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domingo, 27 de julho de 2014

DNR: Metal Como Crítica Social

Proposta traz Thrashcore com letras críticas em português

A banda de Jundiaí/SP Do Not Resuscitate, ou simplesmente DNR, tem impressionado pela qualidade técnica e o grande peso das composições de seu disco de estreia, autointitulado com o nome do grupo, e que saiu este ano de forma independente.

São 10 canções com forte crítica social às condições humanas, especialmente da desigualdade social e abusos que o povo é alvo no Brasil, todas com vocais guturais em português de Rapahel Zavatti, que compõe a dupla de guitarristas com André Muerto.

Apesar de muitos anos de experiência, grupo estreou em CD em 2014

São canções bastante pesadas, caminhando por áreas como o Thrash Metal, com bastante Hardcore, sempre recheado de momentos oportunos para o headbanging. 

Canções como “Novas Grades”, “Ciclo da Imundície” e “Digerindo o Nada” mostram a violência sonora do quarteto que ainda conta com Zé Cantelli no baixo e Thiago Spa na bateria, mas tudo sem soar puro barulho.



Com uma ótima gravação e produção no Wink Estúdio de Jundiaí/SP, a DNR surpreende, pois com uma capa simples e um encarte dentro da média, poder-se-ia esperar um trabalho fraco, sem grande força e energia, apenas mais um no cenário nacional. Entretanto, o que temos é o completo oposto, um disco que irá agradar até mesmo aquele pouco habituado com a sonoridade tão pesada.

Duas faixas merecem grande atenção e são, disparadas, as principais do álbum: “Ação e Reação” (confira o vídeo clipe oficial acima) e “Parasitas”, esta fechando o disco e sendo aquela que coloquei repeat infinitos. Ouça e comprove a qualidade do grupo que está resumida nessa faixa.

DNR começa com o pé direito e se seguir com o bom trabalho de divulgação, ainda dará muito o que falar. Este é apenas o começo. 

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: divulgação
Assessoria: Metal Media

Ficha Técnica
Banda: DNR
Álbum: DNR
Ano: 2014 
País: Brasil
Tipo: Thrash/Hardcore/Thrashcore
Selo: Independente

Formação
Raphael Zavatti (Vocal e Guitarra)
André Muerto (Guitarra)
Zé Cantelli (Baixo)
Thiago Spa (Bateria)



Tracklist
01. Reclame
02. Novas Grades
03. Controle Inativo
04. Atrofiando Mentes
05. Ciclo Da Imundície
06. Lei do Cão
07. Desarmônico
08. Digerindo o Nada
09. Ação e Reação
10. Parasitas

Acesse e conheça mais sobre a banda

Contate a banda: dnrbrasil@hotmail.com

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ratos de Porão: Século Mais Que Sinistro!


Sabe aquela banda que você ouve e que fica marcado para o resto de sua vida, essa é Ratos De Porão para mim, e a cada ano se superando mais agora eles chegaram com esse novo petardo, o “Século Sinistro” é um ótimo álbum e vem dando um positivo respaldo entre os fãs.

O álbum começa com uma “Intro” seguida de “Conflito Violento”, apresentando tradicionalmente as letras em português, realistas e muito agressivas, sendo esta falando dos protestos que vem acontecendo no Brasil, na forma mais nua e crua possível, e não é de hoje que o Ratos De Porão vem tratando do que vem acontecendo em nosso dia a dia. “Neocanibalismo” segue em uma pancadaria sem fim, riffs corridos desempenhados por Jão, fazendo o som focar mais numa linha Hardcore bem potencializada.


“Grande Bosta” começa mais cadenciada e com uma levada bem interessante, onde dá pra se ouvir com muita clareza o baixo de Juninho, e tenho que salientar aqui que é muito empolgante ver um show do Ratos De Porão com esse cara, é energia do início ao fim, parece que o cara vai voar. “Sangue e Bunda” segue com um início meio estranho, com riffs meio melódicos meio arrastados e com berros de um porco batizado por eles de “Atum”, logo em seguida a música se encaixa e volta a soar “RDP”, na metade aparenta que a música termina, para logo voltar a desgraceira e com os gritos do “Atum” novamente, uma música um tanto estranha mas muito boa.


“Século Sinistro”, a música que intitula o CD, quase acaba com João Gordo, é uma música que começa com uma velocidade incrível, tanto cantada quanto tocada na bateria, o baterista “Boka” mostra toda sua técnica em quase 3 minutos, é um som rápido e muito agressivo. “Jornada para o Inferno” é uma das músicas que seguem na linha do álbum anterior; “Homem inimigo do homem” é bem cadenciada, tendo uma letra fenomenal, tenho que dizer que João Gordo tem um talento incrível para escrever letras, essa fala da superlotação dos presídios no Brasil.


Logo a seguir começa “Prenúncio de Treta”, música com muitas quebradas de tempo e com um vocal muito audível, é incrível como esse CD não tem descanso.  “Stress pós-traumático” é uma música bem Crossover mesmo, cheia de viradas, com muitas pegadas de levada Thrash Metal, com 4 ou 5 riff diferentes que conseguem soar bem legais.

Então começa uma das melhores músicas e letras do CD, “Viciado Digital”, que trata de um dos mais sérios vícios da sociedade hoje em dia, o vício das redes sociais, como sempre RDP tocando na ferida direto ao ponto e sendo preciso. “Boiada pra Bandido” é uma música envolvente pela sua levada, legal essas coisas que o RDP faz, que é sempre inovar mas não deixando as marcas antigas da banda. Nesta música nos lembra muito o que pudemos ouvir em “Onisciente Coletivo”, isso é interessante e muito legal ao mesmo tempo.


“Progreria of Power” é um cover da lendária banda Anti-Cimex, logo em seguida começa a pauleira de “Puta, Viagra e Corrupção”,  fala dos deputados presos, e que depois de tudo que fizeram já estão nas ruas, destaque para o bumbo duplo. O álbum fecha com “Pra fazer pobre chorar”, que fala da realidades das favelas do Brasil.

É incrível como Ratos De Porão tem essa tendência de fazer letras realistas e que abordam temas muito constantes em nossas vidas, se pegarmos essas letras daqui a 20 anos, ainda serão muito atuais, assim como são as letras de "Brasil" ou "Anarkophobia", ou seja, muita coisa não mudou no nosso país tropical. 

O RDP é uma banda que está no topo da música extrema mundial e merece muito respeito, se você é fã vai adorar se não é, prepare-se para ser um!


Texto: Patrick Rafael
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Formação:
João Gordo: vocal
Jão: guitarra
Juninho: baixo
Boka: bateria


Ficha Técnica:
Banda: Ratos de Porão
Álbum: Século Sinistro
Ano: 2014
País: Brasil
Produção executiva: João Gordo
Gravado e mixado no estúdio Family Mob por André “Kbelo” Sangiacomo em novembro de 2013
Masterizado em São Francisco (USA) – Fantasy Studios
Backing vocals: Jão, Juninho, Gordo, Estevam Romera
Solos de guitarra em “Neo Canibalismo” e “Progeria of Power”: Moyses Kolesne
Pré-produção: Jean Dolabella
Produzido por João Gordo e Ratos de Porão
Participação sem crueldade em “Sangue e Bunda”: porquinho Atum
Arte da capa: Ricardo Tatoo
Concepção da arte: João Gordo



Tracklist:
01 – Conflito violento
02 – Neocanibalismo
03 – Grande bosta
04 – Sangue & bunda
05 – Século sinistro
06 – Jornada para o inferno
07 – Prenúncio de treta
08 – Stress pós traumático
09 – Viciado digital
10 – Boiada pra bandido
11 – Progreria of power
12 – Puta viagra e corrupção
13 – Pra fazer pobre chorar

Links:
Site Oficial

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Kalidia: Metal Com Melodia e Elementos Sinfônicos, Mas Tentando Fugir dos Rótulos


Depois de um bom cartão de visitas, o EP "Dance of the Four Winds" (2012), os italianos do Kalidia lançaram recentemente seu debut, "Lie's Device", de forma independente, tendo na produção Alessio Lucatti (Vision Divine, Etherna). E é interessante a quantidade de boas bandas que têm surgido, lançando trabalhos de forma independente, ou utilizando-se de um selo somente para a distribuição, então, temos de ficar atentos a muitas pérolas que, graças a internet (se a internet tem um lado que pode ser nocivo, devido aos downloads ilegais, por outro lado, tem benefícios, e parece que o mercado e as bandas já se adaptam melhor a este fator), podemos tomar conhecimento.

A banda apresenta uma sonoridade que mescla elementos do Metal tradicional, Power, Epic e Symphonic Metal, com muita melodia e os belos vocais de Nicoletta Rosselini, que possui um registro de voz limpo e marcante, muito agradável, fugindo daquele estilo que vai mais para o soprano, e também não chega a ser naquela linha mais puxada para os vocais tradicionais, como Doro Pesch ou Leather Leone.


Conforme falei antes, o grupo, apesar de apresentar alguns elementos do Power Metal Melódico, tenta fugir de um rótulo específico, e podemos encontrar vários elementos que lembram bandas mais tradicionais como Iron Maiden, como na levada e melodias de "Hiding From the Sun", que possui também um refrão bem melódico e pegajoso. 

"The Lost Mariner" também é um bom exemplo do que o ouvinte pode esperar, sinfônica, mesclando partes mais velozes e melodiosas, com Nicoletta parecendo estar nos contando uma história, com linhas vocais que soam muito agradáveis; "Reign of Kalidia" traz elementos épicos, e segue numa levada mais veloz, enquanto que a faixa título, "Lie's Device" lembra algo daquelas músicas mais épicas do Rainbow (me lembrou a "Wolf to the Moon"), com riffs e melodias nos teclados bem climáticos;

Nicoletta Rosellini: buscando diferenciar-se com um timbre suave e marcante
"In Black and White", que traz a participação de Alessandro Lucatti (Etherna), tem uma levada de bateria e um riff que lembra um pouco "Children of the Grave" do Sabbath, num andamento bem empolgante.

"Harbinger of Serenity" traz mais uma participação especial, os vocais de Andrea Racco (Etherna), com vocais com drives agressivos, fazendo contra-ponto com a voz suave de Nicoletta. Num andamento mais cadenciado, essa faixa tem um clima bem tenso, lembrando a "March of Mephisto" do Kamelot.


"Dollhouse (Labyrinth of Thoughts)" também merece menção, com belos coros e melodias, teclados climáticos, seguindo num andamento mais "meio-tempo", além da voz agradável de Nicoletta, que se não apresenta muitas variações em determinadas faixas, tem um timbre agradável e diferente.

Um belo debut, mostrando uma banda de potencial, tentando não se prender a um estilo ou rótulo, fazendo simplesmente Heavy Metal e música de qualidade e bom gosto, com generosas doses de melodia.

Texto/Edição: Carlos Garcia
Revisão: The Digger
Fotos: Arquivo da banda/V. Bacelli

Ficha Técnica:
Banda: Kalidia
Álbum: Lie's Device
Ano: 2014
País: Itáia
Produção: Alessio Lucatti
Selo: Independente
Estilo: Melodic Metal/Power Symphonic Metal


Line Up:
Nicoletta Rosellini – Vocals
Federico Paolini – Guitars
Nicola Azzola – Keyboards
Roberto Donati – Bass
Gabriele Basile – Drums




Set List:
01. The Lost Mariner
02. Hiding from the sun
03. Dollhouse (Labyrinth of Thoughts)
04. Reign of Kalidia
05. Harbinger of Serenity (feat. Andrea Racco)
06. Black Magic
07. Shadow will be Gone
08. Lies’ Device
09. Winged Lords
10. In Black and White (feat. Alessandro Lucatti)

Acesse os canais oficiais da banda:

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Blaze Bayley e Tim Owens: Gigantes do Metal no Mesmo Palco em São Paulo/SP (Fame Enterprises/Open the Road)



Os nomes Blaze Bayley e Tim Owens dispensam apresentações, afinal de contas, foram vocalistas, respectivamente, do Iron Maiden e do Judas Priest. Ambos têm algo em comum: substituíram em cada grupo vocalistas tidos como “a voz da banda”, gravando dois álbuns até o retorno triunfal do dos vocalistas que substituíram.

Apesar de uma passagem duvidosa pelo Iron Maiden, lançando discos odiados por muitos, amados por alguns, Blaze Bayley construiu, desde “Silicon Messiah” (2000), uma sólida e indiscutível carreira solo, lançando inúmeros discos inéditos e ao vivo, passando pelo Brasil onde tocou em cidades que nunca imaginaram ter um ex-Maiden presente, como Santo Ângelo/RS, show que acompanhamos de perto.

Já Tim Owens pouco arriscou em carreira solo, mas passou por grupos como Iced Earth (até hoje seu disco de estreia na banda é o mais vendido do grupo), Malmsteen, Charred Walls of the Damend e Dio Disciples (este apenas ao vivo como tributo ao Dio).

Com uma bagagem imensa, dois vocalistas detonarão clássicos de suas ex-bandas e carreira

Apesar de ambos se apresentarem com certa regularidade no Brasil, pela primeira vez realizarão algumas apresentações conjuntas e a cidade de São Paulo/RS receberá show duplo dessas lendas vivas do Metal no Clash Club (Rua Barra Funda 969) na noite de 26 de julho, em evento promovido pela Fame Enterprises e a Open the Road Agency, numa parceria que tem tudo para ser um sucesso.

A expectativa é de um grande público para prestigiar esse show inédito e você pode participar dessa noite histórica garantindo os últimos ingressos via Ticket Brasil (clique aqui).

O Road to Metal estará fazendo cobertura desse grande evento e, desde logo, parabeniza as produtoras pelo evento. Nos vemos por lá!

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


BLAZE BAYLEY + TIM RIPPER OWENS, SÃO PAULO, SP 26.07.2014 - SABADO
 
CLASH CLUB
RUA BARRA FUNDA 969, SÃO PAULO, SP
Ingressos:
R$90 - Pista Meia / Antecipada
R$ 120 - Mezzanino Meia / Antecipado
R$140 - Camarote Meia / Antecipado
CENSURA: 16ANOS / OU 14ANOS ACOMPANHADOS
 
 
 
OUTRAS OPÇÕES DE PAGAMENTO:
FAME: DEPOSITO OU TRANSFERENCIA NA CONTA - PAGSEGURO: BOLETO - DEBITO DIREITO - CARTÃO


Mais informações

domingo, 20 de julho de 2014

Pisca Produtora & Road to Metal Levam Você Na Faixa ao Show do SABATON em POA/RS


Para participar é muito fácil:

*Compartilhe o cartaz fixado na página oficial do Road to Metal no Facebook em modo público (CLIQUE AQUI)

*E mande seu nome completo para pisca@pisca.com.br

Mais fácil que isso só chutando a vó!

Feito estes dois procedimentos você estará concorrendo a um ingresso para o show.

Lembrando que serão dois ganhadores, então corra, pois o sorteio será dia 01/09!


Aproveite e confirme sua presença no evento: https://www.facebook.com/events/1482482655321703/?fref=ts

sábado, 19 de julho de 2014

South Legion: Death Metal dos Pampas

Proposta incomum rende grande obra da música extrema gaúcha

Não é de hoje que algumas vertentes do Metal flertam com a música tradicionalista das regiões do país. Aliás, o maior nome da música pesada brasileira, Sepultura, já fazia isso lá na década de 90, seguido por muitos grupos Brasil a fora.

Apesar de algumas bandas acabarem abusando e perdendo toda identidade de um grupo de Metal, outras conseguem manter a sua proposta aliando-se à música local. É o caso da South Legion, que nada mais é que a dupla Christopher Abel (vocal e guitarra) e Wildy Souza (bateria), e que lançou seu disco de estreia este ano, chamado “From the Spilled Blood” e saiu pela Cianeto Discos, cunhando um novo subgênero: o Pampa Metal.

Ao unir o Death Metal com a música tradicionalista gaúcha nasce o Pampa Metal

A proposta da dupla, que conta com os convidados Bruno Moritz (acordeão) e Marcello Caminha (violão), é o Death Metal mais rápido e pesado lançado em 2014, contando com letras que exaltam a cultura sulista, afinal, a banda é do Rio Grande do Sul, um dos estados que mais valoriza sua cultura tradicional.

E isso fica evidente em faixas como “Do Verde Se Fez Vermelho”, “La Pampa” (primeiro vídeo clipe oficial), “To the Son” (começo perfeito no acordeão para estourar em ótimos riffs) e “Tango de la Muerte”, além de momentos em que divide-se bem passagens de puro Death Metal com momentos de acordeão e violão, como na ótima “The Root of All Way of Live”, a melhor das 10 faixas do álbum.

Ouça "Gaúcha", cover de Marcello Caminha pela South Legion

Os vocais de Abel não revolucionam, fazendo bem sua parte com guturais graves, certos momentos bem na linha Death Metal old school. Wildy Souza destrói a bateria, optando pela escola “bumbo duplo insano”, mostrando muita vitalidade. Marcello Caminha (músico, intérprete, compositor gaúcho) também merece destaque, mostrando ter uma relação estreita com o Metal extremo gaúcho (vide sua participação ao lado do Krisiun).

Um dos destaques fica para a capa, feita em tons de cinza e desenhada a mão, traz o gaúcho no cavalo, o mate, enfim, vários elementos da cultura do Rio Grande, o que é incomum de vermos em discos de Metal e marca uma evolução nas propostas artísticas de fugir dos mesmos elementos de sempre.

Clique AQUI e assista ao vídeo clipe oficial "La Pampa"

Mencionável o ótimo trabalho de mixagem e masterização de Roger Fingle (Estúdio Nitro) em Caxias do Sul/RS, além da produção da dupla e de Raul Misturada, que deixaram “From the Spilled Blood” perfeitamente audível, sem soar abafado ou amador.

A South Legion merece todo respeito pela ousadia e veneração das suas raízes, levando a música sulista para o Metal, sem usurpar nem um, nem outro, respeitando as raízes gaúchas e do Death Metal. É para ouvir com o lema tirado do hino do Rio Grande: “Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda Terra”.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Metal Media

Ficha Técnica
Banda: South Legion
Álbum: From the Spilled Blood
Ano: 2014 
País: Brasil
Tipo: Death Metal
Selo: Cianeto Discos

Formação
Christopher Abel (Vocal e Guitarra)
Wildy Souza (Bateria e Percussão)



Tracklist
1- La Pampa
2- Do Verde Se Fez Vermelho
3- The Root Of All Way Of Live
4- Here Heroes Died
5- Barche Su Ruote
6- From The Spilled Blood
7- Mist
8- Tango De La Muerte
9- To The Son
10- Will Come A Day

Ouça gratuitamente o disco na íntegra

Acesse e conheça mais sobre a banda