos anteriores, principalmente na trilogia "Gaia",  com algumas canções flertando com o AOR, com muitos teclados, como em "Salvaje" e "De la Piel Del Diablo" (numa linha que lebra Whitesnake), e os tradicionais ritmos e elementos folclóricos, pontualmente presentes, sempre cativantes (dá vontade de sair pulando em pela floresta, ou em volta de uma fogueira hehehehe), destacando "Cadaveria", "Abracadabra" e "La Viuda de O'Brian" (cantada por Txus), que são alguns dos melhores momentos do disco; o Metal Melódico e mais veloz, com outra característica que sempre gostei neles, que são as guitarras dobradas, que vão se alternando com a flauta e o violino,  podem ser ouvidos em "Melodian".


Há espaço também para os demais elementos que os espanhóis flertam, como o Rock & Roll, música clássica e Blues, além de boas baladas, como "Constelacion Alpha DCI", na voz de Patrícia Tapia, desde 2007 efetivada na banda (e com bastante protagonismo neste álbum), e ainda a tradicional épica e longa faixa título, que tradicionalmente aparece nos discos do Mägo de Oz, "Ilussia" traz climas e passagens diversas, passeando por vários dos elementos que compõem a sonoridade do grupo, destacando a presença da cantora operística Pilar Jurado, mantendo o interesse até o final, uma verdadeira viagem Metal/Prog/Folk e Sinfônica.

Cantora de ópera, Pilar Jurado faz destacada participação em "Ilussia"
Embarque em mais uma viagem com os espanhóis, e, mesmo havendo algumas faixas com qualidade inferior, é mais um bom álbum, repleto de melodias e refrãos cativantes e boas doses da personalidade e originalidade do Mägo de Oz. Sempre a garantia de uma audição no mínimo agradável.

Texto e Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação


Patrícia Tapia

Mägo de Oz é:
Zeta: Vocais
Patricia Tapia: Vocais
Txus: Bateria e Vocais
Carlos Prieto: Violino
Frank: Guitarras
Carlitos: Guitarras
Josema Pizarro: Flautas
Javi Díez: Teclados e Piano
Fernando Mainer: Baixo

Site Oficial



Tracklist:
01. Pensatorium
02. Melodian
03. Abracadabra
04. Vuelta alto
05. Si supieras…
06. Pasen y beban
07. Salvaje
08. La viuda de O`Brian
09. Cadaveria
10. Constelaci¢n Alpha DCI
11. De la piel del Diablo
12. Ilussia

13. Morir‚ siendo de ti





quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Andsolis: Um Nome a Ser Observado no Cenário Progressive/Melodic Death Metal



A banda alemã Andsolis ("contra o sol", em nórdico antigo) traz uma interessante mistura de Melodic Death/Progressive e elementos do Folk e Viking Metal, lembrando em momentos grupos como Borknagar, At the Gates e Dark Tranquility, alternando, assim como os citados, vocais agressivos e limpos, bem como momentos mais atmosféricos e melódicos, com outros mais pesados e agressivos.

Trazendo no line up músicos experientes, que passaram, ou ainda fazem parte, de grupos como Edge of Serenity, Liquid Horizon e outras, lançam agora seu debut, "Vigil", sendo licenciado para o Brasil através da Shinigami Records, em mais um lançamento com a parceria feita com a gravadora alemã Quality Steel Records.

O início do grupo se deu em 2012, e o álbum e a formação atual foram tomando forma, resultando numa obra consistente, que merece audições atentas, e a história, pelo que pude notar, inclusive pela capa e título, me parecem inspiradas na obra de Dante.


Na sonoridade densa, pesada e melódica dos alemães, se destacam a boa dosagem dos elementos, como a alternância dos vocalistas, trazendo, juntamente com o instrumental e teclados bem colocados, os climas adequados para os diversos momentos dos quase 50 minutos desta trilha.

Vale conferir, realmente, mais um grupo que se deve prestar atenção, principalmente se você é simpatizante das bandas que citei no início, bem como sonoridades que vão nessa linha Viking.


Texto/Edição: Carlos Garcia
Revisão: Renato & Seus Blue Caps 

Ficha Técnica:
Banda: Andsolis
Álbum: Vigil (2014)
País: Alemanha
Estilo: Progressive/Melodic Death/Viking
Selo: Shinigami/ Quality of Steel
Produção: Marc Ayerle

Adquira o CD





  Tracklist:
1. Stand Vigil
2. Kingdoms Without Shape
3. In Silent Confidence
4. The Mystic
5. Days Of Receding Light
6. Meridian Smiles
7. The Laughter Echoes

Line-up:
Oliver Kilthau – Vocals (clean)
Manuel Siewert - Vocals (growls)
Simon Abele – Guitars
Stefan Rosenmeyer - Guitars
Martin Pohl - Keyboards
Bryan Zwiers - Bass

Marco Tecza – Drums

Visite os canais oficiais do Andsolis:


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Karne: Bons Frutos Negros Vindos da França



Se você precisa de doses cavalares de riffs ríspidos, dissonantes e furiosos gritos de agonia como os da vocalista Eingeweide, não deixe de conferir o primeiro full leght da Horda Francesa Karne, intitulado “Faith in Flesh” (2014 -  Shinigami Records).

Com um trabalho calcado em nomes de sucesso mundial como Marduk, Dissection e pitadas de melodia como Dark Funeral e até mesmo Hypocrisy, esse play com certeza fará a sua cabeça.

As letras carregam assuntos ligados ao sexismo, sadomasoquismo, violência, sangue e blasfêmias. E a capa, obscura por si só nos adentra para o clima denso.


A produção e mixagem à cargo de Grind-Vince, também é aprovada, apesar de que eu deixaria a bateria e baixo um pouco mais presentes.

De todas as composições as que me chamaram mais a atenção seriam "Kill me Again" e "Carnage Path",  pela sua introdução macabra.

Fuja correndo se espera encontrar modernidade, pois esse full é algo nada moderno.

Longe, muito longe claro, de ser algo cru e mal feito. Se fosse atribuir uma nota seria um  7.0


Texto: Nanda Vidotto
Revisão/Edição: Carlos Garcia

Adquira o CD

Artwork – Ars Goetia
Bass – Hraesvelg
Composed By – Karne
Design – Ars Goetia

Drums – Bael
Guitar – H. K. A., R.
Lyrics By – Eingeweide
Mastered By – Grind Vince
Mixed By – Grind Vince
Recorded By – Grind Vince

Vocals – Eingeweide



01. Agony
02. Darkest Fear
03. The Mass Grave
04. Karne
05. Kill Me Again
06. Carnage Path
07. C.R.U.D.
08. Gore Me
09. Day & Night (Agony, Part II)
10. Hidden track
















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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Eventos: En' Carna Rock Metal Fest - Organizador Fala Sobre Detalhes do Evento


Após a bem sucedida primeira edição em 2014, os organizadores do festival En Carna Rock Metal Fest (Erechim - RS), resolveram prosseguir com o evento, e com a experiência adquirida, promovendo melhoras, sejam estruturais até o cast maior e mais ousado, reunindo bandas de diversos estados e estilos, com nomes já muito conhecidos, bandas com estrada e novos nomes. Dentre algumas das atrações o público poderá assistir bandas como Vulcano, Symphony Draconis, Maquinários, Epitaph, Zombie Cookbook, Asper, T.S.F. entre outras.

Confira a seguir a conversa que tivemos com um dos idealizadores, Patrick Rafael de Souza, que nos falou um pouco mais do evento, estrutura do local e informações úteis a todos os bangers que pretendem prestigiar o evento, que tem tudo para crescer e se tornar uma referência no estado.


RtM: Salve Patrick, obrigado pela oportunidade de conversarmos um pouco a respeito do Festival, levar um pouco mais de informações para o público e interessados.

Patrick Souza: Olá! Agradeço a toda equipe da Road to Metal por este convite, um grande site do Metal gaúcho! Obrigado!


RtM: Como surgiu a ideia de realizar o Festival? Quais foram as pessoas e os parceiros que apoiaram a ideia? 

PS: Então, eu morei um bom tempo em Santa Catarina (Bal. Camboriú) e lá vi muitos  eventos deste porte acontecer, achei bacana pegar essa ideia e tentar levar para o Rio Grande do Sul, no RS tive o apoio do meu amigo Cleberson da Silva da Loja Underground Store Erechim, que hoje é parceiro da Sangue Frio Produções para a organização deste evento.

RtM: Quais as principais dificuldades que você encontrou para a realização do evento? Você chegou a pensar em desistir, ou teve dúvidas quanto ao evento obter sucesso e o público comparecer e apoiar?

PS: Olha, pra ser bem sincero hoje em dia, dentro do Underground NADA é fácil, vocês que trabalham com Metal sabem bem do que eu estou falando, dificuldades são barreiras a enfrentar, é sempre necessário fazer um evento com os pés no chão, sempre tem certas barreiras, a baixa venda de ingressos antecipados é praxe hoje no Brasil INTEIRO se tratando de Metal, isso as vezes desanima sim, não pelo fator financeiro (que realmente prejudica um pouco) então você começa a pensar duas ou três vezes se vale mesmo a pena correr o risco, se realmente você conseguiu atingir o ponto que você queria lá no começo, mas no final tudo acaba dando certo!


RtM: Em que fontes ou exemplos você buscou a base, as informações necessárias para começar a montar o projeto e depois colocar em prática?

PS: Sempre tive um grande apreço pelo Zoombie Ritual, e minha ideia sempre foi fazer um festival assim completamente voltado para o Metal Underground, não que o Zoombie Ritual não seja Underground, mas minha ideia é realmente tipo, colocar 40 bandas então 40 bandas Undergrounds. Busquei conhecer vários eventos, como o River Rock, Otacílio Rock Festival, Orquídea Rock Festival, e até o próprio Zoombie Ritual ver os acertos  e os erros de cada um e tirar algum proveito disso.



RtM: Quais as principais lições que vocês tiraram da primeira experiência, sejam positivas ou negativas, e o que vocês buscaram fazer diferente para esta segunda edição?

PS: O primeiro foi realmente uma tentativa de fazer algo “novo”, com algumas ideias felizes e outras nem tanto, pecamos em muitas partes ao meu ver, estrutural (faltou água em determinados momentos do evento), a demora no lançamento do cartaz e do evento fazendo então que tudo ficasse para “última hora”, mas teve muita coisa bacana, pô, por mais que tenha tido alguns problemas a galera entendeu a mensagem e abraçou, o público viu que aquilo estava sendo feito de coração, com respeito as bandas e ao público, que continuam nessa segunda edição, por isso adiamos o evento para que os mesmos problemas não se repetissem lançamos o cartaz e o evento quase 7 meses antes da data marcada, aumentamos o número de bandas o que fez o evento ficar mais atrativo e interessante.

RtM: E de outros festivais que não foram bem sucedidos, e que acompanhamos este ano novamente alguns casos, que observações e lições quanto “ao que não se deve fazer”  você tirou dessas situações, e quais a principais falhas que você observou nesses casos malsucedidos, até para vocês não caírem nas mesmas armadilhas?

PS: É cara, como falei anteriormente, tudo tem que ser feito com os pés no chão, acredito que não podemos brincar com o dinheiro do público, é complicado simplesmente vender “gato por lebre”, se não dá pra fazer tem que se colocar na cabeça que não dá pra fazer e pronto, é até meio polêmico o que eu vou falar, mas no Brasil é difícil se sustentar um evento deste porte sem alguma base financeira ou então empresarial, pois não adianta a galera não quer nem saber de comprar ingressos antecipados, é muito pouco as pessoas que pensam em comprar um ingresso antecipado para apoiar o evento, a não ser que seja um “Monster of Rock” onde na primeira semana de venda já tinha quase 40 mil ingressos vendidos.



RtM: Quanto ao local e infraestrutura, você poderia nos dar um panorama geral de que o público, imprensa  e bandas vão poder desfrutar? Como, por exemplo, alimentação, banheiros, hospedagem, área de camping, internet, etc..

PS: O local é maravilhoso, com uma área de camping muito bacana, campo de futebol, piscina (valor a combinar no dia), quartos dentro do local que acontecerá  os shows (reservas somente no local), um mini mercadinho dentro da área de camping, lanches, local privilegiado para distros e imprensa, uma pequena área de lazer com mesa de sinuca, banheiros com chuveiros espalhados pela área de camping, churrasqueiras implantadas na área de camping, muita sombra, cerveja de marca indiscutível (Budweiser e Brahma), contaremos com a venda de Hidromel (Litro) dentro do evento, o salão que acontecerá os shows também terá uma estrutura bacana, enfim é um lugar muito bacana mesmo.

RtM: E as expectativas para este segundo evento? Quantas pessoas vocês esperam receber  neste evento? Acredito que você deve estar muito ansioso para que o dia chegue logo!

PS: Não só eu (hehehe), acredito que muita gente não vê a hora de reencontrar amigos, beber uma cerveja gelada bem gelada e ver a maior banda de Death Metal do Brasil e mais 36 bandas, eu não sei falar em números as espero umas 500 pessoas para esse evento, levando em base o primeiro, já que é um evento que está apenas na 2ª edição, acredito que é um bom número!


RtM: Patrick, obrigado pelas informações, fica o espaço para sua mensagem aos Bangers, e certamente ainda teremos mais matérias e atualizações nos canais do Road a respeito do festival, então a galera pode ficar atenta aqui também!

PS: Opa! Eu que agradeço de coração mesmo a oportunidade de estarmos mais uma vez juntos!

Quero agradecer os Metalheads que vem sempre nos apoiando, ajudando e dizer que essa será uma edição que vai ficar na memória de muitos, aproveitar para pedir que apoiem fielmente o Underground, sites, zines, eventos, bandas, distros e toda essa infinidade que só o  Metal  pode nos proporcionar, eu em nome de toda a equipe da Sangue Frio Produções deixo aqui minha saudação e espero por todos vocês neste que com certeza tem tudo pra ser um dos maiores do Brasil!

HAIL!


Lembramos que a produção do festival está sorteando, ao fim de cada lote, um par de ingressos e no último sorteio, o ganhador levará um kit Road to Metal também, com camiseta, CDs (inclusive do Vulcano, o grande nome do Fest) e outros brindes. Acesse o perfil do festival no Facebook para saber mais.




Entrevista por: Carlos Garcia


Nos links abaixo você encontra informações e links para contato e adquirir ingressos:


Festival acontecerá dias 20, 21 e 22 de Fevereiro!

Um dos maiores eventos Underground do Sul do Brasil esta de volta!

37 Bandas!

Primeiro Lote: Meia Entrada R$ 35,00 - Inteira R$ 70,00 Do dia 01/09/14 até 10/11/14
Segundo Lote: Meia Entrada R$ 45,00 – Inteira R$ 90,00 Do dia 10/11/14 até 10/01/15
Terceiro Lote: Meia Entrada R$ 80,00 – Inteira R$ 160,00 Do dia 10/01/15 até 20/02/15
Meia Entrada: Carteira de Estudante ou 1Kg de Alimento


INGRESSOS PARCELADOS EM ATÉ 12x NO CARTÃO OU EM BOLETO BANCÁRIO NA TICKET BRASIL!
https://ticketbrasil.com.br/festival/encarnarockmetalfest-erechim-rs/

OU NA UNDERGROUND STORE ERECHIM
https://www.facebook.com/pages/Underground-Store-Erechim/285709518201363?fref=ts

MAIS INFORMAÇÕES:
patrik_myers@yahoo.com.br
ou
cleberson_underground@hotmail.com

Fique atento para as várias excursões e verifique no perfil do festival, onde também são divulgadas, lembrando que quem organiza excursão garante ingresso de graça.

Hospedagem? Além da área de camping e pousada no local, foram credenciados o Hotel Vivendas, que terá transporte para o evento, além do Hotel Monet e Brisa Park