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sábado, 20 de setembro de 2014

Venus Attack: A Invasão Continua! Confira Novo Vídeo Oficial Lançado Hoje.



A Venus Attack já nasceu com uma proposta de ser diferente, buscar uma identidade dentro da diversidade de inspirações e influências dos experientes músicos que formam a banda. Ano passado a banda lançou seu debut, "Venus Attack 1", e segue trabalhando na divulgação de seu trabalho, seja com shows, eventos nas redes sociais (como a disponibilização do álbum inteiro para audição), lançamento do primeiro clipe ("Hear Me Pray) com direito a show com a "rockestra" Engrenagem, tendo ainda lançado um segundo clipe, para a música "Eternal Hate", e agora lançando neste sábado seu terceiro vídeo oficial, agora para a música "S.O.S.", que traz uma mensagem atual e a respeito de um assunto de suma importância. 

Além de apresentarmos também aqui o clipe, conversamos com o vocalista e principal compositor da banda, Mike Polchowicz, para falar um pouco sobre esse vídeo, confira:


A IDEIA DO NOVO VÍDEO

Bem, em Abril desse ano, comecei a gravar algumas imagens, com mais ou menos uma ideia de roteiro na cabeça e a intenção era dar um tom bem dramático ao videoclipe.

Como o tema da música é forte e realista, fala sobre o que está acontecendo ao planeta devido as ação humana, as imagens tinham que ser fortes igualmente.

Talvez algumas pessoas fiquem chocadas e não consigam assistir esse clipe mais de uma vez, mas a intenção é, alertar sobre o que está acontecendo. É a realidade.


A PESQUISA DAS IMAGENS E CONTEÚDO

Eu saí para as ruas com a minha câmera e fiquei filmando, vi muita coisa. Também pesquisei algumas imagens na internet que talvez sejam bem conhecidas do público e para enfatizar mais a mensagem da música, resolvemos mostrá-las novamente. Aqueles que esqueceram, vão relembrar e os que ainda não viram, terão conhecimento.

É isso! Espero que, quem assistir o clipe de S.O.S. que pelo menos fique pensativo.


A PRODUTORA "BAD CAT"

A Bad Cat nasceu de uma brincadeira, comecei a editar alguns vídeos de entrevistas e ensaios da Venus Attack, que nós mesmos gravávamos e quando eu finalizava as edições, colocava um selo, tipo aqueles que aparecem nos finais dos seriados norte-americanos. Então, inspirado nas produtoras "Bad Hat Harry", que produzia a série House e "Bad Robot", da série Fringe e Lost, criei a "Bad Cat", então a coisa começou a ficar séria. Hoje a produtora cuida de toda a produção de conteúdos de mídia e é responsável pelos videoclipes também.


Assista ao vídeo:

Realização: Bad Cat Produções
Direção e Produção: Michael Polchowicz
Edição de Imagens: Fabian Baldovino




Confira também:


A Venus Attack é:

Mike Polchowicz - Vocais
Daniel Mueller - Baixo
Renato Larsen - Bateria
André Carvalho - Guitarra



Resenha de Show: Tarja Turunen Traz Sua Sólida Carreira Solo para São Paulo (13/09/2014)

Passagem da finlandesa por São Paulo foi carregada de composições da sua carreira solo


A casa estava cheia como era de se esperar, com fãs ansiosos para ver a deusa do Symphonic Metal, Tarja Turunen (ex-Nightwish). As cortinas fechadas estavam decoradas com o nome de seu álbum mais recente, “Colours In The Dark”. E após uma bela intro, começam os acordes de “In For A Kill”, grande música de seu álbum anterior “What Lies Beneath”, empolgando todos os presentes. Logo após, “500 Letters” de seu álbum atual, e seguiu alternando com “Little Lies” e “Falling Awake” de seu disco anterior. 

Seus fãs não paravam de gritar e cantar as músicas, deixando Tarja muito feliz. Desde o início ela demonstrou estar muito alegre ao rever seus fãs, inclusive agradecendo por poder sentir esta paixão e amor vindo deles, e que melhora a cada vez que ela volta ao Brasil. 

A grande musa divulga seu novo álbum "Colours in the Dark"

De seu primeiro álbum, a clássica “My Winter Storm” agradou a todos e a “Anteroom Of Death”, muito bem encaixada com a “Never Enough”, que em seu final foi um show a parte com os músicos Mike Terrana na batera, Kevin Chown no baixo, Christian Kretschmar nos teclados, Alex Scholpp na guitarra e o argentino Julian Barrett entrando nesta turnê como segunda guitarra.

Chegou a hora de “Darkness”, um cover de Peter Gabriel muito bem interpretado. Logo após, “Neverlight” e a bela balada “Mystique Voyage”, um momento emocionante, um dos pontos altos do show.

E então a clássica “Die Alive” trouxe novas energias ao público, e depois as maravilhosas “Deliverance” e “Medusa”, retornando ao novo álbum. 

Parecia que o show estava terminando, mas logo em seguida a banda voltou ao palco para tocar a faixa do clipe oficial, “Victim Of A Ritual”, em que Tarja entrou com a estilosa capa preta, e depois para matar a saudade dos Nightwish maníacos, rola a “I wish I Had An Angel”, sem dúvida animando todos os presentes. Seguiu com a empolgante “Until My Last Breath”, e se despediram do palco enquanto o pessoal gritava “Over The Hills”.

Final do show teve participação especial e, claro, um pouco de Nightwish

E então rolou um bis extra com Kiko Loureiro (Angra) entrando no palco com Tarja para tocar a música de sua autoria, “Calling Grace”. Este foi outro grande momento da noite, seguido pela esperada “Over The Hills And Far Away” do Gary Moore, fechando a noite. Infelizmente gostaria que tivesse rolado “Lucid Dreamer”, mas fica para uma próxima. O que mais chamou a atenção é que Tarja não precisa mais encher seu repertório com músicas do Nightwish para agradar seus fãs, ela está com uma carreira cada vez mais sólida e independente, e parece estar muito feliz com isso.

Texto: Juliana Novo
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Ricardo Ferreira

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Os Doutores: Rock Nacional de Alta Qualidade

Boa revelação do Rock cantado em português

Apesar da nossa proposta ser quase totalmente voltada ao Heavy Metal, é inegável que devemos abrir espaço para o bom Rock Nacional, ainda mais quando um grupo começa a mostrar seu trabalho numa qualidade que nos remete à grandes nomes como Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, dentre outros grupos dos anos 80.

Estou falando dos paranaenses do “Os Doutores”, que já divulgam há alguns dias o vídeo clipe para “Tá Tudo Bem”, música que se encaixa no rótulo mencionado, mas que traz, evidentemente, elementos mais pesados, fazendo com que chamasse a atenção deste que vos escreve, lembrando o trabalho feito por bandas como Excellence e Cris DeLyra.

Banda prepara seu EP oficial

O grupo gravou o vídeo clipe ao vivo no Stúdio Musical com a produção da Rec Pictures e prepara os últimos detalhes para lançar “Antes que Tudo se Acabe”.

Enquanto o novo trabalho não vem, curta o vídeo clipe abaixo e conheça mais sobre a banda.


Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Island Press

Acesse

Alkanza: Caos Em Formato Sonoro


Teorias que levam ao caos

Em 1948, Claude Elwood Shannon e Warren Weaver, matemáticos, norte americanos desenvolviam estudos científicos em torno das teorias comunicativas. Buscavam diminuir os ruídos entre comunicações, pois causavam entendimento dúbio (e por isso adotou-se o termo “ruído” para cada desinformação que cause falta de entendimento ou mau entendimento). Nesta busca, desenvolveram muitas teorias e baseados em cálculos matemáticos chegaram a (dentre muitas outras) uma conclusão: “Por mais que se evite todo sistema tende ao caos!”. Inclusive a máquina mais perfeita da natureza está, diariamente, exposta e sujeita ao caos.

E neste clima apocalíptico, a Alkanza chega com o “Destroyed The System”. Até o momento foi liberado apenas o EP (Faça o download aqui) com quatro músicas enquanto os trabalhos seguem. São praticamente quatro canhões conscientes apontados para a sociedade, quatro armas carregadas de pedido de socorro, indignação e alertas sociais anunciando o colapso para o qual estamos nos conduzindo. Na era da informação, onde tudo e todos estão, doentiamente, dependentes do sistema para tudo, não há prenuncio do caos maior do que a destruição do sistema. Talvez a chance para um novo começo, ou início do fim.


Violência limitada é grosseria!

A primeira música do EP começa verbalizando o descaso nacional: -

Brasil, Pátria amada, de cabeças pouco pensantes, de bocas muito falantes, de grana lavada com sangue do povo...”. 

Explana sobre os direitos que os cidadãos (não) têm, um pequeno tapa na cara dos líderes políticos.

Musicalmente falando, as guitarras vêm rimando com riffs gordos e cadenciados ao melhor estilo “Old School”, uma pegada muito inspirada no bom e velho blues. Notadamente se percebem as influências de bandas que montaram os padrões no passado como ACCEPT, AC/DC, IRON MAIDEN, MOTÖRHEAD, etc.

Aos dois minutos e cinqüenta e sete segundos acontece à virada e o que era blues se transforma para mostrar a verdadeira cara da Alkanza. Com uma batida mais acelerada vem o vocativo “... Let’s start fighting before is too late...”. E nesse ritmo se encerra a apresentação do disco. Aqui nessa apresentação talvez o inglês com o sotaque ainda pesado, vá bater no ouvido antes de entrar, mas vá com calma, esse fator está longe de sobrepor à qualidade musical.


Muito destrói quem nada faz

A seqüência destrutiva segue cadenciada e dinâmica. Falando em dinamismo, esta é uma característica evidente em todas as músicas do trabalho, e nem tudo é o que parece. Mas o que parece ser agressividade, sim é agressivo mesmo. “Destroyer” vem agigantando a musicalidade, e aqui o inglês, já com bem menos sotaque, deixa mais macia à degustação musical. Em curto espaço fica evidente a evolução musical do grupo. Thiago abusa do vocal “rasgado” gutural, essa característica traz, ainda mais, a presença das trevas para as composições. Chamados de destruição, vocal rasgado e guitarras evaporando peso, tornam “Destroyed The System” sinistramente perfeito.

A música “Destroyed” me fez pensar que, só existe um ser mais mortal que um vírus contagiante: Os Políticos!


Ação e reação

Letras muito bem arquitetadas e composições ricas em revolta social. Revolta com quem está sangrando nosso mundo ao poucos. Lideres que tem o poder de mudar e não mudam, e o “gado no pasto” que está vendo tudo acontecer, mas enquanto o pasto estiver verde, vai aceitar a destruição de bom grado. A terceira música da compilação (Demolition) vem recheada de inspirações e se Alkanza é uma banda Thrash Metal (e isto é uma afirmação) vem mostrar o quanto o estilo é rico e permissivo às diversidades.  Renato quase faz o baixo ser enxergado, tamanha a presença e a boa sensação causada nessa música.

Em outras músicas a influência do blues já foi notada, aqui Renato fez presente à influência do velho Steve Harris e seu baixo “galopado”. Em 3min04seg a música vira novamente, e o que até aqui era um classic heavy se transmuta em um Crossover esmagador por 41 segundos. Quando chega o refrão: “DEMOLITION, this fixation, BORN TO KILL, every nation...” é, praticamente, impossível não lembrar a capa de “Full Metal Jack” com o capacete militar e suas inscrições. Alias, esse é um filme do Stanley Kubrick que trata de “desumanização”. Será que pode ser mais uma influência notada?
 

O quarto poder

Para introduzir a música que encerra o EP, cito Oscar Wilde: “viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. E se vivo fosse atualmente, concordaria com a Alkanza e completaria a segunda oração com: “... para assistir TV”. Como já havia comentado antes, mais uma vez a banda capricha na dinâmica da música brincando entre troca de ritmo, quebradas musicais e excelentes riffs.

De um modo geral as músicas ficaram muito bem equalizadas, em nenhum momento um instrumento ou voz se sobrepõe aos demais.

Mesmo antes de ouvir as músicas, ao olhar a capa do disco já se sabe o que está por vir. Uma espécie de corredor de hospital, duas enfermeiras (profissionais que deveriam cuidar de enfermos) com marcas de sangue nas roupas, uma delas traz a inscrição “SUS” no jaleco, berços incendiando com crianças dentro e ao fundo muitas pessoas enclausuradas pelo fogo.


A multidão ao fundo, tem o rosto deformado e isto deixa uma dúvida no ar: Seriam elas vítimas mesmo? Ou a complacência delas as torna tão nocivas quanto os criminosos? Alkanza nos deu uma ótima amostra de que, vem muita coisa boa pela frente.

Pois baixe, escute, abuse e “pense por você”.

Texto: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Tracklist:
01 This is violence
02 Destroyer
03 Demolition
04 Psycho Terror


Banda: ALKANZA
País: Brasil
Estilo: Thrash Metal
Ano: 2014
Assessoria: Heavy And Hell Press

Formação:
Thiago (Vocal/Guitarra)
André (Guitarra/Backing Vocal)
Renato (Baixo)
Leonardo (Bateria)

Conheça mais a banda:


  

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Fire Shadow: Renascer é a Palavra de Ordem

Apesar de alguns lançamentos, novo EP marca o renascimento da banda de Curitiba/PR

Mesmo com mais de uma década de existência, a banda de Curitiba, Fire Shadow, ainda precisava lançar um material que pudesse gerar o devido reconhecimento que o grupo merece, afinal de contas, o grupo conta com uma bagagem contabilizando um disco completo, uma demo, mais dois EPs, o quinteto chega em 2014 com “Phoenix”.

Com apenas cinco faixas, o EP pretende (e tudo indica que assim será) um divisor de águas para a banda, atualmente formada por Marco Lacerda nos vocais, Bruno Quimelli e Francisco Kozel nas guitarras, Leandro Zonato na bateria e Gustavo Cortês no baixo.

Apesar de ser um EP, o trabalho vem como lançamento de alto nível, com encarte completo, com letras, fotos e informações, aliado a uma belíssima capa que traz a mitológica Fênix, representando uma nova vida para a Fire Shadow que, a partir de agora, passa a receber atenção e investimentos totais dos seus músicos.



Aqui encontramos um Heavy Metal tradicional, mesclado com momentos mais “melódicos”, com grande influência de bandas como Dio, Judas Priest, Iron Maiden, sendo um prato cheio para os fãs de uma boa dose de headbanging. E isso já fica evidente em “Scars”, que abre de forma pesada os trabalhos, contando com ótimos riffs e solos de guitarra.

“Inner Battle” talvez seja a melhor faixa do EP, com uma levada que começa mais arrastada, com grande destaque para o vocal de Lacerda, que mostra uma escola no melhor estilo anos 80, mas com certo drive mesclado com momentos limpos. Certamente uma das boas revelações do gogó do Metal brasileiro.

Após abrir shows de bandas como Grave Digger e Blaze Bayley, Fire Shadows abriu show do Sabaton em Curitiba recentemente. Foto: Sans Michel Campestrini

A faixa-título traz riffs clássicos e uma cozinha “na cara”, com o baixo “estalando” de Gustavo e a bateria milimetricamente executada por Zonato. Aqui impera um refrão grudento para levar na cabeça após a primeira audição.

Ao invés da banda perder o pique, seguiram caprichando com “From Darkness” (faixa que vai agradar quem gosta do trabalho solo de Bruce Dickinson e Rob Halford) e fechando este ótimo trabalho “Unbreakable”, uma aula de Heavy Metal anos 80, mas sem soar mera cópia das suas principais influências, sempre respeitando as origens e buscando seu próprio som.

Este EP, “Phoenix”, é tudo que uma banda precisa, mesmo que não seja o primeiro lançamento, definitivamente, é o mais interessante e importante nesses anos todos de vida da Fire Shadow. Aprecie maciçamente. 

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação e Sans Michel Campestrini
Assessoria: Som do Darma

Ficha Técnica
Banda: Fire Shadow
EP: Phoenix
Ano: 2014 
País: Brasil
Tipo: Heavy Metal
Selo: Independente 

Encomende o CD pelo email BANDAFIRESHADOW@HOTMAIL.COM

Formação
Marco Lacerda (Vocal)
Francisco Kozel (Guitarra)
Bruno Quimelli (Guitarra)
Gustavo Adaeots (Baixo)
Leandro Zonato (Bateria)



Tracklist 
01. Scars 
02. Inner Battle 
03. Phoenix 
04. From Darkness 
05. Unbreakable

Acesse e conheça mais sobre a banda

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Resenha de Show - Sabaton: Contos de Guerra em Porto Alegre/RS


Na última terça-feira o Bar Opinião recebeu um dos grandes nomes do Power Metal da atualidade, os suecos do Sabaton. Muita expectativa gerada e não é por menos, pois o que o Sabaton construiu nesses últimos anos é digno de aplausos.

Dando sequencia a “Heroes World Tour” Porto Alegre/RS recebia o segundo show da turnê, que divulga seu novo trabalho “Heroes”, que colocou de vez os “guerreiros” na trilha dos grandes.

Após abertura dos portões às 21h, era hora das bandas de abertura fazerem sua parte, mas antes vale ressaltar que para escolha das bandas de abertura, foi feita uma votação por parte da Pisca Produtora, e que só uma sairia vencedora, porém a votação entre os grupos Platinus e Charlar foi extremamente acirrada, sendo que conseguiram mais de mil votos cada um, deixando grandes nomes do Metal gaúcho para trás.

Platinus
Devido a está bela disputa, a produtora decidiu premiar as duas bandas para abrir o evento. Exatamente 21h30min sobe ao palco a banda Platinus, que executa um belo Thrash Metal cantado em português, que agradou bastante os presentes.

O som estava bem regulado, o que deu ainda mais brilho a apresentação da banda, que mostra músicos talentosos e composições muito boas.

Em uma troca rápida de palco era hora da Charlar mostrar sua força, e já no começo podemos notar isso, ainda com a banda dando os retoques finais para iniciar, o vocalista Mauricio pegou o microfone (e com seu "jeitão" a lá Phil Anselmo)  e agradeceu imensamente a todos que votaram na Charlar e que enfim fizeram realizar uma promessa.

Charlar
Para quem não sabe, quando a Charlar foi formada, os músicos fizeram a seguinte promessa, que só voltariam a entrar no Bar Opinião depois de terem tocado no mesmo. E dois anos depois isso se concretizou, e o que vimos foi uma banda enérgica e muito profissional.

Executando um Thrash Metal com influencias progressivas, a Charlar ganhou o público, soando violentamente contagiante, seja pela presença animalesca dos músicos ou por suas composições extremamente variadas e empolgantes. Sem contar o som que estava bem equalizado sendo possível ouvir claramente cada instrumento.


Após dois belos shows de bandas locais, era hora dos "guerreiros” do Sabaton entrarem em cena. E as 23h começa a ecoar nos PA’s “The Final Countdown” (Europe) seguida de “The March To War”, para iniciarem o show a todo vapor com “Ghost Division”, “To Hell and Back” e “Carolus Rex”.

O público presente (algo em torno de 700 pessoas) deu um show a parte, fazendo os músicos se sentirem em casa, e o vocalista Joakim mostrando que estava emocionado pela recepção e fazia sinal para seu braço mostrando que estava arrepiado.

A presença de palco do Sabaton é algo cativante, mas destaco Joakim, que se movimenta a todo instante, e mostra muita interpretação e emoção a cada música.


Seguindo o “baile”, “Gott Mit Uns” (que teve a participação dos guitarristas Chris Rörland e Thobbe Englund nos vocais), “Attero Dominatus” (que foi um dos pontos altos do show, sendo um dos clássicos da banda) e “40:1” (contagiante e com todos presentes cantando com a banda).

A interação do Sabaton com o público era a todo momento, sendo que até brincadeiras entre o baterista Hannes Van Dahl (também baterista do Evergrey) e Joakim rolaram. Em uma parte do show Hannes começou a tocar algo da disco music, que deixou Joakim “irritado” então para aliviar o momento de tensão Hannes puxou a intro de “Painkiller” do Judas Priest, fazendo o vocalista cair na gargalhada junto com os presentes.

Mas certamente um dos momentos mais legais do show foi quando um fã atirou no palco a bandeira do Rio Grande do Sul, onde gerou o grito de “ah eu sou gaúcho”, deixando a banda sem entender nada, mas perceberam que era algo de nossa cultura.


Sendo ainda que a bandeira Rio-Grandense ficou hasteada na bateria até o final do show. Se aproximando do final tivemos a ótima “Night Witches” deixando o público eufórico com seu refrão épico e grudento.

E uma das mais esperadas “Smoking Snakes”, a música dedicada aos três heróis brasileiros que está presente no álbum “Heroes”. Todos cantando juntos com o Sabaton em um momento emocionante.

Para fechar “Primo Victoria” e “Metal Crüe” mantendo o astral dos headbangers lá em cima, com a banda extremamente empolgada e feliz com tamanha recepção.


Um grande nome que certamente retornará ao Brasil e as terras gaúchas, mostrando muita competência, carisma e atenção com os fãs.

Parabenizo a Pisca Produtora pela organização e profissionalismo de sempre, mostrando respeito com o público e imprensa, todos bem tratados e com suporte necessário para curtir o que tanto amamos, o HEAVY METAL!


Cobertura/edição/revisão: Renato Sanson
Fotos: Billy Valdez


Setlist:
The March To War
Ghost Division
To Hell and Back
Carolus Rex
Gott Mit Uns
Uprising
Attero Dominatus
Resist and Bite
The Art of War
Soldiers of 3 Armies
40:1
Swedish Pagans
Night Witches
Smoking Snakes
Primo Victoria

Metal Crüe