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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Hate Handles: Vídeo Clipe Promove Disco de Estreia da Banda Gaúcha

Quarteto gaúcho soma ao ótimo disco um bom vídeo clipe

Oriunda de Caxias do Sul/RS, o quarteto Hate Handles causou ótimas impressões, tanto na mídia quanto nos fãs do chamado Death Metal Melódico, com o lançamento do seu debut “Die in Hands of Believers” (confira resenha ao fim da matéria).

Para expandir a divulgação do disco, a banda formada por Charles Magnabosco (vocal), Maicon Dorigatti (guitarra), Jonatan Mazzochi (bateria) e Matheus Pezzini (baixo) lançou no fim de agosto o vídeo clipe oficial (primeiro da carreira) para “Nothing Useful”, uma das faixas destaques do álbum.

Vídeo clipe é um dos melhores de 2014 até a presente data

Com direção de Maicon Benato e Leticia Telassi (Nitro Studio), o vídeo casa com a temática da letra que faz uma crítica fundamentada ao besteirol da mídia mainstream no Brasil e seus efeitos “imbecilóides” a que o povo brasileiro se sujeita diariamente, além de cenas da realidade mundial de violência, intolerância e guerra.

O grupo demorou para lançar o vídeo, mas a espera valeu a pena, pois mesmo sem grandes efeitos, a simplicidade mostra sua faceta mais nobre num clipe muito bem produzido e escrito (lembra "Immortal" da ótima fase do Arch Enemy), além de que traz o grupo numa postura idêntica ao que encontramos nos shows ao vivo da Hate Handles, ou seja, os caras foram honestos no clipe que tem tudo para ser lembrado na minha lista de melhores clipes de 2014. 

Chega de papo e assista “Nothing Useful” agora!



Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: MS Metal Press


Confira a resenha completa sobre o álbum da banda clicando AQUI.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Hagbard: Boa Pedida no Folk Metal Brasileiro

Sexteto de Juiz de Fora/MG estreou com estilo em 2013

Apesar do gênero já ser dono de certo reconhecimento no underground, é verdade que Folk Metal feito por bandas brasileiras não é uma das coisas mais em evidências, mesmo dentro dos admiradores do gênero.

A banda Hagbard (Minas Gerais) deu seu primeiro passo na indústria fonográfica em 2013, ao lançar seu debut “Rise of the Sea King”, que traz uma das mais belas capas produzidas em solo nacional (méritos de Jobert Mello), evidenciando Hagbard que é, na mitologia nórdica, o Rei do Mar.

Um disco bastante bem recebido pela mídia especializada e pelos fãs e que ainda gera frutos (e assim o fará por vários anos) ao sexteto formado por Igor Rhein (vocais), Tiago Gonçalves e Danilo Marreta (guitarras), Gabriel Soares (teclados e flautas), Rômulo Sancho (baixo) e Everton Moreira (bateria).

Com shows em várias regiões do país em 2014, em 14 setembro fará abertura para o Sabaton (Suécia) em Juiz de Fora

Hagbard oferta um verdadeiro disco de Folk Metal, com direito a todo o clima que o gênero busca exaltar nas suas músicas. Momentos com destacadas passagens sinfônicas, como na “Warrior’s Legacy” (primeira música composta pela banda), aliado à bons momentos de guitarras, com melodias perfeitamente encaixadas na proposta do Folk Metal, como em “Berseker’s Requiem” e “Sail to War”.

Com os vocais guturais de Igor Rhein, a banda opta por utilizá-los por completo, contando apenas em “Hidden Tears” com vocais femininos de ótimo gosto, diga-se de passagem, com a talentosa vocalista Vitória Vasconcelos, que também empresta seus vocais de apoio em outras duas faixas do disco. E já que falamos em participações especiais, merece menção o violinista Vinicius Faza, que trouxe o instrumento para o disco e dando um toque ainda mais refinado ao som do Hagbard, especialmente em “Let Us Bring Something For Bards To Sing”.



Momentos mais pesados que fazem a festa dos fãs mais exigentes ficam por conta de “Dethroned Tyrant” (ótimos coros também são destaques aqui) e “March to Glory” (assista ao vídeo clipe acima).

Todo o trabalho apresentando em “Rise of the Sea King” é digno de elogios, já que apesar do Brasil possuir vários nomes do gênero lançando trabalhos nos últimos anos, nem todo grupo consegue ser coeso e fiel às raízes do Folk Metal como a Hagbard se mostrou aqui. Corra ouvir já.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Island Press

Ficha Técnica
Banda: Hagbard
Álbum: Rise of the Sea King
Ano: 2013 
País: Brasil
Tipo: Folk Metal
Selo: Independente 

Formação
Igor Rhein (Vocal)
Danilo Marreta (Guitarra) 
Tiago Gonçalves (Guitarra) 
Gabriel Soares (Teclados)
Rômulo “Sancho” (Baixo) 
Everton Moreira (Bateria)



Tracklist
01. Eulogy Of Ancient Times
02. Warrior’s Legacy
03. Berserker’s Requiem
04. Mystical Land
05. Let Us Bring Something For Bards To Sing
06. Sail To War
07. March To Glory
08. Hidden Tears
09. Dethroned Tyrant
10. Until The End Of Day

Acesse e conheça mais sobre a banda

domingo, 31 de agosto de 2014

Majesty of Revival: Metal Sem Fronteiras Made In Ucrânia


Não encontrei palavras melhores do que o selo PowerProg utilizou no release de "Iron Gods", segundo álbum dos ucranianos do Majesty of Revival, onde apresentam a banda como sendo "um dos mais bem guardados segredos ucranianos". Sim, a banda tem muita qualidade, e vem de uma região pouco tradicional, e apesar disso, reúnem todas as condições de competir em nível de igualdade com as bandas europeias, com seu Metal sinfônico/neoclássico, trazendo ainda elementos que passam pelo Prog, Speed, Thrash, Power, música clássica e até Hard Rock.

Essa gama de elementos não significa que atirem para todos os lados, pois o que eles fazem é Metal, utilizando-se dessas tantas "faces" da música pesada, com coesão e inteligência, além de instrumental apuradíssimo, destacando os teclados de Marat e as guitarras de Dimitriy, aliados a vocais polifônicos, o que dá uma maior diversidade, com todos esses elementos resultando numa sonoridade muito empolgante e interessante.

Dimitriy "Powersquad", fundador do excelente grupo Ucraniano
 A faixa de abertura, "Nameless Guest", é uma boa escolha para abertura, apesar de que a letra é a única que trata de temas fantasiosos, possuindo velocidade, peso e melodia, com arranjos, solos e vocais insanos.
"Infernal Grays", que ganhou também um clipe, começa com ótimos riffs, veloz e tensa, vocais altos e bom gosto nos timbres de guitarra;

"Lost Empire" tem grandes arranjos de teclado, mantendo a qualidade alta, enquanto que "Nocturnus Gate", é bem neoclássica, lembrando bons momentos de Malmsteen, alternando velocidade e intervenções climáticas ao teclado, além de linhas vocais bem variadas; "Close your Eyes" lembra um pouco as bandas finlandesas de Power Metal, como Sonata Arctica, principalmente nos vocais aqui; "Edge of Sanity", que também é ótimo cartão de visitas para a banda, e a melhor do álbum em minha opinião. Quase um trilha sonora, grandes climas, vocal numa linha bem teatral e variada.


Posso afirmar que temos algo acima da média aqui, e o Majesty of Revival é mais uma grata surpresa desta vasta cena do Metal mundial, me fazendo até lembrar o excelente documentário de Sam Dunn, "Global Metal", aonde ele vai a diversos países não tão abertos ou mais tradicionais, mostrando que a cena existe em todos os cantos.

Indicado a fãs de grupos que possuem essa diversidade e utilizam-se bastante desse clima teatral ou até "cinematográfico", como Savatage, Kamelot e Symphony X, Malmsteen (além da grande referência e se falando de Neoclassic Metal, que é o Rainbow) e ainda apreciadores de Symphonic/Neoclassical Metal e, claro, da boa e criativa música em geral.


Texto/Edição: Carlos Garcia
Revisão: Vincent Furnier

Ficha Técnica:
Banda: Majesty of Revival
Álbum: Iron Gods
Ano: 2013
Produção: Auto-produzido
Estilo: Prog/Power/Symphonic/Neoclassic Metal
Selo: PowerProg
Contato: dimitriy.morband@gmail.com

Recentemente o vocalista Konstantin deixou o grupo, porém a banda segue na produção do próximo trabalho, já tendo cerca de 15 composições, e somente a vocalista Nelly vem gravando os vocais, e por hora a banda ainda não resolveu se vai procurar um substituto. O grupo já adianta que o novo trabalho virá ainda mais diversificado, sendo iniciada uma nova era para a banda, mostrando com isso também que é um grupo que busca constante evolução, o que pode ser visto comparando-se os dois full-lenghts ("Through Reality" - 2012, e "Iron Gods" - 2103). 

A Banda também disponibilizou uma compilação com músicas inéditas, remasterizadas e demos, em comemoração aos 5 anos da banda, e este trabalho, "Wicked Reality", por hora só está disponível em versão digital.

Compre o álbum/Buy the album


Canais Oficiais:
Facebook
Website
Youtube

Line-up:
Dimitriy Pavlovskiy - Guitars, Back-vocals 
Marat Adiev - Keyboards 
Vasiliy Irzhak - Drums 
Nelly Hanael - Vocals 
Sandra Roarke - Lyricist 
Miro Kostrec - Manager

Past Members: -Konstantin Naumenko - Vocals (2011-2014) -Oleksa Dynnyk - Vocals (2011, 2012-2014) -Artur Gorey - Vocals (2010-2011) -Trayan Mustyace - Bass (2011) -Vasiliy Dovhanych - Bass (2013-2014) -Grotesk - Keyboards (2011) -Dennis Fursov - Drums (2012-2013)

Set List:
1. Nameless Guest
2. Infernal Grays
3. Lost Empire
4. Nocturnus Gate
5. Wicked Game
6. Close Your Eyes
7. Edge Of Sanity
8. Masked Illusion:
   Part II Fatal Duel
   Part III Perfect Lie
9. Iron Gods
10. Mad Song







terça-feira, 26 de agosto de 2014

Entrevista - Capadocia: Diversificando & Conquistando



Com pouco mais de três anos na ativa os paulistas do Capadocia chegam para mostrar algo novo ao Metal nacional, mostrando muita influência da música brasileira em seu som, assim como ares modernos, além de uma sonoridade bem particular.

Prestes a iniciar uma turnê com o Cavalera Conspiracy, batemos um papo com o líder e baterista Baffo Neto, que nos conta sobre o lançamento do primeiro disco, a sonoridade diversificada e a grande oportunidade de tocar junto com os irmãos Cavalera.

Confira agora mesmo:

Road to Metal: Vocês irão sair em turnê com o Cavalera Conspiracy, qual expectativa para esses shows?

BAFFO NETO - Olá. Muito Prazer e muito obrigado pela oportunidade de estarmos fazendo esta entrevista. É uma honra para nós, que somos uma banda nova, sair em turnê com os irmãos Cavalera. Somos fãs, entendemos o valor da oportunidade que estamos tendo e somos muito gratos por isto. Quanto à expectativa para a turnê, esperamos achar um público já não tão novo e por isso, relativamente difícil de agradar, então o chicote tem de estralar forte para podermos passar pela aceitação deles.

RtM: Como rolou o convite para tal oportunidade? Pois certamente é uma grande chance de divulgação, certo?

BAFFO NETO - Sim, é uma excelente oportunidade. Foi meio que assim: Ano passado ainda a Gloria Cavalera tinha manifestado ao nosso agente Alex Palaia da GW Entertainment, que é o representante do Soulfly e do Cavalera Conspiracy na America Latina, o interesse em trazer o Cavalera de volta ao Brasil e América do Sul em Setembro deste ano em uma tour que fosse relativamente extensa. Como na América do Sul é um pouco complicado de fazer isto devido ao alto custo de logística, nosso agente recorreu a nossa manager Damaris Hoffman, da Hoffman & O’Brian, para examinar algumas opções e me chamaram para a conversa também. Eu disse que poderia ajudar a conseguir shows para a banda e que eu gostaria muito de tocar com eles em alguns dos shows caso isto acontecesse. Depois de muita conversa conseguimos colocar em pé uma das mais extensas Turnês de uma banda de Heavy Metal pela América Latina já realizada até hoje, e aqui estamos nós, tocando em vários destes shows.


RtM: O Capadocia se prepara para lançar seu primeiro disco. E o que podemos notar na sonoridade da banda é uma boa diversificação sonora com inclusões de ritmos brasileiros. Como vocês chegaram a tal sonoridade?

BAFFO NETO - Foi uma mistura de conclusões. Ha muito tempo eu venho tentando desenvolver uma sonoridade equilibrada considerando quem eu sou de onde eu venho, e para onde quero ir e ainda sigo firme e forte neste caminho. Este disco é uma conclusão primaria desta busca que ainda está longe de seu fim. Na medida em que o tempo vai passando e o mundo mudando, a música também muda acompanhando o mundo e da maneira que eu entendo, é dever do artista traduzir sua música para o seu tempo e por isto, a busca não para e as mudanças sempre acontecerão até que encontremos nossa própria linguagem atemporal e certeira, o que creio eu ser o ápice de qualquer artista. A sonoridade do Capadocia hoje é fruto do momento que vivemos hoje e de que vivemos nos anos passados.

RtM: Será a primeira vez de vocês em Porto Alegre/RS, o que podemos esperar deste show?

BAFFO NETO - Cara, sempre quis tocar no Bar Opinião. O Lugar carrega muita história e eu mesmo pude acompanhar várias bandas em vários shows internacionais que ajudaram a escrever esta história e poder tocar nesta casa, nesta cidade em uma condição tão honrosa é realmente um privilégio, algo para ser considerado como um presente. Vocês podem esperar uma banda defendendo seu caminho, mostrando seu trabalho e tocando um Metal peculiar, diversificado e contagiante. Esperamos firmemente que esta seja apenas a primeira de muitos outros shows.  Aqui em São Paulo se tem uma ideia muito boa de Porto Alegre, todos querem tocar em Porto Alegre, mas a distância e o alto custo operacional dificultam demais a ida de bandas menores, de bandas do underground de todo o país que sonham em tocar no Sul.  Estamos tendo este privilegio e não vamos deixar por menos. Podem acreditar.


RtM: Vocês são uma banda relativamente nova (formada em 2011), porém com músicos experientes. Conte-nos um pouco da história do Capadocia.

BAFFO NETO - Em 2006, quando ainda morava na Europa eu decidi voltar para o Brasil e remontar minha antiga banda. Tentei de diferentes maneiras, mas como meu parceiro Michel Gambini, hoje vocalista de uma banda chamada Seita ainda morava em Amsterdam se tornou inviável manter as atividades do grupo rolando como deveria e por esta razão entre outras eu decidi montar uma nova banda. Saí na captura de músicos e descobri que, como eu sou do ABC paulista, seria mais legal eu montar com uma rapaziada daqui também, porque o background de quem cresce no ABC é um pouco diferente que dos paulistanos ou do pessoal de outra região de São Paulo e seria mais fácil para mim me entender com pessoas que tiveram a infância no mesmo lugar do que eu. Com esta ideia em mente eu achei o Marcio Garcia, guitarrista que tocava em outra banda do ABC chamada Post War. Depois nos acertamos com Gustavo Tognetti, que tocava no Skin Culture e por coincidência tinha um estúdio de tatuagem em Santo André e por último, recrutei o Palmer de Maria, que foi o baterista com quem eu montei minha primeira banda, ainda com 14 anos de idade. Como tocamos juntos por muitos anos, nos entendemos bem musicalmente e eu acho isto importante considerando que a parte rítmica desta banda precisa ser bastante apurada. O Palmer é uma baterista experiente, assim como o Marcinho Também é um guitarrista bastante experiente. O Gustavo é o mais novo da banda, toca ha menos tempo e que os demais e mesmo assim já é bastante eficiente e convincente. Temos um time competitivo.

RtM: Atualmente vivemos uma era digital assombrosa, que de certa forma prejudica o trabalho das bandas, mas facilita a divulgação  fazendo o som chegar para todo mundo. O que vocês acham desse novo momento que a indústria fonográfica vive?

BAFFO NETO - Este momento já não é novo, ele tem mais de 10 anos. Na real eu me posiciono da seguinte maneira: É o que é. Não adianta chorar, reclamar, etc. E sim se adaptar a realidade dos dias de hoje, assim como também precisaram se adaptar a realidade do CD quando foi lançado e substituiu o Vinil. Os que conseguem, sobrevivem. Os que não conseguem, sucumbem. A realidade atual da indústria não prejudica as bandas em termos de carreira. Prejudica sim as gravadoras, o que é bem diferente. Cabe ao artista conquistar ou não um espaço no coração do fã. Hoje o músico tem a possibilidade de chegar junto ao ouvido do fã de música como nunca antes, só que esta oportunidade é igual para todos. Você precisa achar sua maneira de se destacar, só isso. A meu ver não ha nada de negativo no atual formato da indústria a não ser o despreparo do artista ao lidar com isto.


RtM: Outro ponto que tem sido bastante discutido é a certa falta de público nos shows, muitos culpam a internet por isso, pois temos uma nova geração que de certa forma parece não interessada à este contato. O que vocês pensam a respeito?

BAFFO NETO - Acho que o problema não reside na falta de interesse nos artistas e sim na falta de artistas interessantes o suficiente para arrancar um fã de Metal da frente do computador. Os shows de muitas bandas estão indo bem tanto aqui no Brasil quanto ao redor do mundo. O underground se encontra saudável e em forma razoável para grande parte da nova geração de bandas tanto aqui no Brasil quanto fora. O que não funciona é o anacronismo de muitos músicos e bandas por toda parte, que por não desenvolverem sua razão de ser talvez até por não saber que disso se precisa, acham que o público deve engolir seja lá o que for pelo simples fato de que ele se sentem bem tocando em uma banda. O problema não é a evolução da tecnologia que teoricamente causa o desinteresse das novas gerações. O problema é a inerente e ridícula incapacidade de entender qual é o real problema.  É fácil culpar uma situação pelo fracasso de outra, mas tem o mérito quem resolve o problema, não quem aponta o defeito.

RtM: Para finalizar gostaria que nos falassem de suas principais influencias e quais bandas têm acompanhado no momento.


BAFFO NETO - No momento eu tenho escutado bastante o Worst, o Project 46 e eu escutei alguma coisa do disco novo do Korzus no estúdio deles que eu também gostei bastante. Estou sempre procurando bandas novas que eu goste, de vez em quando eu acho, de vez em quando não. O Test é uma banda hiper interessante também. Tenho escutado bastante o último disco do Forka, que é du caralho também e bastante Black Sabbath. Tenho bastante influência de música percussiva brasileira, porque eu toco bateria desde os meus oito anos de idade... Pelo menos tento manjar um pouco. Acho que é isso.

Conheça mais a banda:


Entrevista/edição/revisão: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

domingo, 24 de agosto de 2014

Resenha de Show - CxFxCx, Charlar, Chute No Rim e Bandanos: O Underground Ainda Vive!


Domingo 17 de agosto, o Vó Zuzu Atelier conheceu o poder de um motor V12 supercharger descontrolado. Tamanha energia, calor e explosão liberada nas apresentações, só podem ser comparados honrosamente com tal artefato.

Eventos independentes acontecem quase todos os dias, pelo país inteiro, mas Porto Alegre tem a sorte de estar “pegando gosto” novamente pela destruição. E justamente no dia 17/08 (domingo), tivemos a honra de contar com a presença da Bandanos para coroar a carnificina orquestrada pela Charlar, CxFxCx e Chute No Rim, anteriormente.


A desgraceira começou quando a Charlar subiu ao palco, e veja bem que a expressão “subiu ao palco” aqui, é meramente ilustrativa. Pois a casa tem o formato de um “Teatro de Arena” (porem reto, e não em círculo), isto quer dizer que o placo era a parte mais baixa da casa. Na hora da apresentação da banda, o público ainda não estava tomando conta da casa, porém nem por isso foi menos enérgico em resposta à apresentação da banda.


Apenas a ritmo de informação, a Charlar é uma das mais votadas para abrir o show da banda sueca SABATON em Porto Alegre, que acontecerá em 09 de Setembro de 2014. Com toda a irreverência do Progressive Thrash Metal, a Charlar deixou a noite pronta para o que estava por vir.


A Canoense CxFxCx trouxe o “Ninguém te Controla” pra festa, e a destruição se firmou. Deixou a turma agitada e nessa hora o público já tomava cada canto da casa, a ceva tava gelada, tinha espaço pro mosh então estava perfeito. A musicalidade da  CxFxCx, deixou um gostinho forte de “Suicidal Tendencies” no ambiente.


Havia que acabar cedo, pois era domingo, um dia que os excessos têm que se controlar, mas não antes de tomar um Chute No Rim, e a banda já se pronuncia com o nome. 


É bem assim mesmo, um chute no rim, e as lesões podem deixar sequelas graves, como por exemplo: viciar no som e nunca mais querer parar de ouvir! Um som quadrado, direto e reto, sem muita enrolação e a proposta é “meter a boca no trombone”. 


Pois bem, ficamos satisfeitos com o resultado, pois a mensagem foi entregue com sucesso: O Homem Destrói o Mundo (ou seria ao contrário?). Além de toda agressividade e discursos diretos, a Chute No Rim trouxe a sua cerveja pra noitada, maiores informações pelo Facebook da banda.


Com o palco “amaciado”, é chegada a hora da Bandanos guiar a convulsão eufórica Crossover. Na ativa desde meados de 2002, acumulando experiência, qualidade sonora, amigos e algumas ressacas pelo mundo a fora, a Bandanos vem trilhando um caminho de sucesso e de renome ao longo dos anos. Isso ficou muito claro durante o show, várias foram as vezes que Cristiano Maffra desceu (na realidade subiu) do palco para o meio da galera pra “quebrar” junto. Até brincou que o Vó Zuzu Atelier, foi o lugar mais foda que já tocaram, pois colocaram o público no lugar certo: acima da banda!


A quem diga que “A Cena” morreu, e a idéia desse comentário não é trazer a discussão à tona. O que foi vivido no passado teve um significado muito forte para quem o viveu, mas no domingo o que vimos foi, quatro bandas muito boas (sendo que três eram locais), por um preço muito justo e a casa estava lotada. Bom, se a cena de fato morreu, em seu túmulo, ela deve estar orgulhosa da nova que está nascendo. O Legado nunca vai morrer, não será fácil mente-lo vivo, mas ao que depende dos fãs, no domingo ficou claro que eles estarão sempre juntos a onde o underground estiver.

Cobertura por: Uillian Vargas
Fotos: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson



sábado, 23 de agosto de 2014

Robert Plant: Mais Detalhes do Novo Álbum


Com data de lançamento marcada para 09 de setembro, o novo álbum solo do lendário vocalista do Led Zeppelin será o primeiro pelo seu selo próprio, Nonesuch, e será distribuído pela Warner.
"Lullaby and...The Ceaseless Roar" foi produzido por Plant, que conta com o apoio da sua banda, The Sensational Space Shifters, e o vocalista divulgou esta semana o segundo curta sobre o novo álbum, chamado "Returning to the Borders", explorando os temas de "Lullaby and,,,". (Veja logo a seguir os dois curtas).



Plant declarou o seguinte a respeito da inspiração para os temas: "...Eu estive distante dessas fronteiras por um longo tempo. Gastei um bom tempo viajando pelo Sul...Eu escrevi as letras fazendo um link com aqueles dias incríveis, por volta da década de 1930 a 1940, quando o Sul era o centro da grande revolução da música negra, antes da migração para Chicago."



E prossegue falando do trabalho: " É realmente um registro de celebração, poderoso, corajoso, africano, "trance" encontra "Zep". Ou seja, deu pra notar que será um disco bem voltado às raízes negras da música, seguindo os experimento que Plant tem feito nos seu trabalhos, como o anterior, "Band of Joy" (2010), e o "Raising Sand", de 2007, com Alisson Krauss.

Plant ainda filosofa mais um pouco sobre o fato de seguir produzindo e suas parcerias: "Eu ando por aí e pergunto a mim mesmo, eu tenho algo a dizer? Existe uma canção dentro de mim ainda? Em meu coração?"
"Eu vejo a vida e o que está acontecendo comigo. Ao longo da trilha há expectativas, decepções, alegrias, dúvidas, fortes relacionamentos, e agora eu estou habilitado a expressar meus sentimentos através de melodia, poder e trance, juntos em um caleidoscópio de som, cores e amizade.


O álbum já está disponível na pré-venda no site do cantor, e dá direito a um download imediato de uma faixa do álbum. Também pode ser conferida a faixa "Rainbow", divulgada um tempo atrás, e que também Plant e banda vêm tocando ao vivo. Acredito que, além de satisfazer os fãs do vocalista e quem vem gostando dos seus trabalhos solo, venha um trabalho superior aos anteriores, e que deverá agradar uma gama maior de seguidores e admiradores do lendário frontman.
Acesse o site oficial ROBERTPLANT.COM


Texto/Edição: Carlos Garcia