terça-feira, 5 de maio de 2015

Bloody Violence: Soando Como Uma Bomba Atômica!


Eis que o “full length” da banda Bloody Violence está calibrado e pronto para abrir fogo sem dó nem piedade. O trabalho recém-lançado foi batizado de “Devine Vermifuge”, trata-se de um álbum contendo oito faixas inéditas e nem bem esperou o EP “Obliterate” esfriar no caixão para dar as caras (curiosidade: pela definição da UK Albums Chart *: uma gravação conta como um álbum full length se ela tiver mais de quatro faixas ou pelo menos 25 minutos de duração). Uma verdadeira profusão de musicalidade, velocidade, técnica e groove (sim, groove).

Now I’m become death, the destroyer of worlds…
- Bhagavad Gita

A mesma frase citada nos ensinamentos hindus abre o “Divine Vermifuge”, porém dessa vez pronunciado por “J. Robert Oppenheimer”, um dos físicos que coordenou o “Projeto Manhatan”, em 1941. Oppenheimer ficou conhecido como: O pai da Bomba Atômica! E a citação que abre o disco sonoriza dor, pesar e arrependimento de quem viu sua criação servir à destruição.

Seleção (não) Natural

Neste clima denso e escuro as primeiras faixas do disco ilustram em notas e viradas, o quão pesado ele tem a intenção de ser (e cumpre perfeitamente com a proposta). Ainda não estamos falando das melodias!


Natural Selection developing new kinds of mutated species...” – (1- Lethal Nuclear Evil)

Cantídio Fontes (vocal) replica esse padrão amargo e pesado nas letras que compõem as oito músicas do disco. O que é mais letal de que uma bomba atômica, de alguns “mil megatons” explodindo sobre uma área povoada? Resposta: A ganância pelo poder, ganância pelo controle (do poder)! Embora as letras do disco disponham sobre mutações, explosões nucleares, destruição em massa, omissões e traições. Fica fácil transportar questões comportamentais, sociais e políticas para esse ambiente orquestrado pelo Technical Death Metal de “Divine Vermifuge”. Para deter tamanha injustiça desenfreada, vale apelar até para uma Dakini e que sua furiosa beleza possa lançar o desafio da justa punição aos impuros (se ela escutar o apelo, poucos irão sobrar)!


Se Simão falou, está falado.

Completando a beleza do que foi riscado no papel, existe o encaixe perfeito das melodias paridas por Igor Dornelles. Delegar palavras como pesado, rápido e brutal ao disco, seria como atear fogo às cinzas de um “disco voador” que caiu ao solo e incendiou no impacto (ainda que exista o que queimar nessa carcaça). Fica nítida a impressão de que houve preocupação uniforme durante as composições e mixagem de som. A bateria de Eduardo Polidori está muito bem marcada e traz um “gingado” diferenciado do Technical Death Metal tradicional. Claro, o que precisava ser feito, foi feito com sucesso. Mas ao ouvir, sentirás que há algo mais durante as execuções. Em alguns momentos exibe rapidez de um UFO em disparada no horizonte e em outros momentos a técnica e calma de um metódico serial killer em ação. Essa técnica pessoal, provavelmente nos deixe algumas pistas sobre um baterista de Death Metal que já visitou “outras escolas”, mas que está se saindo muito bem no estilo atual. Igor Dornelles, além de compor as melodias do disco, pilota uma “eight strings” com maestria. Isso fica claro no disco todo, mas é em “Putrid and Damned” que desde a intro até o último suspiro essa maestria não deixa nenhum questionamento em aberto: harmonia e agressividade, somadas à violência que o disco demanda.


E com esse cuidado que foi acometido ao disco, na hora de mixar, permite-nos ter acesso ao “Sava” e o seu baixo a qualquer instante no disco. Mas se quiser tirar a prova do que digo, basta prestar atenção no início da “The Faithmaker”, música que encerra MUITO BEM o álbum.

 Compassada, pesada e polêmica ela vem impregnada de um groove que a transforma totalmente após os 2 minutos. Junto com música (a esta altura já deves estar com o punho em riste e bangueando) surge um “sampler” fantasmagórico com voz feminina, que faz alegorias à chamados de abuso sexual. Na realidade, trata-se de um recorte de fala, de um documentário sobre “abuso sexual envolvendo ambientes religiosos” e de como a crença é usada de forma erronia (dentre muitas outras formas) por alguns líderes de cultos, para lograrem alguma vantagem sexual sobre os (as) fiéis.


Penetrate me with this finger, the finger of god...
-The Faithmaker

Mesmo com toda essa nova influência musical, não se pode deixar passar despercebida a influência dos mestres do passado (nem tão passado assim) nas composições: Cannibal Corpse, Dying Fetus e Nile!

Encerrando essa obra obscura, aparece a mão do Rafael Tavares na confecção da capa do disco. Como já é conhecido pelo estilo, Rafael se vale mais uma vez dessa brincadeira entre luzes e escuridão para compor a arte da capa. Boa parte da “cover” e é envolvida em escuridão, ao centro uma “entidade” (que se atribui santidade pelo fato de apresentar uma espécie de auréola em torno da cabeça) emanando tentáculo de si. Ao fundo há uma vegetação morta exibindo grandes espinhos e alguns humanoides cadavéricos espreitam a entidade. Seriam vítimas ou seguidores? De fato, a entidade, de olhos pálidos, traz um crânio nas mãos, lembra um crânio humano. Seria essa entidade o “Devine Vermifuge”? Não seria uma má ideia se um anti-helmíntico social e psicológico se abatesse sobre a sociedade em nível atômico, ao melhor estilo Bloody Violence.


Resenha por: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson


Formação:
Cantídio Fontes – Vocal e Letras;
Igor Dornelles – Guitarra (8 cordas) e composição das músicas;
Israel Savaris – Baixo;
Eduardo Polidori – Bateria;

Tracklist:
1 Letahl Nuclear Evil – 05:29
2 Lethal Nuclear Evil [Dyatlov Pass] – 06:49
3 Mother of the Dying – 03:59
4 Putrid and Damned – 04:00
5 Sky Burial – 05:12
6 Colares UFO Flap – 04:23
7 Overseers – 03:41
8 The Faithmaker 04:33

Embalagem: Digipack
Fotos: Chama Vídeos Independentes e Marina Bischof
Gravação: Estúdio Hurricane, POA-RS
Arte Capa: Rafael Tavares

Selos: Terceiro Mundo Chaos Discos, Rock Animal, Violent Records & Oneye Rec .


Ou entra no face da banda e fala direto com eles e tenta uma versão autografada!



Morfolk: Death Metal até a Morte!




"...Until the Death" trata-se do terceiro álbum desta excelente banda paulista, que mescla as vertentes mais extremas do Metal, dando ênfase no Death Metal e forjando uma sonoridade "malevolenta". Diversos selos se reuniram e lançaram a bolacha em conjunto. 

O CD traz uma bonita arte na capa, livreto com as letras e todas as infos necessárias. Mas vamos ao que interessa: o som. A primeira música, "Shadows Of Fear" começa como um soco no ouvido, rápida, certeira e insana, com alternância de vocais guturais e rasgados. Foda!; "One Against All" traz um rifferama espetacular com influência Black Metal que fica martelando na mente, e uma batera reta mas maçante. Lá pelas tantas, o negócio da uma quebrada pra desnucar pescoço.


"Hate Beyond The Pain" segue o andamento pegado da banda, sem deixar o pique cair, em um puro Thrash Metal, com refrão forte; "Desordem" tem um início puro Slayer, com riffs palhetados que puxam um som cantado em português pra levantar defunto; "Alienação" é mais na manha, com uma levada mais calma mas com guitarras que esfregam riffs na cara, e um trabalho de cozinha que remete a um Crossover fudido. Paulada!!; "W.W.W. (World Wide War)" é um Thrash Metal nos canos, legítimo pra bater cabeça; "Bloodlust" é uma profusão de riffs com vocais insanos,variação rítmica interessante e bons solos; "Reign Of Terror" fecha o CD da mesma forma que começou, pancada direta na cabeça. Excelente produção para um excelente disco. 

Depois tem alguns dementes que desmerecem o Underground nacional, alegando que não temos bandas à altura das gringas. Puro desconhecimento.


Texto: Marcello Camargo
Edição/Revisão: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Morfolk
Álbum "...Until the Death"
País: Brasil
Estilo: Death Metal
Assessoria: Metal Media 

Acesse e saiba mais sobre a banda;


Line Up:
Wagner Rômulo – vocals
Reinaldo Tio – guitars
Gabriel Grisolia – guitars
Ryan Roskowinski – bass
Daniel Sanchez - drums

Tracklist:
“Shadows Of Fear”
“One Against All”
“Hate Beyond the Pain”
“Desordem”
“Alienação”
“W.W.W. (World Wide War)”
“Bloodlust”
“Reign of Terror”









sábado, 2 de maio de 2015

Cavalera Conspiracy: E os Irmãos Cavalera Retornam ao RS!


Dia 23 de maio os irmãos Max e Igor Cavalera retornam a Porto Alegre, os dois ícones do metal nacional, membros originais do Sepultura e responsáveis por mostrar o metal brazuca mundo a fora. A apresentarão com o Cavalera Conspiracy será novamente no Bar Opinião, desta vez na “Pandemonium World Tour” divulgando o último álbum lançado em 2014 intitulado de “Pandemonium”, então não perca esse grande show, pois não é sempre que podemos ver duas lendas brasileiras em Porto Alegre.


Texto: Marlon Mitnel
Revisão/edição: Renato Sanson



 Serviço:
Local
Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)

Classificação etária:
14 anos

Quando
23 de maio de 2015, sábado 20h

Horários
18h30min – abertura da casa
19h – It’s All Red
20h – CAVALERA CONSPIRACY

Ingressos
Primeiro lote: R$ 90,00
Segundo lote: R$ 100,00
Terceiro lote: R$ 120,00

Pontos de venda:
Online
www.ticketbrasil.com.br (em até 12x no cartão)

Lojas
Sem taxa de conveniência
Youcom – Bourbon Wallig, 3º piso. Fone: (51) 2118-1186.

Com taxa de conveniência de R$3,00
Youcom – Bourbon Ipiranga, 1º piso. Fone: (51) 3204-5210.
Youcom – Shopping Praia de Belas, 3º piso. Fone: (51) 3206-5530;
Youcom – Barra Shopping, térreo. Fone: (51) 3206-5423.
Multisom – Andradas Rua dos Andradas, 1001 | loja 01/02. Fone: (51) 3931-5283.
Multisom – Shopping Canoas (AV. Guilherme Schell, 6750), loja 69/70 | Centro. Fone: (51) 3941-6211
Multisom – São Leopoldo (Rua Primeiro de Março, 821), loja 204 | Centro. Fone: (51) 3952-1310
Multisom – Novo Hamburgo (Av. Nações Unidas, 2001), loja 1002 e 1003 | Centro. Fone: (51) 3951-2212

*A organização do evento não se responsabiliza por ingressos comprados fora do site e pontos de venda oficiais.

*Será expressamente proibida a entrada de câmeras fotográficas profissionais e semiprofissionais, bem como filmadoras de qualquer tipo.

Informações
Abstratti Produtora
(51) 3026-3602

Lyria - Alternative/Symphonic Metal Maduro e de Potencial! (Entrevista+Resenha+Audição Gratuíta do CD)



Fundada em 2012, o Lyria é uma banda que apresenta um excelente potencial e maturidade, fazendo um Metal Alternativo/Sinfônico temperado por influências que vão do Thrash ao Gothic Metal e Industrial, apresentando arranjos criativos e boas ideias, mostrando bastante personalidade e competência.   (English Version Here)

Com a bela voz da mezzo soprano Aline Happ, aliada a dupla Eliezér e Thiago Zig, o grupo agora quer continuar divulgando seu álbum de estreia, "Catharsis", lançado no final do ano passado, por meio de uma bem sucedida campanha de crowdfunding, que contou com colaboradores de diversos países, mostrando que a banda já desperta o interesse também em outros territórios.

Conversamos com a fundadora Aline Happ para saber um pouco mais da banda, do álbum de estreia e planos, e de quebra, no final da entrevista você confere resenha de "Catharsis"! Confira esta matéria/entrevista bem especial com esta promissora banda!


RtM: Para quem ainda não conhece a Lyria, você poderia fazer um breve histórico da banda?
Aline Happ: Olá, obrigada pela entrevista! Somos uma banda de metal alternativo sinfônico do Rio de Janeiro. Fundei a banda em 2012 e em 2013, Eliezer (bateria) e Zig (baixo) entraram para a banda. Em 2014, lançamos nosso primeiro álbum, “Catharsis”, através de uma campanha de crowdfunding. =)


RtM: Final do ano passado foi lançado o seu debut, “Catharsis”. Já deu pra mensurar a repercussão do álbum? O retorno está dentro do esperado? Vocês já conseguiram ter um retorno de quais as músicas estão tendo maior destaque entre os fãs?
Aline: Se tivéssemos algum tipo de publicidade, sei que poderíamos espalhar a notícia para mais pessoas e mais rapidamente. Mas o retorno tem sido ótimo, muitas pessoas têm comprado o álbum, principalmente o físico e temos recebido feedbacks muito bons. Difícil dizer quais músicas têm mais destaque, pois cada pessoa fala uma coisa, hehe. Mas posso dizer que o clipe de “Jester” tem agradado bastante, até passou na TV, no canal PlayTv =).


RtM: Pessoalmente, gostei bastante das músicas “Jester”, “The Phoenix Cry” e “The Phoenix Rebirth”, e gostaria que você comentasse um pouquinho mais sobre elas, conceito...letra.
Aline: “Jester” é sobre uma pessoa que ao ser questionada por certa falta de atitude, ficou bastante irritada e preferiu se isolar e não rever suas atitudes.
“The Phoenix Cry” e “The Phoenix Rebirth” são interligadas. A primeira nos mostra alguém que se sacrifica pelo mundo, que está cansado de tanta violência e caos. Já a segunda é a continuação da primeira, mostra essa alma torturada e o desejo e a força de vontade dela de se reerguer.


RtM: A banda faz um Metal Sinfônico mesclando momentos mais melódicos, mas também com músicas mais pesadas, lembrando-me alguns ícones do estilo, como Nightwish, Within Temptation e Tristania dos primeiros álbuns. Como influências principais e inspirações que contribuíram para forjar a sonoridade do Lyria, que bandas ou artistas você citaria?
Aline: São muitas! Nightwish com a Tarja, Epica, Evanescence, Within Temptation, Metallica, After Forever, Black Sabbath e muitos outros.



RtM: E neste concorrido cenário, o que vocês acreditam que possa ser o diferencial do Lyria para se destacar?
Aline: Nós gostamos do que fazemos e investimos tempo nisso. Colocamos verdade nas músicas e acredito que temos composições que vão agradar ao público, tanto o nicho de metal sinfônico como em outros estilos, justamente por não sermos metal sinfônico “puro”. Gostamos de manter contato com os fãs, de mantê-los atualizados e entretidos.


RtM: Percebi que a banda tem essa preocupação de apresentar novidades, trabalhar a divulgação, tendo inclusive lançado um vídeo oficial com uma boa produção, além de algumas outras ações, como a venda de alguns produtos, como letras das músicas escritas a mão e com dedicatória. Ideia bem legal, inclusive lembro que a Anneke fez isto também. Como tem sido o retorno dessas ações?  
Aline: Obrigada! O pessoal tem gostado bastante e é sempre um prazer apresentar novidades ao público. Eu adoro escrever as letras e autografar os produtos.


RtM: Poderia nos contar um pouco mais a respeito da produção do álbum “Catharsis”, e também como funciona o processo de composição dentro da banda?
Aline: Bom, o álbum foi gravado em uma semana, haha. Íamos todo dia de manhã para a casa do produtor e saíamos de lá já tarde da noite. Mas todo o esforço valeu a pena. Nosso produtor fez um ótimo trabalho. Em relação às composições, a maioria parte de mim, eu venho com a melodia , às vezes com a melodia e a letra, as vezes com uma letra e aí criamos o instrumental e depois a melodia juntos.


RtM: E o cenário para as bandas independentes, principalmente, o que melhorou, o que piorou? Inclusive pelo fato de que é difícil cobrir as despesas somente com venda de CDs, e além disso os shows também podem ser raros, pois muitas bandas vivem dos shows ao vivo e novas bandas nem sempre conseguem ter condições ou apoios para isso.
Aline: Alguns produtores querem que você toque de graça ou até mesmo pague para tocar em locais horríveis, outros não querem nem ouvir seu material se você diz que é autoral, assim como muitas pessoas preferem ouvir covers por já conhecerem as músicas. Mas felizmente também tem muita gente fazendo um trabalho sério e ajudando na divulgação das bandas autorais da maneira que for possível, além de um público aberto a novidades.


RtM: E você Aline, quais suas influências pessoais, como começou a cantar e quem lhe incentivou no início? 
Aline: Evanescence, Epica, Nightwish com a Tarja, After Forever, Sarah Britghtman... e muitas outras. Sempre gostei de cantar, desde pequena assistia aos desenhos da Disney em que as princesas cantavam e eu queria fazer o mesmo. Aos 13 anos comecei aulas de canto por incentivo da minha mãe.


RtM: E as influências dos demais integrantes? E como se iniciaram na carreira musical?
Aline: Eliezer (bateria) toca desde os 13 anos. Já teve diversas bandas e tocou na noite. Sempre gostou de Rock e Metal. Zig começou a tocar baixo entre os 13/14 anos e teve bandas autorais de metal, já tocou na igreja e também em bandas de festa. Quando começou a tocar, tinha muitas influências do Metal Progressivo


RtM: Aline, Obrigado pela atenção, fica o espaço para a sua mensagem final aos leitores!
Aline: Obrigada! Espero que vocês tenham curtido a entrevista! Se quiserem saber mais de mim e do Lyria, seguem aqui os links:

facebook.com/alinehapp
Facebook.com/lyriaband


Entrevista: Carlos Garcia



Resenha do Ábum

"Catharsis" - Uma Estreia Promissora que Mostra uma Banda de Potencial

Criada pela vocalista Aline Happ em 2012, o Lyria traz em sua sonoridade elementos do Metal Sinfônico de bandas como Epica e Nightwish, mas também de um lado mais moderno e alternativo de bandas como Evanescence, onde podemos ouvir esses elementos sinfônicos tradicionais mesclados a passagens industriais/alternativas, com vários efeitos nas guitarras, onde também são utilizadas afinações mais baixas, e teclados, além de algumas doses de Thrash e Gothic Metal em alguns arranjos mais introspectivos e melancólicos.


Lançado em 2014 através de uma exitosa campanha de crowdfunding, onde participantes de diversos países contribuíram,o álbum "Catharsis" vem recebendo boas críticas e aceitação favorável do público
O mérito do Lyria é que não cai no lugar comum, tendo um balanço bem interessante dessas influências e elementos, usando com inteligência e sem excessos, e não sendo repetitivo nos arranjos, algo que comumente percebo em bandas que enveredam por esse lado mais "moderno/alternativo", vide o citado Evanescence.

Encontramos então uma boa variação nas composições, mostrando, apesar de uma banda nova, que possui maturidade suficiente, resultando em uma execução segura de seus papéis e arranjos bem construidos. "The True War" é uma boa abertura, com bastante peso, enquanto que "Revenge" tem uma sonoridade bem moderna, com vários efeitos e sintetizadores, evidenciando o lado mais "alternativo" (os efeitos me lembraram um pouco o The Birthday Massacre). O lado mais Symphonic Metal fica latente na excelente "Jester", com ótimo balanço de peso e melodia, bom trabalho de guitarras, além de um refrão cativante; momentos mais suaves e melancólicos, com flautas que dão um toque especial, podem ser encontrados em "What do You Want from Me".

Uma estreia muito boa, com maturidade e mostrando um excelente potencial.

Texto: Carlos Garcia


Ouça aqui o CD






Interview - Lyria: Symphonic/Alternative Metal With Potential and Maturity (Plus Album's Review and Free Listening)


Founded in 2012, Lyria is a brazillian band that has a great potential and maturity,  with their Alternative/Symphonic Metal tempered by influences ranging from Thrash to Gothic Metal and Industrial, with creative arrangements and good ideas, showing a strong personality and competence. (Leia aqui versão em português)

With the beautiful voice of the mezzo soprano Aline Happ, combined with the double Eliezer and Thiago Zig, the group now wants to continue promoting their debut album, "Catharsis", released late last year, through a successful crowdfunding campaign, attended by fans from different countries, showing that the band has already raised interest also in other territories.

We talked to the founder Aline Happ to know a little more about the band's debut album and plans, and plus, in the end of the interview you can read our review of "Catharsis"! Check this very special interview with this promising band!


RtM: For those who do not know  Lyria, you could make a brief history of the band?
Aline Happ: Hello, thank you for the interview! We are an Alternative an Symphonic Metal band from Rio de Janeiro. I founded the band in 2012 and in 2013, Eliezer (drums) and Zig (bass) joined the band. In 2014, we launched our first album, "Catharsis", through a crowdfunding campaign. =)


RtM: And about  the album "Catharsis", did you already measure the impact of the album? The return is going well, or in a proportion that you was expected? You have already have a return which songs are being more acceptance among the fans?
Aline: If we had some kind of advertising, I know that we could spread the word to more people and faster. But the response has been great, many people have bought the album, especially the physical and we have received very good feedback. Hard to say which songs stand out more because each person speaks one thing, hehe. But I can say that the video for "Jester" has pleased enough, even spent on TV, PlayTV =) channel.


RtM: Personally, I liked a lot of the songs "Jester", "The Phoenix Cry" and "The Phoenix Rebirth", and would like you to comment a little bit more about them, concept ... lyrics.
Aline: "Jester" is about a person who when asked by a lack of attitude, was very angry and preferred to isolate and not review their attitudes.
"The Phoenix Cry" and "The Phoenix Rebirth" are interconnected. The first shows us someone who sacrifices himself for the world, who are tired of so much violence and chaos. The second is the continuation of the first, shows this tortured soul and the desire and the will power of her rebuild.


RtM: The band plays a Symphonic Metal merging more melodic moments, but also with heavier songs, remembering the style of icons such as Nightwish, Within Temptation and Tristania of the first albums. Wich are the main influences and inspirations that helped to shape the sound of Lyria, which bands or artists would you cite?
Aline: Many! Nightwish with Tarja, Epica, Evanescence, Within Temptation, Metallica, After Forever, Black Sabbath and many others.


RtM: And in this competitive scenario, what you believe to be the Lyria's differential to stand out?
Aline: We enjoy what we do and invest time in it. We put truth in music and I believe we have compositions that will please the public, both the Symphonic Metal niche as in other styles, just for not being "pure"  Symphonic Metal . We like to keep in touch with fans to keep them up to date and entertained.


RtM: I noticed that, the band has this concern to present news, and even released an official video with a good production, and some other actions, such as the sale of some products, such as lyrics handwritten and with dedicatories. Cool idea, even remember that Anneke (Van Giersbergen) did it too. How has been the return of these actions?
Aline: Thank you! The fans have liked a lot and is always a pleasure to introduce innovations to the public. I love writing lyrics and autograph Products.


RtM: Could you tell us a bit more about the production of the album "Catharsis", and also how works the writing process within the band?
Aline: Well, the album was recorded in a week!!! haha. We went every morning to the home of producer and went out of there late at night. But all the effort was worth it. Our producer did a great job. In relation to the compositions, most part of me, I come with the melody, sometimes with the melody and the lyrics, sometimes with a lyric and then created the instrumental and then the melody together.


RtM: And the stage for independent bands, mainly, which improved, which worsened? Including the fact that it is difficult to cover expenses only with CDs sales, and get live shows can also be rare, new bands have more dificulties to get support for it, that is some thinghs that i see on the scene, and many bands complain.
Aline: Some producers want you to play for free or even pay to play in horrible places, some do not want to hear your stuff if you say it's authoral, and many people prefer to hear covers of already know the songs. But fortunately also have a lot of people doing good work, helping in the dissemination of authoral bands in whatever way is possible, and an open public to know the new bands.


RtM: And you Aline, what your personal influences, and when you began to sing and who encouraged you in the beginning?
Aline: Evanescence, Epica, Nightwish with Tarja, After Forever, Sarah Britghtman ... and many others. I always liked to sing, when i was a child watching Disney cartoons, where the princesses were singing and I wanted to do the same. At age of 13, I started singing lessons for encouragement of my mother.


RtM: And the influences of the other members? And how they started in the music career?
Aline: Eliezer (drums) plays since his 13 years, and had several bands and played at night clubs. Always liked rock and metal. Zig began playing bass between 13-14 years and had metal bands, has played in the church and in party bands. When he started playing, had many influences of Progressive Metal


RtM: Aline, Thank you for your attention, the final space is to you send a message to the readers!
Aline: Thank you! I hope you have tanned the interview! If you want to know more about me and Lyria, follow the links here:

facebook.com/alinehapp
Facebook.com/lyriaband
www.lyriaband.com
www.youtube.com/lyriaband


Interview: Carlos Garcia





Album's Review and Stream

"Catharsis" - A Promising debut that shows a potential band

Created by singer Aline Happ in 2012, Lyria brings a sound with Symphonic Metal elements of bands like Nightwish and Epica, but also a more modern and alternative side of bands like Evanescence, where we can hear these traditional symphonic elements merged the industrial/alternative passages, with various effects on the guitars and synths, lower tunings are used too, plus a few doses of Thrash Metal and also Gothic in some more introspective and melancholic arrangements.


Released in 2014 through a successful crowdfunding campaign, where participants from various countries contributed, the album "Catharsis" has received good reviews and favorable public acceptance.
The merit of Lyria is not falling in the common place, with an interesting balance of those influences and elements, using intelligently and without excesses, not being repetitive in the arrangements, something we commonly perceive in bands who go on that side more "modern / alternative ", see the cited Evanescence.

Then, you will find a good variation in the compositions, showing a new band that have sufficient maturity, resulting in a safe execution of their instruments, catchy songs and well constructed arrangements. "The True War" is a good opening, with heavy guitars, while "Revenge" has a very modern sound, with various effects and synthesizers, showing the side more "alternative" (the effects reminded me a bit tthe band The Birthday Massacre) . Their side most Symphonic Metal is latent in the excellent song "Jester", with great balance of heavy sound and melody, good guitar work, and a catchy chorus; softer and melancholic moments, with flutes that give a special touch, can be found in "What do You Want from Me".

A very good debut, with maturity and showing excellent potential.

Album Streamming

Text: Carlos Garcia



sábado, 25 de abril de 2015

Monsters Tour: Está Chegando a Hora do Show Histórico em Porto Alegre



Os Monstros estão chegando, e vão colocar tudo abaixo aqui no Rio Grande do Sul, dia 30 de Abril no Estádio do Zequinha. Ozzy, Judas Priest e Motörhead (a abertura será a cargo dos gaúchos da Zerodoze) reunirá fãs de diversas localidades e idades, coisas que só o Rock e o Metal são capazes de proporcionar, algo que passa de pai para filho, música que atravessa e resiste ao tempo, passa de geração em geração, e certamente teremos novamente muitas famílias inteiras ali presenciando o que pode ser um dos últimos shows dos seus ídolos, algo que ficará guardado na memória de todos que lá estarão.

Além disso, da característica de reunir fãs de várias gerações, os fãs de Metal e Rock Pesado são apontados em diversos estudos de sociologia como os que menos discriminam, que são um público mais esclarecido e com grau de exigência maior, além de sempre dar exemplo de civilidade e companheirismo nos shows e festivais.  


Véspera do feriado do dia do trabalhador, a data favorecerá muitos fãs do interior e de outros estados, que se mobilizam porque, além do show histórico reunindo três dos maiores ícones do Metal e Rock Pesado, há essa probabilidade de que talvez seja a derradeira chance de vermos esses "Monstros" por aqui, pois a idade já avança, e eles já diminuíram a carga de shows, priorizando grandes eventos e festivais, e deixando de lado tours mais extensas. A maior apreensão certamente é quanto a saúde de Lemmy Kilmister, líder e fundador do Motörhead, que obrigou a banda a diminuir o ritmo e também tendo de cancelar shows. Leia entrevista com Lemmy para a Full Metal Jackie AQUI

Destaquei uma das frases do baixista/vocalista:  “Após dois anos sem fumar, voltei. Mas agora é só um maço por semana, antes eram dois por dia. Eu Coca-Cola faz uns dois anos, pois acho que elas são malignas. Dez colheres de açúcar em uma lata, e sou diabético.  Tomo vodka com suco de laranja agora, é menos prejudicial”.


Os três nomes já passaram por Porto Alegre. O Judas Priest, liderado por Rob Halford, tocou na Capital em 2005 e 2008. Em 2001, vieram para cá com a turnê "Demolition", que tinha Tim Ripper Owens no vocal. Já a banda de Lemmy Kilmister veio ao Rio Grande do Sul em 2000 e 2004, enquanto Ozzy passou por aqui em 2011, no Gigantinho, e  também com o Black Sabbath, na FIERGS em 2013, em outro show histórico.

A ansiedade e expectativa com certeza é enorme, e dias 25 e 26 os Monstros passam por SP e depois 28, em Curitiba, e já teremos uma ideia do set-list, clássicos não faltam, e Ozzy também toca várias músicas do Sabbath, eles devem variar o set de cidade em cidade, mas hinos como "Ace of Spades", "Breaking the Law" e "No More Tears" e algumas outras "obrigatórias" deverão estar presentes em todos os shows. 
E a tour dos Monstros se estende pelo Brasil, com alguns dos artistas do cast fazendo shows em diversos estados, excelente oportunidade a todos os fãs brasileiros de conferir alguns desses ídolos.

O Road to Metal estará fazendo a cobertura em Porto Alegre, e possivelmente em SP. Ótimo show a todos!




Confira informações abaixo:

Realização: Mercury Concerts
Produção local: Hits Entretenimento
Abertura dos Portões: 17:30
Início dos shows: 19:30
Classificação: 16 anos

LINE UP:
17h30 - Abertura dos portões
18h30 - ZeroDoze
19h30 - Motorhead
21h15 - Judas Priest
22h45 – Ozzy Osbourne


INGRESSOS:
Pista e Arquibancada (3º Lote): R$ 190,00
Pista e Arquibancada (PNE - 3º Lote): R$ 95,00
Cadeiras (2º Lote): R$ 290,00
Pista Premium (2º Lote): R$ 410,00
Monsters Zone (1º Lote): R$ 700,00 (Open Bar + Open Food)



PONTOS DE VENDA:
PDV Oficial - Cia Atlética BarraShoppingSul (Av. Diário de Notícias, 300 - Cristal, Porto Alegre)

Multisom - Palacio (Rua das Andradas, 1001, Centro)
Multisom - Shopping Iguatemi (Avenida João Wallig, 1800 - Loja 109)
Multisom - Barra Shopping Sul (Avenida Diário de Notícias, 300 - Lojas 1040 a 1042)
Multisom - Praia de Belas Shopping (Avenida Praia de Belas, 1181, Praia de Belas)
Multisom - Bourbon Shopping Ipiranga (Avenida Ipiranga, 5200, Jardim Botânico)


VENDA ONLINE: www.blueticket.com.br/13043/Monsters-Tour

DESCONTOS
20% Estudantes (Vendas somente no Barra Shopping)
50% Idosos (em toda rede de Pdvs fisicos)
50% PNE (em toda rede de Pdvs fisicos)


Observações:
Restrições do Local:
Não será permitido o acesso com câmeras fotográficas. Fotos poderão ser feitas via celular.
Não será permitido o acesso com bebidas e alimentos.

Classificação Indicativa: 16 anos*
Maiores de 16 anos poderão entrar desacompanhados.
Menores de 16 anos somente acompanhados pelos pais ou responsável legal.
Menores de 02 anos não poderão acessar o evento.

Menores de 18 anos não possuem acesso ao setor Monster Zone.

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