sábado, 22 de abril de 2017

Rigor Mortis BR: "Viver do Metal é um Sonho que Queremos Conquistar"

 

O Rigor Mortis BR é mais um dos nomes promissores e fortes da cena do Metal Extremo brasileiro, vinda do estado do Rio Grande do Sul, que possui grande tradição no estilo, revelando grupos como Krisiun e Mental Horror por exemplo.  (english version HERE)

A banda teve um pequeno hiato, com Alexandre (guitarrista e fundador) passando um tempo no exterior, mas seguindo sempre com a ideia de dar continuidade ao trabalho. Os frutos começaram a vir com o lançamento do full-lenght "The One Who...", que traz um Brutal Death Metal com sonoridade orgânica, recebendo muitos elogios, inclusive sendo indicado como um dos 100 melhores álbuns de Death Metal de 2016 da América Latina. Para falar sobre esse álbum e outros assuntos, conversamos com a banda, e vocês conferem a seguir.


RtM: Saudações! Aqui é o Carlos Garcia do Road to Metal, parabéns pelo trabalho, é sempre louvável seguir na luta e acreditar, lançar um álbum...segue abaixo algumas questões, para falarmos sobre esse disco, e também sobre o que vocês tem conseguido construir, e sua percepção sobre a cena Metal atual.
Alexandre Rigor Mortis: Saudações Carlos, obrigado pelo contato.

RtM: Para início de conversa, conte-nos um pouco sobre a produção de “The One Who...”, que para o lançamento contou com a parceria da Sangue Frio.
Alexandre Rigor Mortis: A produção do “The One Who…” foi feita totalmente por mim (Alexandre Rigor Mortis - guitarrista) já que eu ganho meu pão com isso faz muitos anos, (sou produtor musical, técnico de gravação, mixagem e masterização na Dark Medieval Times). O processo todo foi feito com bastante calma e com todo cuidado aos detalhes mas não no sentido de se ter um álbum com a perfeição plástica e fria das produções digitais de hoje em dia, cheias de ‘replaces’ de guitarra, bateria e com um excesso de edição. 

"O que eu tinha em mente era manter a minha linha de trabalho e tentar resgatar o feeling das gravações da década de 90 " (Alexandre)
RtM: Verdade, muitos exageram nos "truques" de estúdio, em detrimento de um som verdadeiro e orgânico.
Alexandre Rigor Mortis: O que eu tinha em mente era manter a minha linha de trabalho e tentar resgatar o feeling das gravações da década de 90 onde tudo era realmente captado, gravado com o mínimo de edição possível e realmente mixado em uma mesa de mixagem e não ‘inbox’ (no computador). As gravações foram feitas nos moldes antigos onde se grava e regrava infinitas vezes ate se obter o resultado desejado em vez de sentar em um computador e ficar editando milimetricamente. Em vez de ficar horas equalizando e usando toneladas de Plug-ins eu prefiro gastar dias com o posicionamento de microfones, testando-os, enfim, testando tudo e experimentando ate chegar o mais próximo possível do resultado final. O processo de masterização foi feito 90% em analógico, resultando em uma mixagem natural em todos os aspectos bem na linha das produções da década de 90.

RtM: E quanto ao que vocês tem sentido com relação a Investimento x Retorno, algo que acaba deixando muitas bandas receosas de investir em material novo, principalmente o lançamento do material físico?
Christian: Quanto ao investimento x retorno acho que quem toca metal extremo faz mais por amor, pois são poucas as bandas que se destacam a ponto de ter um bom retorno financeiro. Investimentos são necessários.

RtM: Ainda como complemento da pergunta anterior, vejo o pessoal reclamar bastante dessa questão de, naturalmente, ter de investir para fazer acontecer, mas não obter o retorno, ou um retorno que chega somente ao longo prazo. É preciso adaptar-se a realidade do país? Que saídas você vislumbra para uma banda manter-se ativa?
Alexandre Rigor Mortis: Carlos, não digo realidade do país, mas realidade do mundo atual.
As coisas hoje não funcionam mais como na desada de 90, por exemplo,onde você investia uma grana violenta em uma demo mas se uma gravadora/selo grande se interessa-se pela sua banda o investimento era garantido. Isso não existe mais. Quando um selo/gravadora hoje se interessa por você, o máximo que ela faz é bancar sua próxima gravação, distribuição do material e arrumar uma agenda para divulgar o material.
Ricardo (Chakal):Realmente não é difícil só para a banda, digo isso em um modo geral, nos dias atuais temos que nos adaptar, mas de certa forma a facilidade de divulgação é enorme, a Internet é a melhor ferramenta para isso, vi isso pelo retorno que a banda vem tendo, está sendo satisfatório.


RtM: Sobre este debut, conte pra gente como é ter finalmente o álbum completo lançado, e o que a experiência de viver fora do Brasil acrescentou?
Alexandre Rigor Mortis: Cara, está sendo muito legal porque a receptividade esta foda pra caralho. Brasil, Europa, EUA, Indonésia… o pessoal realmente esta gostando do álbum. Agora ainda fomos indicados como um dos 100 melhores álbuns de Death Metal de 2016 da América Latina, então a coisa está realmente boa. Acho que viver fora do país me ajudou em vários aspectos como músico. Me deixou mais completo uma vez que tive que lidar com todos os aspectos da música para viver ganhar a vida la fora.

RtM: A respeito do álbum, e também até para situar quem ainda não é familiarizado com a banda, gostaria que você discorresse sobre as suas influências, sendo que vejo bem claras a do Cannibal Corpse, além de outras bandas do Death Metal Norte Americano, e como você foi lapidando a identidade do grupo durante esses anos? E quais seriam para você os elementos que melhor representam a identidade do Rigor Mortis BR?
Alexandre Rigor Mortis: O que eu percebo é que, tirando a galera que come, bebe e respira Death Metal, os headbanger classificam o Death Metal da seguinte maneira: Se for mais técnico logo comparam ao Cannibal Corpse, se for mais old school logo comparam ao Morbid Angel, se for mais Blackned logo comparam ao Deicide. Se fosse para comparar nosso som eu diria que é um “Immolation com afinação mais baixa, misturado com Severe Torture e com algumas pitadas de Suffocation e Dying Fetus”.
Acho que o que mais representa a identidade da Rigor Mortis BR nesse álbum e isso será mais forte no próximo álbum é a brutalidade das músicas, a parte técnica das composições, a tendência progressiva dos sons.
Christian: As influências acabam sendo muitas, pois todos acabam levando um pouco de si. Acho que o Death Metal em geral. Quanto aos elementos eu diria que a brutalidade seria a principal.


RtM: Falando um pouco sobre as faixas, gostaria que nos falasse um pouco mais a respeito da “Psychotropic Illness”, que passa a sensação de ser uma das que melhor representa a evolução da banda em termos de composição, e tenho visto muitos elogios para esta música.
Alexandre Rigor Mortis: É realmente muito bom ter esse feedback das pessoas que ouvem as músicas. Isso nos ajuda em todos os sentidos e nos faz sentir valorizado todo nosso esforço e também nos serve como um norte para fazer um futuro vídeo.
É legal saber que as pessoas conseguem perceber isso em relação as composições. Temos diversos elogios em diversas músicas e cada um ressaltando uma qualidade delas.
A “Psychotropic Illness” é uma música muito madura realmente, e foi uma das que foram compostas do início ao fim para esse álbum. Algumas composições já existiam e eu somente terminei os arranjos e organizei a harmonia. É uma das músicas que provavelmente revela muito de nossa identidade, assim como “Find Body Parts Toy” e a “Medieval Impalement”. Mas todas foram feitas pensando apenas em nos representar fielmente e mais nada.
Christian: Ficamos felizes com isso. Acho essa música muito boa, é bem pesada e o pessoal recebeu muito bem. Todas músicas nos levaram ao limite e essa realmente ficou bem bacana. Citaria também a “Medieval Impalement”.

RtM: Outra faixa que se destaca bastante é “Febrônio Índio do Brazil”, baseada nesse caso, que até foi abordado no programa Linha Direta, da Rede Globo, lá em 2004.
Alexandre Rigor Mortis: O Febrônio Índio foi uma espécie de ícone para mim na minha adolescência. A sua história foi algo que me marcou era algo mágico para mim, meio que lenda, eu não conseguia imaginar que fosse real a vida dele e desde de meus 16 anos eu dizia que um dia faria uma música para ele e quando surgiu a música eu logo identifiquei com a imagem dele, ai cheguei para o nosso vocalista (Rafael) e disse “essa música vai se chamar o Filho da luz” e ele já sabia de quem eu estava falando. Deu no que deu.

RtM: O Sul é conhecido pela quantidade de ótimas bandas de Metal Extremo e Brutal, e sempre são olhadas com mais atenção as bandas do estilo oriundas daqui. Você acredita que seja algo que possa ajudar o Rigor Mortis BR nessa caminhada? Que fatores mais podem ser buscados para outras trilharem um caminho de um Krisiun, por exemplo, que conquistou uma certa independência e pode viver somente de Metal.
Alexandre Rigor Mortis: Com certeza quando se fala que uma banda é do Sul, os olhos se voltam de forma mais severa e critica quanto ao que se esperar. Mas acho isso muito bom porque eleva muito o nível das bandas daqui do Sul.
Hoje existem muitas bandas fodas de metal extremo por aqui no e uma hora, cedo ou tarde selos/gravadoras grandes perceberão isso.
Quanto a viver do Metal é um sonho que nós queremos conquistar e é um processo que exige muito trabalho, tempo, dedicação e um pouco de sorte também.
Christian: Acho que tudo vem com muito trabalho e dedicação. As vezes se conta um pouco com sorte vamos dizer assim. O Rio Grande do Sul tem muitas bandas ótimas de Death Metal. Isso acho que acaba gerando uma expectativa pelo que surge por aqui.

 "Viver do Metal é um sonho que nós queremos conquistar e é um processo que exige muito trabalho, tempo, dedicação e um pouco de sorte também."
RtM: E como você está sentindo atualmente o cenário mais especificamente do Metal Extremo? Principalmente porque os selos mais conhecidos dentro do Metal, como Nuclear Blast, Napalm Records, Century Media, etc... parece que também voltam mais os olhos ao que pode ser mais conveniente e “comercial”, deixando para trás aquela aura de selo independente ou underground. A saída mesmo, para as bandas, é tentar auto-financiamento e também com ajuda de parcerias para prensagem, divulgação?
Alexandre Rigor Mortis: Acho que sim Carlos. Acho que cada vez mais esse será o caminho.
Hoje vemos cada vez mais bandas que antes eram amparadas por selos/gravadoras grandes procurarem o autofinanciamento ou buscar selos por conta própria para lançarem um álbum.
Eu vejo muitos pontos positivos nisso, e um deles é que, como não se tem um contrato não existe a obrigatoriedade de se produzir um álbum com data marcada forçando a barra nas músicas e composições. Só se produz quando se tem material de verdade e suficiente. Outro lado positivo é que a banda hoje mais que nunca participa ativamente da distribuição e pode escolher com quais selos e como seu álbum será distribuído.

RtM: Tem algumas outras questões também em que um suporte de selo/gravadora faz falta.
Alexandre Rigor Mortis: Sim, o lado negativo da produção independente é que não existe aquele apoio financeiro imediato, e também suporte para se gravar e montar efetivamente uma agenda de shows no pós lançamento; coisa que somente uma gravadora/selo pode te dar e o número bem maior em relação a prensagem do material e suporte para arte. Ainda tem a questão de distribuição internacional que com selos/gravadoras grandes acontece facilmente.

Pessoal, muito obrigado pela atenção, mais uma vez parabéns pelo trabalho, fica o espaço para sua mensagem final!
Christian: Agradecer o espaço, ao pessoal que tem acompanhado a Rigor Mortis BR e apoiado a cena. Entrem em contato conosco. Em 2017 queremos tocar ai na sua cidade. Valeu.
Ricardo (Chakal): Gostaria de agradecer o espaço, você Calos e pessoal da Road to Metal,  Patrick e a Sangue Frio Produções que sempre está nos ajudando aí nessa caminhada, e a todos os headbangers que nos apoiam e nos acompanham, forte abraço.
Alexandre Rigor Mortis: Obrigado Carlos e Road to Metal !!!
Quero dizer ao bangers que a única maneira de apoiar uma banda que você curte é comprando o material (CD, camisas) divulgando e indo aos shows.
Então apoie a cena local porque os grandes já estão caminhando.

Estamos montando nossa agenda para 2017!!! Entrem em contato !!!!


Entrevista: Carlos Garcia

Rigor Mortis BR are:
Alexandre Rigor Mortis: Guitars
Leafar Sagrav: Vocals
Christian Peixoto: Bass
Ricardo Chakal: Drums

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Rigor Mortis BR: "To Live Only of Metal is a Dream that we Want to Conquer"



Rigor Mortis BR is one of the most promising and strong names in the Brazilian Metal Extreme scene, coming from the state of Rio Grande do Sul, which has a great tradition in style, revealing groups such as Krisiun and Mental Horror, for example.  (versão em Português)

The band had a small hiatus, with Alexandre (guitarist and founder) spending some time abroad, but always following the idea of continuing the work. The fruits began to come with the full-lenght release "The One Who ...", which brings a Brutal Death Metal with organic sound, receiving many accolades, including being nominated as one of the 100 Best Death Metal albums of 2016 in Latin America. To talk about this album and other matters, we talked to the band, and you can check below.


RtM: Greetings! Here is Carlos Garcia from Road to Metal, congratulations for the work, it is always praiseworthy to continue in the fight and to believe, to launch an album ... here follows some questions, to talk about this record, and also about what you have managed to build, And your perception about the current Metal scene.
Alexandre Rigor Mortis: Greetings Carlos, thank you for the contact.

RtM: To begin with, tell us a little about the production of "The One Who ...", which for the launch you had the partnership of Sangue Frio Mangement.
Alexandre Rigor Mortis: The production of "The One Who ..." was made entirely by me (Alexandre Rigor Mortis - guitarist) since I have gained my bread with this for many years, (I am a music producer, recording technician, mixing and mastering in Dark Medieval Times). The whole process was done quite calmly and with all the care to the details but not in the sense of having an album with the plastic and cold perfection of the digital productions of today, full of 'replaces' of guitar, drums and with an excess Editing.

RtM: Sure, and an "organic" soun, is much better, more real!
Alexandre Rigor Mortis: What I had in mind was to keep my line of work and try to recover the feeling of the recordings of the 90's where everything was really captured, recorded with the least editing possible and actually mixed on a mixing desk and not 'inbox' (On the computer). The recordings were done in the old ways where you record and re-record endlessly until you get the desired result instead of sitting on a computer and editing millimetrically. Instead of spending hours equalizing and using tons of plug-ins I prefer to spend days positioning microphones, testing them, finally, testing everything and experimenting until you get as close to the end result as possible. The mastering process was done 90% in analog, resulting in a natural mix in all aspects well in line with the productions of the 90's.

"What I had in mind was to keep my line of work and try to recover the feeling of the recordings of the 90's "
RtM: What about what you have felt about Investment vs. Return, something that ends up leaving many bands afraid to invest in new material, especially the release of physical material?
Christian: As for the investment x return I think that anyone who plays extreme metal does more for love, because there are few bands that stand out to the point of having a good financial return. Investments are required.

RtM: As a complement to the previous question, I see people complaining a lot about this issue, of course, having to invest to make it happen, but not getting a return, or a return that comes only in the long run. Do we have to adapt to the reality of the country? What outlets do you envision for a band to stay active?
Alexandre Rigor Mortis: Carlos, does not say reality of the country, but reality of the world today.
Things today do not work like they did in the 90s, for example, where you invested a hard buck in a demo but if a big record company gets interested in your band the investment was guaranteed. It does not exist anymore. When a label is interested in you, the most it does is to make your next recording, distribute the material and arrange a schedule to release the material.
Ricardo (Chakal): It really is not difficult just for the band, I say this in a general way, in the present day we have to adapt, but in a way the ease of disclosure is enormous, the Internet is the best tool for this, I saw This by the return that the band has been having, is being satisfactory.

RtM: About this debut, tell us what it's like to finally have the complete album released, and what does the experience of living outside Brazil add?
Alexandre Rigor Mortis: Dude, it's being really cool because the receptivity sucks. Brazil, Europe, USA, Indonesia ... the people are really enjoying the album. Now we're still nominated as one of the 100 Best Death Metal albums of 2016 in Latin America, so it's really good. I think living abroad has helped me in many ways as a musician. It left me fuller once I had to deal with all aspects of music to live and earn a living out it.

"I think what most represents the identity of Rigor Mortis BR is the brutality of the songs, the technical part of the compositions, the progressive tendency of the sounds."
RtM: Regarding the album, and also to locate those who are not yet familiar with the band, I would like you to discuss their influences, and I see very clear that of the Cannibal Corpse, as well as other North American Death Metal bands, And how have you been stoning the identity of the group during those years? And what would be the elements that best represent the identity of Rigor Mortis BR?
Alexandre Rigor Mortis: What I realize is that, taking out the guys who eat, drink and breathe Death Metal, the headbangers classify Death Metal like this: If it's more technical then compare to Cannibal Corpse, if it's more old school then compare To Morbid Angel, if it is more Blackned then compare to Deicide. If it were to compare our sound I would say it is an "Immolation with lower tuning, mixed with Severe Torture and with a few hints of Suffocation and Dying Fetus".
I think what most represents the identity of Rigor Mortis BR in this album, and this will be stronger on the next, is the brutality of the songs, the technical part of the compositions, the progressive tendency of the sounds.
Christian: Influences end up being many, because all end up taking a little of themselves. I think Death Metal in general. As for the elements I would say that brutality would be the main one.

RtM: Speaking a little bit about the tracks, I would like you to tell us a bit more about "Psychotropic Illness", which happens to be one of the best representations of the band's evolution in terms of composition, and I have seen lots of praise for this song.
Alexandre Rigor Mortis: It's really great to have this feedback from the people who listen to the songs. This helps us in every way and makes us feel valued all our effort and also serves us as a north to make a future video.
It's nice to know that people can see this in relation to the compositions. We have several praises in several songs and each one emphasizing a quality of them.
The "Psychotropic Illness" is a really mature song, and was one of those that were composed from beginning to end for this album. Some compositions already existed and I just finished the arrangements and organized the harmony. It's one of the songs that probably reveals much of our identity, as well as "Find Body Parts Toy" and "Medieval Impalement". But all were done thinking only of representing us faithfully and nothing else.
Christian: We're happy about that. I think this song is very good, it is very heavy and the staff has received very well. All songs took us to the limit and this one really looked good. He would also cite the "Medieval Impalement".


RtM: Another track that stands out is "Febrônio Índio do Brazil", based on this case, which was even approached in the program Línea Directa (TV show what treated about criminal cases), Globo TV, back in 2004.
Alexandre Rigor Mortis: The Febronio Índio was an icon for me in my adolescence. His story was something that struck me was something magical for me, sort of legend, I could not imagine that his life was real and since my 16 years I said that one day I would make a song for him and when the music came I I then identified with his image, then I came to our vocalist (Rafael) and said "this song will be called the Son of Light" and he already knew who I was talking about. And it's done.

RtM: The South is known for the quantity of great bands of Extreme Metal and Brutal, and always are looked more carefully the bands of the style come from here. Do you think it's something that can help Rigor Mortis BR on this walk? What other factors can be sought for others to follow a path of a Krisiun, for example, that has gained a certain independence and can only live on Metal.
Alexandre Rigor Mortis: Certainly when it is said that a band is from the South, the eyes turn more severely and criticize what to expect. But I think that's very good because it raises the level of the bands here in the South.
Today there are lots of fuckin' great extreme metal bands around here in Brazil, sooner or later big labels will realize that.
About to live and pay our bills with Metal is a dream that we want to conquer and is a process that demands a lot of work, time, dedication and a little luck also.
Christian: I think everything comes with a lot of work and dedication. Sometimes you tell yourself a little bit with luck let's say like this. Rio Grande do Sul has a lot of great Death Metal bands. This I think generates an expectation for what appears here.

RtM: And how are you currently feeling the scene more specifically of Metal Extreme? Especially because the most well-known labels within Metal, such as Nuclear Blast, Napalm Records, Century Media, etc ... it seems that they also turn their eyes to what may be more convenient and "commercial", leaving behind that independent label aura or underground. What is the better way for the bands? is to try self-financing and also with the help of partnerships for pressing, dissemination?
Alexandre Rigor Mortis: I think so, Carlos. I think that more and more this will be the way.
Today we see more and more bands that used to be supported by big labels to look for self-financing or to get stamps on their own to release an album.
I see many good points in this, and one of them is that, since there is no contract, there is no obligation to produce an album with a date marked forcing the bar in songs and compositions. It only occurs when one has real and sufficient material. Another positive side is that the band today more than ever actively participates in the distribution and can choose which labels and how their album will be distributed.

"The only way to support a band that you like is to buy the material (CDs, shirts), disclosuring and going to the shows."
RtM: There are some other issues that a label / record carrier also needs.
Alexandre Rigor Mortis: Yes, the negative side of independent production is that there is no such immediate financial support, and also support for recording and effectively putting together a schedule of shows in post-release; Thing that only a recorder or label can give you and the number much bigger in relation to the pressing of the material and support for art cover. It still has the issue of international distribution that with large labels  happens easily.

RtM: Guys, thank you very much for the attention, once again congratulations for the work, i let  the final space for your final message!
Christian: Thank you for the space, the staff who have accompanied Rigor Mortis BR and supported the scene. Please contact us. In 2017 we want to play there in your city. Thanks.
Ricardo (Chakal): I would like to thank you for the space, you callos and people from Road to Metal, Patrick and Sangue Frio Produções who are always helping us on this walk, and to all the headbangers who support us and accompany us, big hug.
Alexandre Rigor Mortis: Thank you Carlos and Road to Metal !!!
I want to tell bangers that the only way to support a band that you like is to buy the material (CDs, shirts), disclosuring and going to the shows.
So support the local scene because the big ones are already walking.

We are setting our agenda for 2017 !!! Get in touch !!!!


Interview: Carlos Garcia

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Leafar Sagrav: Vocals
Christian Peixoto: Bass
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Freaky Jelly: Prog Metal de Técnica, Criatividade e Consistência



O Grupo paulista de Progressive Metal chega ao seu full-lenght de estreia, "Reverse", com produção de Daniel de Sá (Primator, Crossrock, Andragonia e outros), e estará disponível nas principais plataformas digitais.

Lembrando da velha expressão de que não se julga um livro pela capa, a primeira impressão deixada pela arte de "Reverse", concebida pelo renomado João Duarte, é muito boa, indicando já um trabalho bem cuidado em seus detalhes, e o Prog Metal é um estilo que precisa de extremos cuidados nos detalhes, principalmente na sonoridade, e nesse quesito o Freaky Jelly é aprovado com louvor, tanto quanto a capacidade dos músicos como na qualidade da produção.

A música praticada pelo grupo traz a influência de nomes tradicionais como Rush, e dos mais contemporâneos, como Dream Theater e Circus Maximus, primando por instrumental intrincado, com muitas mudanças de climas e texturas bem interessantes, com a banda passando por trechos complexos e cheios de técnica e também peso, mas também explorando caminhos mais melodiosos, com partes límpidas, quase etéreas. 

Os músicos são técnicos e como é natural ao estilo, as partes intrincadas estarão sempre presentes, mas eles deixam a música "respirar", de modo que o que ouvimos não se torna só exibição técnica (apesar de que em um ou outro momento ainda haja alguns excessos), e que possa trazer interesse apenas a aficcionados, mas sim prender o interesse do ouvinte pelas boas soluções, melodias e variações em cada faixa.

A instrumental "Reflections" abre o álbum, e você já poderá notar essas variações de climas que comentei, e certamente vai se deparar com algumas surpresas. Temos então faixas que transitam por diversas trocas de andamentos, como em "Highest Ground" e "Saints and Sinners", que primam por essas viagens por diversos climas, com peso, melodia e trechos intrincados, mas também temos músicas mais, de certa forma, diretas, primando mais a melodia, como a bela "Hardest Party of a Goodbye" e também em "Morning Glory", que é carregada de feeling e traz um refrão memorável (teima em não sair da minha cabeça); e, conforme falei acima, fique pronto para surpresas que nos deparamos durante o álbum, como em "Wake Up", e seus trechos jazzísticos, onde temos até um sax. 


Uma estreia muito boa, Prog Metal com a técnica e a produção sonora no nível que o estilo exige, mas que, apesar de alguns excessos ainda (natural na maioria dos grupos do estilo), não esquece do feeling e das melodias, e como eu disse, deixam a música "respirar". E temos que ressaltar também a versatilidade dos músicos, que construiram os diversos climas nas faixas com naturalidade, destacando os vocais de Ricardo DeStefano, que transita com maestria por várias regiões, e o batera Maurício Gross, que imprime muito suingue. Uma "geleia" de ótima consistência!

Texto: Carlos Garcia


Ficha Técnica:
Banda: Freak Jelly
Álbum: "Reverse" (2017)
País: Brasil
Estilo: Progressive Metal
Produção: Daniel de Sá
Arte de Capa: João Duarte
Selo: Independente
Assessoria: TRM Press

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Line-Up
Ricardo DeStefano: Vocais
André Faustino: Guitarras
Rafael de Paula: Baixo
Mauricio Gross: Bateria
Júlio Vince: Teclados


Track List


01 – Reflections (7:59)
02 – Highest Ground (9:10)
03 – Alicia´s Garden (5:07)
04 – Nothing To Feel (6:56)
05 – Saints And Sinners (11:46)
06 – Hardest Part Of Goodbye (5:02)
07 – Illusions (6:08)
08 – Wake Up (9:20)
09 – Morning Glory (8:12)

  

sábado, 15 de abril de 2017

Entrevista - Jenny Haan (Babe Ruth): Um Espírito Livre Para Sempre




O Babe Ruth surgiu em 1971, em Hatfield (Inglaterra), fundada pelo guitarrista Alan Shacklock, o grupo criou um estilo cheio de personalidade, fazendo um Rock Progressivo e Hard Rock liderado pela guitarra, trazendo nuances de música clássica, latina, blues, percussões e arranjos com instrumentos como violoncelos e metais, além de influências das trilhas sonoras de Morricone. A cereja do bolo dessa receita foi a jovem vocalista Janita "Jenny" Haan (também natural da Inglaterra, mas que passou um período nos EUA), com seus vocais poderosos, às vezes trazendo uma certa crueza, e cheios de garra e feeling, além da voz e de uma performance elétrica de palco, com os pés descalços e movimentos acrobáticos, Jenny chamava atenção também pela beleza, estilo atlético e carisma. (English Version)

O Babe Ruth, com Jenny nos vocais, lançou 4 discos nos anos 70 (o quinto, a banda já havia sofrido profundas alterações de line-up), sendo a estreia, "First Base" (1972), tido como um disco clássico e cult, sendo adorado principalmente pelos fãs de Progressivo, e trazia faixas como "The Mexican", a música mais aclamada do grupo, "The Runaways", "Wells Fargo" e o cover para "King Kong", de Frank Zappa.

Em 2005 o grupo voltou a se reunir, trazendo cinco membros da formação original, e lançou em 2007 o álbum "Que Pasa". O grupo segue fazendo shows regularmente, como a mini tour no Canadá em 2010, país onde possui até hoje uma base sólida de fãs, e foi aclamada com disco de ouro com "First Base".

Para nos contar um pouco dessa bela história, conversamos com a amável e poderosa Jenny Haan, que falou sobre seus recentes trabalhos, o lançamento de material raro de sua banda Jenny Haan's Lion, planos, o retorno da banda, e essa grande época da música, nos anos 70, onde estavam ainda em início de carreira outras lendas como Led Zeppelin, Sabbath, Pink Floyd e tantos outros. Muitas grandes histórias de uma lenda do Rock!
Carlos Garcia

RtM: Olá Jenny, obrigado por tirar um tempo para falarmos sobre sua carreira, Babe Ruth e outras questões. Tenho certeza que muitos fãs vão gostar de ler, e também muitas pessoas que agora vão conhecer a sua música.

Para começar, diga-nos quando começou seu interesse pela música, e quando você decidiu começar a carreira de cantora?
Jenny: Olá Carlos. Obrigada por me convidar. Foi a minha avó que "descobriu" a minha voz quando eu estava na Califórnia, e insistiu para que eu cantasse para meus pais. No meu último ano de Ensino Médio na Califórnia, eu estava estudando arte, e no meu projeto final, com planos de continuar com  Restauração de Belas Artes na Universidade. Eu me via cantando cada vez mais sozinha, e quando surgiu a oportunidade de voltar para a Inglaterra, minha terra natal ... Eu sabia que era o meu destino.

"Eu me via cantando cada vez mais sozinha, e quando surgiu a oportunidade de voltar para a Inglaterra, minha terra natal ... Eu sabia que era o meu destino."
RtM: Seu primeiro trabalho profissional foi já com o Babe Ruth?
Jenny: Sim, foi. Eu estava respondendo anúncios para participar de audições com algumas bandas. Eu respondi a um anúncio, sobre uma banda que a gravadora EMI estava trabalhando,  chamada Shacklock, e estava à procura de um vocalista. Liguei e David Hewitt atendeu o telefone. Eles vieram me visitar na minha casa em Finchley, acho que foi o Alan que tocou em um violão e eu cantei. Eles estavam testando meu ouvido para ouvir música. Eles então me convidaram para ir para o Auditions no EMI Manchester Square onde eu fiz o teste junto com outros 40 cantores masculinos (eu era a única garota!) E foi entre mim e um cantor de Nova York, que já tinha um álbum lançado no exterior .... e eles decidiram ficar comigo! A piada é que eles estavam muito envergonhados por oferecer um salário muito pequeno (Risos). Começamos ensaiar intensivamente. A EMI,  primeiramente, não estava muito confiante em ver uma cantora à frente da banda. Os rapazes me ajudaram muito, e Nick Mobbs, que contratou o Sex Pistols, veio nos ver e ele adorou o que ele ouviu ... Em poucas semanas, estávamos no Abbey Road Studios gravando o primeiro álbum "First Base!!!"

RtM: Nossa, que deve ter sido incrível pra você! Conte mais um pouco sobre o seu início com Babe Ruth, e o lançamento de "First Base" (72), considerado como o grande clássico da banda pelos fãs.
Jenny: Foi um tempo incrível. Todos os rapazes da banda eram muito protetores, eu tinha apenas 18 anos na época. Eu tinha uma base muito boa de disciplina musical. Alan Shacklock formou-se em música clássica na Royal Academy of Music, David Punshon também treinou de forma clássica e era um pianista de jazz afiado, David Hewitt  tinha um pé no baixo Blues, e Dick Powell mergulhou na bateria progressiva. Funcionou. Eles me treinaram bem na arte da disciplina na preparação. Eu sou eternamente grata a meus irmãos por esta educação

RtM: Seu vocal poderoso, e também performance e aparência (muito bonita e atlética), atraiu muita atenção. E naquela época as mulheres também eram mais raras no cenário Rock, e você merece muito mais reconhecimento pela qualidade, personalidade e pioneirismo.
Jenny: Muito obrigado. Recordando, eu era bem provocante! (Risos). Recém chegada da área de São Francisco uma garota selvagem e um espírito livre ..

"...fiz o teste junto com outros 40 cantores masculinos (eu era a única garota!)...A EMI estava em dúvidas sobre uma garota à frente da banda....Fui a escolhida, e em poucas semanas estávamos gravando no Abbey Road."
RtM: Eu amo o álbum "First Base", e minha música favorita é "The Runaways". Eu gostaria que você nos falasse um pouco sobre essa música. Eu gosto das músicas mais "rock", mas eu adoro ouvir sua voz em músicas mais emocionais, baladas ...
Jenny: Alan escrevia letras que eram sarcásticas ou histórias. Ele adorava os westerns spaghetti, e a música de Morricone (Ennio Morricone, famoso maestro e compositor italiano, responsável por mais de 500 trilhas para TV e cinema) e as músicas "The Mexican" e "Wells Fargo" vieram daí. Músicas como "The Runaways" mostravam o lado mais sensível, e também me deram a oportunidade de aplicar técnicas vocais diferentes, um lado mais suave que eu gosto muito.

RtM: A música que é considerada a mais importante da banda é "The Mexican". Conte-nos um pouco sobre essa música. Ele ainda tem essa história curiosa, para ter influenciado a cultura Hip-Hop e Break Dance, e os filmes de Clint Eastwood também, com a utilização de trechos.
Jenny: Sim está certo. Essa música já passa  de 4 décadas sendo idolatrada pela cultura hip hop. Começou no New York, e as famosas "Loft Party" (festas somente para convidados) criadas por Mancuso (David Mancuso 1944-2016) que tornou-se famoso por iniciar a cultura da música urbana e hip-hop,  tocando músicas como James Brown, Babe Ruth e mixando-as ... A razão porque "The Mexican" tocou seus corações por causa da questão da opressão, e o ritmo dela e bpm eram perfeitos para trabalhar a "Break Dance" sem ter que mudar trilhas. Tornou-se um hino para os BBoys

RtM: É uma pergunta difícil eu acho, mas você poderia nos citar suas cinco canções favoritas da banda?
Jenny: "The Mexican", for obvious reasons
"Black Dog"
"Sun Moon and Stars"
"2000 Sunsets"
"We People who are Darker than Blue"

                     

RtM: Vocês conseguiram uma enorme base de fãs no Canadá, e depois com o retorno das atividades em 2005, vocês foram fazer uma turnê lá novamente. Fale-nos sobre este sucesso lá, e como foi retornar anos mais tarde.
Jenny: Extraordinário que a lealdade do povo canadense ainda está lá, e hoje ainda estamos tocando pra eles. Amaram "First Base",  foi Número 1 por 40 semanas lá. Voltar para tocar para eles novamente foi muito, muito especial e nós trabalhamos muito duro para dar-lhes um grande show .... Adorei cada momento. Entramos durante um fantástico pôr-do-sol sobre as águas ... de tirar o fôlego.

RtM: Você acredita que a banda poderia ter conquistado muito mais? E eu acho que o grupo terminou suas atividades prematuramente na década de 1970.
Jenny: Oh com certeza ...definitivamente. A banda foi duramente atingida quando sofremos um acidente de carro muito ruim entre o primeiro e o segundo álbuns, atingiu a banda completamente. Seguido por um incidente que membros da banda foram agredidos por seguranças em um show em Sunderland. Foi então que David Punshon nos deixou. Nós recrutamos Ed Spevock, que ainda está conosco até hoje, e foi um momento muito vulnerável. "Amar Caballero" foi o resultado ... Há alguns bons trabalhos lá ... Eu colaborei com Alan em algumas das faixas liricamente, o que foi ótimo.
"Eu era bem provocante! (Risos). Recém chegada da área de São Francisco uma garota selvagem e um espírito livre .."
RtM: E sobre o retorno em 2005, com o álbum "Que Pasa" (2007). Conte-nos um pouco sobre o retorno, como você se sentiu sobre trabalhar com o Babe Ruth novamente.
Jenny: Foi um tempo de cura fantástico, e uma reconciliação para todos nós. Nós tínhamos os membros originais novamente, menos Dick Powell (bateria). Aconteceu depois que nós tocamos no Brixton para Hooch e o Campeonato Mundial de Breakdancing .. onde nós executamos "The Mexican" para 4000 Breakdancers, o que foi absolutamente fantástico. Decidimos então compor outro álbum ... e "Que Pasa" foi o resultado. Somos uma família e sempre seremos uma família. Nós temos nossos altos e baixos, mas nós amamos uns aos outros, cuidamos uns dos outros e Babe Ruth ainda está muito vivo.

RtM: E sobre "Que Pasa". Ele traz muitas características clássicas do grupo, incluindo influências da música latina, mas também coisas mais contemporâneas, e fugindo um pouco de tradicional, como um DJ e turntables. Conte-nos um pouco sobre este trabalho.
Jenny: Queríamos voltar às raízes do "First Base", como uma homenagem à cultura BBoy e aos fãs leais que nos apoiaram. Sentimos que precisávamos incluir os elementos intrínsecos no Babe Ruth, incluindo também as Bboy turntables. O filho de Alan, Jessie,  conhecido como Kdsml, ajudou com isso ... foi bom para manter tudo família, por assim dizer. Eu voei para Nashville para gravar os vocais com Al. E David Punshon também, pra colocar seu piano jazz no disco. Foi um tempo mágico e maravilhoso. Eu trabalhei na capa do álbum com um artista muito talentoso do Havaí chamado EAST3 ou Suya3, nós passamos longas horas no computador, ele no Havaí e eu no País de Gales, reunindo as ideias.

"Os músicos estão tendo que encontrar outras maneiras de ganhar o dinheiro para continuar fazendo o que amam ... é de partir o coração."
RtM: Sobre novidades e seus outros trabalhos, além de sua participação no segundo álbum do Hollywood Monsters, eu vi que você postou sobre novas composições, e com a parceria de Stephen Honde. Pela que vejo, uma parceria renderá muito. Teremos em breve um projeto de ambos ou um álbum solo seu?
Jenny: Eu descobri uma gravação antiga com Jenny Haan's Lion e um album que foi gravado nos anos 80. David Morris ajudou a extrair a música para fora dos rolos,  que envolveu aquecer as fitas ligeiramente para recuperá-las. Felizmente eles tinham sido mantidos em um lugar quente. Mas o processo só permitia uma tentativa.... Só tínhamos uma fita para levar gravações de Manchester, o que novamente provou ser interessante. Descobrimos depois de ouvir que som da minha voz que a fita estava correndo rápido. David foi alertado quando ele estava ouvindo as memórias das histórias de seus pais sobre a manutenção da espingarda WW11. David então teve que abrandar as fitas. Foi incomum.

RtM: Nossa, certamente um material que os fãs vão apreciar!
Jenny: O álbum será certamente para pessoas que gostam e acompanham meu trabalho ao longo dos anos. Uma sensação de tecnologia moderna muito 80's. Existe uma música ao vivo da Music Machine em Londres do Jenny Haans Lion. Novamente para colecionadores e fãs. Estou no processo agora de coligir formulando e começando o trabalho da arte, reunir tudo. Steph os masterizou na França. E de novas gravações há uma nova  de "Black Dog", que é um link para Babe Ruth e também o compositor Jesse Winchester, e essa versão Steph e eu gravamos quando eu fui para a França para registrar os vocais para "It's a Lie" and "Capture the Sun", para o segundo álbum de Steph com o Hollywood Monsters. O Babe Ruth ama suas composições. É dark, tem elementos de ambos e uma interpretação completamente diferente. Há um par de novas faixas que Steph Honde e eu trabalhamos. Estou indecisa se as incluo ou guardo para o novo projeto depois disso.

RtM: E como você vê a indústria da música hoje, em comparação com o cenário quando você começou no início dos anos 70? Por um lado, temos a facilidade da Internet para promover e fazer contatos, e por outro lado houve uma redução nas vendas de álbuns físicos.
Jenny: É horrível. Os músicos foram totalmente desvalorizados. As pessoas já não querem pagar por música quando podem obtê-la gratuitamente em downloads. Os músicos estão tendo que encontrar outras maneiras de ganhar o dinheiro para continuar fazendo o que amam ... é de partir o coração


RtM: E quanto aos cantores e bandas de hoje, você não acha que existe uma falta de personalidade hoje em muitos? De bandas mais jovens e cantores, quais chamaram sua atenção e que você acha que realmente tem personalidade e potencial?
Jenny: Há uma enorme mistura de estilos hoje em dia. Existem algumas grandes bandas lá fora e bons cantores. Mas muitos só querem o estrelato, o que é muito triste. Eles não querem pagar suas dívidas ... e agora há necessidade de tocar ao vivo para fazer algum dinheiro, é muito difícil para as bandas começar. Tudo tem um sentimento diferente ....

RtM: Eu me lembro de ter lido uma entrevista que você disse que estavam gravando, e tiveram um problema técnico, pedindo ajuda ao estúdio do lado, e David Gilmour, que estava gravando "Dark Side of the Moon", foi quem ajudou. Você deve ter muitas histórias daquela época, onde muitas das lendas de hoje estavam apenas começando sua história. Conte-nos outra grande história que você se lembra, ou mais.
Jenny: Nós tocamos em Campbeltown e o Wings veio nos ver .... Paul e Linda (McCartney) não foram porque eles não conseguiram uma baby-sitter (Risos) ... após o show, fomos para o local onde o Wings ensaiava,  que era no meio de um campo, e ficamos tocando a noite toda .... Denny Laine (Moody Blues, Wings) costumava sempre nos ver quando tocávamos em Londres ... havia uma grande parceria.

RtM: Nossa! muito legal.
Jenny: Eu conheci John Lennon logo depois que ele e Yoko Ono tinham conseguido voltar juntos...eu não sou de ficar admirada, mas desta vez sim, definitivamente um dos meus grandes momentos.
Quando estávamos tocando em Los Angeles com Iggy Pop, fui convidada para o quarto de Jimmy Page no Hotel, e ficamos todos lá, Jeff Beck, Led Zeppelin, Babe Ruth ... para beber champanhe. Eu me lembro de tocar pra ele uma  música de Bill Nelson, para que ele pudesse ouvir sua guitarra. Whispering Bob Harris estava lá conosco (Old Gray Whistle Test)


RtM: Muitas boas história, muita música! Jenny, muito obrigado pela sua atenção, estamos ansiosos para ouvir novas músicas e por esse material que está sendo preparado! Espero podermos falar sobre isso em breve.
Jenny: Obrigada novamente Carlos ... Olá a todos. Com amor,  jenny xxx
Tudo de bom!

Entrevista: Carlos Garcia


Discografia Babe Ruth
First Base, 1972
Amar Caballero, 1973
Babe Ruth, 1975
Stealin' Home,  1975 
Kid's Stuff, 1976 (Jenny não estava mais na banda neste álbum)
Qué Pasa, 2007


Compilações/EPs
Jenny Haan EP "We Drove'em all Mad/
Greatest Hits, 1977
Grand Slam: The Best of Babe Ruth, 1994