terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Older Jack: Aliando ótimas influências em seu disco de estreia



Com uma sonoridade que bebe na fonte de nomes como Accept, Metal Church, Metallica e Motorhead, os catarinenses do Older Jack deixam a complexidade de lado, e trazem um Heavy Metal encorpado e cheio de vida.

Sendo que, mesmo não tendo inovação alguma em seu som (e precisa?), o fato de cantarem em Alemão (isso mesmo!), chama bastante a atenção, e no que se propõem ficaram acima da média.

O Metal aqui é latente, e a mescla entre o Tradicional com algumas pitadas de Thrash caíram muito bem, pois os riffs são simples, porém grudentos, a cozinha mais parece um martelo onde marca cada compasso e as linhas vocais no melhor estilo Lemmy Kilmister com bons lados melodiosos a lá UDO e Mike Howe.

A produção sonora que soa crua e bem nítida, deixa o trabalho ainda mais peculiar, sem modernices, e sim a aura vivida do Metal transparecendo em cada nota. Assim como a parte gráfica, que soa simples e funcional, sendo bem atrativa.

O que podemos dizer de “Metal Über Alles” (2016) é que sim, é um ótimo disco de Metal mostrando uma banda competente que tem tudo para seguir um caminho duradouro e vitorioso!

Resenha por: Renato Sanson

Tracklist:
1. Öl und Blut
2. Metal Über Alles
3. Fosa
4. In Namen das Geldes
5. Luft
6. Macumba
7. Wahnsinn
8. Das Ende

Formação:
Carlos Klitzke - Vocais
Deivid Wachholz - Guitarras
Hermann - Guitarras
Cesar Rahn - Baixo
Bruno Mass - Bateria


Links de acesso:
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Kataklysm: Agressividade "Trampada"



Por certo, o KATAKLYSM é um dos grandes nomes do Metal canadense já há algum tempo. Sua trajetória com bons lançamentos foi responsável por isso, e se nota que a gravadora aposta bastante neles, com uma produção e divulgação excelentes, inclusive vários vídeos deste álbum. Mostra-se sempre firme e forte em prol de um Death Metal técnico, diverso, mas ainda pegado, e este mais recente "Of Ghosts And Gods" não foge à regra.

O fato é que durante os anos mais recentes a banda absorveu influências cada vez mais modernas ao seu som, fazendo com que se tornasse mais intrincado, com generosas partes melódicas e ‘grooveadas’.
Acredito que a banda funcionaria melhor se enfatizasse mais a brutalidade do que a melodia. Mas essa é outra questão.

De qualquer forma, o álbum é muito bem feito. Os riffs dão um soco nas tuas fuças, e ficam martelando. Ao passo que as quatro cordas riffam conjuntamente com as guitarras e sobrecarregam o peso. Algumas composições trazem algo de Thrash Metal também, principalmente nas levadas de batera. “Thy Serpent’s Tongue” lembra SEPULTURA (fase Chaos AD); “Vindication” se trata de um grande som também; “Soul Destroyer” é puro Thrash com riffs na cara; “Hate Spirit” vem com uma parte cadenciada, alternando vocais urrados com vocais tipicamente ‘Black Metal’ fazendo contraponto. Ficou interessante. O álbum fecha com a longa “The World Is A Dying Insect”.


Pude notar que tanto a banda quanto a produção buscou apurar ao máximo cada detalhe de cada música, para que nada ficasse fora do lugar. A precisão da banda na construção das composições é um ponto positivo, haja vista, que mesmo quebradas, elas não perdem o fio de meada, não correndo o risco de se tornar um som retalhado e sem sentido. Andy Sneap foi responsável pela mixagem e masterização.
A sombria arte da capa foi desenhada pelo estúdio Art By Survey e segundo a banda “a arte final estampa uma sinistra realidade humana belamente perturbadora”.

Texto: Marcello Camargo
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: KATAKLYSM
Álbum: Of Ghosts And Gods
Ano: 2015
País: Canadá
Estilo: Death Metal
Gravadora: Nuclear Blast Records/Shinigami Records

Gostou do que leu e ouviu? Adquira o álbum no site da Shinigami

Banda
Maurizio Iacono (Vocais)
Jean-Francois Dagenais (Guitarra)
Stephane Barbe (Baixo)
Oli Beaudoin (Bateria)




Tracklist
01. Breaching The Asylum
02. The Black Sheep
03. Marching Through Graveyards
05. Vindication
06. Soul Destroyer
07. Carrying Crosses
08. Shattered
09. Hate Spirit
10. The World Is A Dying Insect

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sábado, 14 de janeiro de 2017

Torture Squad: Ano de Novidades e Balanço Positivo


 
2016 foi um ano do Torture Squad trilhar passos rumo ao futuro, após a saída Vitor Rodrigues em 2012, a banda seguiu como trio, com André Evaristo e Castor dividindo os vocais, e lançando "Esquadrão de Tortura" (2013, álbum conceitual sobre os anos da ditadura no Brasil), após a tour desse bem sucedido trabalho, que passou por vários países da América do Sul. Em 2015, André deixa a banda, que recruta Mayara Puertas para os vocais e Rene Simionato para as guitarras, voltando ao formato de quarteto. E neste ano que passou, o Torture lançou o EP "Return of Evil", registrando oficialmente as mudanças, e como uma forma de demonstrar como a banda estaria soando com esse novo line-up.

"Return of Evil" trouxe 4 faixas, sendo duas inéditas, uma regravação ("Dreadful Lies", do primeiro álbum) e uma instrumental, além de bônus multimedia com o vídeo para a faixa título e cenas das gravações do trabalho. Uma curiosidade é que a capa é um desenho de Eugênio Colonnese (1929-2008), desenhista brasileiro de renome e avô do guitarrista Rene.


O EP mostrou um Torture Squad cheio de vitalidade, o que deixa uma expectativa muito boa acerca de um álbum completo, e essa curiosidade só vai aumentando pelos elogios à performance do line-up atual ao vivo.

Quanto às músicas, "Return of Evil" é uma composição que chega forte para se somar ao repertório da banda, com seu início cadenciado, com o baixo tomando conta do riff inicial, reforçado em seguida pela guitarra, mas logo a porradaria toma conta, com o monstro Amílcar e sua pegada brutal e técnica na batera, formando aquela cozinha pesadíssima e técnica com Castor, que os fãs já conhecem. Mayara também mostra suas qualidades, variando vocais mais berrados e guturais com garra e fúria! Rene também não deixa por menos, com riff marcantes e solos que demonstram o o domínio do estilo.  

Elementos de Thrash, Death e Metal Tradicional se encontram nas variações rítmicas da faixa de abertura, e também podem ser encontrados nas seguintes, como "Swallow Your Reality", que alterna momentos violentos com trechos mais cadenciados e passagens mais velozes, destacando Heavy e Thrash Tradicionais, com Mayara mais uma vez deixando o ouvinte impressionado com sua fúria. 


A versão "atualizada" de "Dreadful Lies" dá prosseguimento ao peso e qualidade excelente da gravação, e Mayara não deixa dúvidas quanto a sua escolha, assim como Rene. Na instrumental "Iron Squad" Rene, Christófaro e Castor passeiam por várias nuances do Metal e até ritmos latinos, mostrando a técnica e capacidade do trio, uma faixa instrumental, que embora longa, não deixa que percamos o interesse pela sua vibração e variações, com trechos acústicos, muitos riffs e trocas de andamentos.

O EP "Return of Evil" marcou apenas o começo de uma nova e promissora era para o Torture Squad, deixando aquele famoso sabor de quero mais, e após bem sucedida tour durante 2016, esse line-up deixa em aberto as melhores expectativas para o próximo full-lenght. Com certeza eles tem ainda muito a produzir para o Metal nacional e mundial.

O EP foi dedicado a Colonnese, Lemmy, Jimmy Bain e Percy Weiss.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Torture Squad
Álbum: "Return of Evil"
País: Brasil
Produção: Wagner Meirinho e Torture Squad
Selo: Shinigami Records

Adquira o álbum na Shinigami


Line-Up
Amilcar Christófaro: Bateria
Castor: Baixo
Mayara "Undead" Puertas: Vocais
Rene Simionato: Guitarras

       

Track List:
Return Of Evil
Swallow Your Reality
Dreadful Lies
Iron Squad
Bônus: Faixas Multimedia (Video Oficial e Footage sessões de gravação)

Canais Oficiais:
Site Oficial
Facebook




quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Sepultura: Vivendo o Presente, Pressentindo o Futuro


É certo que o Heavy Metal aqui no Brasil iniciou ali no comecinho na década de 80, com bandas cantando em português, guerreiros que não desistiam dos seus sonhos mostrando forças com os parcos recursos da época. Tivemos o Stress, lançando o primeiro registro fonográfico do gênero em território nacional, longe do eixo Rio-São Paulo, engatinhando no Rio de Janeiro, com Dorsal e Metalmorphose,e em SP com os fundamentais "SP Metal I e II",  mas foi em Belo Horizonte que surgiu o nome que levou o Metal brasileiro a outro nível, o Sepultura, conquistando o mundo com o seu som calcado no Thrash/DeathMetal, sem medo de inovar na sequência, incorporando ritmos brasileiros, e apesar das mudanças de line-up, continua sendo relevante e influenciando muitas bandas tanto aqui no Brasil quanto lá fora, carregando 30 anos de êxito. E sem olhar pra trás, ao contrário de um nicho de fãs que relega a fase pós-Max, a banda chega ao 14º disco, “Machine Messiah”.

Desde o “Kairos” (2011), a banda vem seguindo a proposta de deixar o som mais rápido e atilado, mas sem possuir amarras e explorando coisas novas, procurando inovar e se mantendo atual, seguindo em frente e procurando não cair no "auto-plágio", fugindo do saturado e entediante. Aqui em “Machine Messiah”, podemos sentir a vitalidade que o quarteto emite nos shows, deslocando essa química do palco pro estúdio de maneira fácil, abrasiva e orgânica, guiada sempre pelos riffs ríspidos do líder Andreas Kisser (inconfundíveis, por sinal), combinado pelos vocais azedos do Derrick Green, a simplicidade do Paulo Jr. no baixo e da severidade de Eloy Casagrande, que imprimiu no som da banda seu jeito de tocar desde que assumiu as baquetas.



A produção e gravação do disco, pela primeira vez na história, foram realizadas na Europa, depois de vários percursos entre Brasil e Estados Unidos. E a banda convocou o produtor mais conceituado do velho continente para cuidar de toda parte sonora do álbum, o nada menos que Jens Bogren (Kreator, Opeth, Paradise Lost, Soilwork, Angra),  deixando a mixagem e a masterização irretocáveis, mais uma vez não deixou a desejar com seu profissionalismo, sabendo extrair da banda aquela fúria ao vivo, e com extremo cuidado nos detalhes. E uma grande novidade, é o uso de orquestrações, bem utilizadas para dar o clima nos momentos precisos. A capa, que lembra um pouco a do disco “Arise” exemplifica o conceito entre a robotização na humanidade.

Divisões e queixas de fãs que preferem a fase com os irmãos Cavalera sempre vão existir, até quer haja uma reunião, mas hoje não tem o porque ou motivos do Sepultura reunir a formação clássica para uma turnê, sendo que o momento atual, de ambos os lados (Irmãos Cavalera/Sepultura), são bons. E “Machine Messiah” não renuncia o jeito de ser do Sepultura, que mantem-se atual, sem renegar raízes, e sem se preocupar com que os “haters” pensam, seguindo sua ideologia naturalmente e sem angústia com tempos passados.

A faixa-título, “MachineMessiah”, entabula o disco com melodias harmoniosas e sublimes, incrementada pelos vocais limpos do Derrick, crescendo instantaneamente com riffs pesados e refrãos interativos; a conhecida “I Am The Enemy” é coagida pela atmosfera Thrash Metal. Uma verdadeira paulada, que surpreende com os solos técnicos do Andreas e da exuberância e agilidade do Eloy em seu kit de bateria; “Phantom Self”, que há pouco tempo ganhou clip, dosa ritmos brasileiros de primeiro momento, progredido pelos grooves de guitarra e adição de orquestrações, uma novidade no trabalho da banda, deixando o ambiente amedrontador; “Alethea” mostra diversificação técnica e dinâmica, transbordando mudanças de tempo e nuance diferentes, com riffs que ora são rápidos, ora cadenciados. A experimentação da banda aparece em “Iceberg Dances”, instrumental rico e heterogêneo, transitando melodias de música latina e batidas de samba, tendo um hammond como surpresa.



Chegando à metade do disco, “Sworn Oath” esbraveja peso descomunal, pincelada novamente por belas orquestrações e riffs impetuosos, assim como a “Resistant Paradise”, que percorre praticamente a mesma leiva com quebras de ritmos e riffs que te jogam contra a parede, frisando o timbre cavalar de baixo do Paulo no inicio; “Silent Violence” nos remete com aquele Thrash Metal clássico da BayArea, estampado por palhetadas abafadas. E novamente o Derrick entra em flagrante variando o seu vocal, adicionando vozes mais limpas no meio da porradaria; “VandalsNest” é uma daquelas que vai cair bem ao vivo, perfeita pra quebrar o pescoço e sentir o clima do ‘moshpit’, havendo forte influência de Mastodon no refrão; “Cyber God” encerra o disco de forma mais atenuante, havendo mais uma vez a variação vocal do Derrick entre o mais limpo e o rasgado, mas que não deixa a intensidade do instrumental de lado.

Este disco merece ser ouvido com atenção pra entender todo o conceito, não espere um novo clássico, dê uma chance, valendo a repetir a audição várias vezes e mergulhar na onda sonora desta banda que segue levando o Brasil ao mundo com orgulho!

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Sepultura
Álbum: MachineMessiah
Ano: 2017
Estilo: Thrash Metal
Gravadora: Nuclear Blast/Sony Music

Banda
Derrick Green (Vocal)
Andreas Kisser (Guitarra)
Paulo Jr. (Baixo)
Eloy Casagrande (Bateria)

Track-List
01. MachineMessiah
03. Phantom Self
04. Alethea
05. Iceberg Dances
06. SwornOath
07. Resistant Parasites
08. SilentViolence
09. VandalsNest
10. Cyber God



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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Marillion: Sem Medo de Criar Arte



Enquanto muitas bandas teimam em soar iguais, ou em se apoiar em mega produções e outros artifícios mirabolantes de estúdio, os veteranos, embora alguns também às vezes fiquem aquém do esperado,  seguem mostrando como se faz, e o Marillion apresentou não só um dos seus melhores trabalhos nos últimos tempos, como um dos melhores álbuns de 2016, não apenas se referindo ao campo do Progressivo.

Sonoridade orgânica, carregada de feeling, ênfase na composição e arranjos, descomplicando a música, que em “FEAR”, é tratada como deve, como arte, não como exercício de técnica ou produções “cinematográficas” mas que soam frias. Sobre o título "FEAR", abaixo dele você pode ver a frase “F*** Everyone And Run, interessante o jogo de palavras, pois um tema recorrente é o medo do que nos espera, devido ao certo caos que o mundo se encontra, e também é o título de parte da faixa "The New Kings", onde a banda fala sobre essas questões dos acontecimentos políticos no mundo.

São 68 minutos e 6 faixas, e o álbum é dividido em três opus, “Eldorado”, “The Leavers” e “The New Kings”, e mais 3 faixas incluídas no contexto geral, então você percebe, a banda não está preocupada em fazer música comercial, e sim fazer o que seus instintos mandam, com liberdade, e isso geralmente dá certo.
O conteúdo lírico aborda questões como as mudanças que o mundo está passando, e que estão por vir, como no primeiro opus, “Eldorado”, onde os teclados se sobressaem, em um clima mais denso e até tenso; “Living in Fear”, uma das “faixas curtas”, é também a que possui uma estrutura mais tradicional, com refrão e melodias que se repetem, criativas e cativantes.


O próximo opus, “The Leavers”, traz um conteúdo mais personal, falando sobre estar de cidade em cidade, mudando, em tour “We are the leavers, and the Road rolls beneath us...We we’ll make a show, and them we’ll go”, e nas 5 partes em que é dividido, a sonoridade nos faz viajar em melodias de extremo bom gosto, entrando em trechos quase que etéreos, destacando a parte III, “Vapour Trails in the Sky” e o belo arranjo de piano na parte IV, “The Jumble of Days”; “White Paper” é a próxima faixa simples, e soa também bem personal e carregada de emoção, com certa melancolia nos vocais e nos arranjos de piano, o qual traz belíssimos arranjos. A faixa ganha em explosão em certo momento, com a guitarra vindo a reclamar seu espaço.

O terceiro opus, “The New Kings”, divide em 4 partes, não é diferente em emoção e arranjos sofisticados, tensos e cativantes. Soa algo meio sarcástico o refrão da parte I, que Hogarth profere em tom meio melancólico “Fuck everyone and run”, sendo que este opus trata dos acontecimentos políticos mundiais, as notícias com “meias verdades” que são divulgadas, a exploração em nome da riqueza. Hogarth explica em um release: "Há uma sensação de presságio que permeia grande parte deste disco. Tenho a sensação de que estamos nos aproximando de algum tipo de mudança radical no mundo - uma tempestade política, financeira, humanitária e ambiental irreversível. Espero que eu esteja errado. Espero que meu medo do que "parece" estar se aproximando seja apenas isso, e não o medo do que "está" realmente prestes a acontecer". “Tomorrow’s New Country” encerra o álbum , permeada pelo piano em arranjos melancólicos



Por mais que muitos ainda sintam saudade da era Fish, Hogarth merece também seus méritos, e o Marillion tem inspiração e qualidade de sobra para seguir produzindo belíssimos trabalhos como este “FEAR”, onde se transpira feeling e a música realmente é tratada como arte, proporcionando muitos momentos memoráveis. E nossos ouvidos também são muito bem tratados! 

E outra ótima notícia é que o álbum está disponível no Brasil via Shinigami Records, que também vai lançar o novo DVD do grupo ("Marbles in the Park), contendo o show onde foi tocado na íntegra o aclamado álbum "Marbles", no evento "Marillion Weekend", que acontece desde 2002.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Marillion
Álbum: "FEAR" 2016
País: Inglaterra
Estilo: Progressive Rock, Neo Progressive
Produção: Michael Hunter
Selo: earMusic/Shinigami Records

Adquira o álbum agora mesmo

Veja vídeo do vindouro DVD: "Fantastic Place"

Line-Up:
Steve Hogarth: Vocais
Mark Kelly: Keyboards
Ian Mosley: Bateria
Steve Rothery: Guitarras
Pete Trewavas: Baixo e vocais

Tracklist:
1. El Dorado (i) Long-Shadowed Sun
2. El Dorado (ii) The Gold
3. El Dorado (iii) Demolished Lives
4. El Dorado (iv) F E A R
5. El Dorado (v) The Grandchildren Of Apes
6. Living in F E A R
7. The Leavers (i) Wake Up In Music
8. The Leavers (ii) The Remainers
9. The Leavers (iii) Vapour Trails In The Sky
10. The Leavers (iv) The Jumble Of Days
11. The Leavers (v) One Tonight
12. White Paper
13. The New Kings (i) F*** Everyone And Run
14. The New Kings (ii) Russia’s Locked Doors
15. The New Kings (iii) A Scary Sky
16. The New Kings (iv) Why Is Nothing Ever True?
17. Tomorrow’s New Country


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Dark Sarah: Sinfônico de Bom Gosto e Diversidade




O novo disco do Dark Sarah, projeto da cantora finlandesa Heidi Parviainen foi lançado em 18 de novembro. “The Puzzle”, assim como seu antecessor “Behind the Black Veil” , também é um álbum conceitual que continua contando a história de Sarah, dessa vez em uma ilha enevoada no meio de um oceano, perdida entre a vida e a morte.

As canções contam sua luta para sobreviver e como ela encontra forças para continuar. O álbum conta com as participações de JP Leppäluoto como o Dragão, Charlotte Wessels ( Delain ) como a Sereia e Manuela Kraller (ex-Xandria) como Destino. A música de introdução do álbum, “Breath”, nos faz entrar no clima cinematográfico do álbum. A canção “Island in the Mist” possui um vocal doce e delicado que contrasta com o peso do instrumental. “Little Men”, com sua bela orquestração e refrão envolvente foi a primeira música do álbum a ser divulgada. A música seguinte, “Ash Grove” é muito agradável de ouvir. A viciante “For the Birds” chama a atenção por sua introdução ao som de flauta. Em seguida, “Deep and Deeper”, uma canção forte, cheia de elementos sinfônicos.


“Dance with the Dragon”, conta com a participação de JP Leppäluoto, a música se destaca pelo refrão carismático, o dueto te faz sentir realmente em um musical. “Cliffhanger” é uma das faixas mais belas. Em “Aquarium” temos o impressionante dueto entre Heidi e Chalortte Wessels. E fechando com chave de ouro “Rain”, arrepiante dueto com Manuela Kraller.

Será difícil encontrar um fã de Metal Sinfônico que não tenha gostado de “The Puzzle”, um belo casamento entre o talento vocal de Heidi e o instrumental refinado. A versatilidade de cada música não deixa que se torne um álbum enjoativo.

Texto: Raquel de Avelar
Edição/Revisão: Carlos Garcia


Site Oficial
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Banda:
Heidi Parviainen [ex. Amberian Dawn] - Vocals
Erkka Korhonen [Northern Kings, Ari Koivunen] - Guitar
Sami Salonen - Guitar
Rude Rothstén - Bass
Thomas Tunkkari - Drums


Vocalistas Convidados: Manuela Kraller [ex. Xandria] as "Fate", JP Leppäluoto [Charon, Northern Kings] as "The Dragon", Charlotte Wessels [Delain] as the "evil siren mermaid"

Track Listing:
1. Breath
2. Island In The Mist
4. Ash Grove
5. For The Birds
6. Deep and Deeper
8. Cliffhanger
9. Aquarium [feat. Charlotte Wessels]
10. Rain [feat. Manuela Kraller]