terça-feira, 7 de julho de 2015

Entrevista - Carniça: 24 anos de resistência em nome do underground!

24 anos de história, 5 Demos gravadas, três discos lançados e um grande reconhecimento no underground nacional. Essa é a Carniça de Novo Hamburgo/RS, que se mostra cada dia mais forte e relevante na cena underground.

Conversamos com o baterista Marlo Lustosa, onde o mesmo fala do começo da carreira, planos futuros e muitos mais!

Confira agora mesmo:


Road to Metal: Já são 24 anos de banda. Olhando lá para o início, em 1991, de onde surgiu a ideia para formar a Carniça? E quais eram as influências do grupo naquela época?

Marlo Lustosa: A Carniça surgiu de uma banda já existente em NH chamada Sacrament, pelo Mauriano Lustosa e o antigo baixista Marcio Veeck... Parahim Neto e eu tocávamos juntos já, mas não tínhamos banda e o Mauriano nos convidou e em 1991 surgiu a Carniça. Tínhamos nossas influências de Iron Maiden, Kiss, Whitesnake, WASP, Slayer, Destruction, Sarcófago e Sepultura que estava estourando no exterior na época. 

RtM: Em 1998 o álbum “Rotten Flesh” foi lançado de forma independente. Quais as recordações que vem a mente dessa fase? E qual foi a sensação de ter em mãos o primeiro trabalho?

ML: Cara na época tínhamos já 5 fitas Demo gravadas, e só bandas grandes conseguiam ter seu trabalho em LP, logo em seguida CD... Apareceu a oportunidade de gravar em Curitiba 2 faixas em uma coletânea, e fomos... Gravamos no mesmo estúdio que o Amen Corner foi dukaralho! Depois a coletânea não saiu e conseguimos ficar com as duas faixas e o restante gravamos no estúdio Live em POA. Lançando oficialmente em 99 o “Rotten Flesh”, que foi um marco para o Vale dos Sinos e para nós.


RtM: Como surgiu o convite para participar do tributo ao Running Wild? E o que isso trouxe de retorno para a banda?

ML: Ficamos sabendo do tributo e estavam convocando bandas de todo mundo para mandar um cover do Running para a gravadora, e o próprio Rock and Rolff estava selecionando, nosso som foi aprovado pelo cara e elogiado por mensagem num e-mail que ele próprio nos enviou... Estávamos vibrando com a ideia! Sairia um CD duplo pela Sanctuary Records com distribuição para todo mundo, e se falava em 2 shows na Alemanha de lançamento... Tivemos um grande reconhecimento nacional e internacional. 

RtM: Em 2004 a Carniça encerrou as atividades. 4 anos depois houve o retorno. O que levou o grupo a essa parada? E a ideia do retorno partiu de quem?

ML: A parada se deu pelo cancelamento do CD tributo ao Running Wild, ficamos muito frustrados na época e um integrante da banda pediu um tempo para resolver problemas pessoais... Nesse meio tempo eu continuei trabalhando com outras bandas, e cheguei a ensaiar com o Mauriano em uma outra banda de covers... Muita gente aqui do Vale dos Sinos nos perguntava e nos instigava pela volta. Um dia marcamos um churrasco na minha casa e Mauriano, Parahim e eu decidimos voltar e fazer história novamente...  


RtM: Após o retorno, em 2010, o grupo lançou o álbum “Temple’s Fall... Time to Reborn”. Com esse trabalho a banda tocou pela primeira vez na Argentina. Como foi a recepção dos bangers de lá?

ML: O “Temple’s...” nos abriu muitas portas, tocamos no maior fest de Brasília com RDP, Motorocker e outras bandas para umas 2 mil pessoas, e logo depois fomos convidados para fazer uma mini tour na Argentina, que foi fantástica! Os caras respiram Rock e Metal, estrutura, equipamento, tratamento vip... Até mesmo nos lugares mais underground... Galera literalmente quebrou tudo nos nossos shows lá!

Carniça + Claudio David (Overdose)
RtM: No fim de 2012 “Nations of Few” foi lançado. Um trabalho mais maduro e que contou com a participação de um grande nome do Metal nacional. Cláudio David, do Overdose. De onde pintou a ideia da participação dele?

ML: Estávamos pensando em convidar um cara de renome para participar, Mauriano deu a ideia de chamar o Cláudio, e eu conversei com ele através do Facebook que foi muito receptivo e aceitou o convite. Baita honra, influência e ídolo da banda, acabou vindo tocar conosco no show de lançamento aqui em NH no C3 Rock Bar. Cara fantástico, muitas histórias sobre o Metal mineiro, muita ceva e churrasco.

RtM: O álbum traz um tema bastante atual e que parece nunca se resolver em nosso país. Inclusive, vocês lançaram o vídeo da faixa “Corruption”. Qual a opinião de vocês sobre este tema?

ML: Lançamos antes dessas manifestações que vem ocorrendo, e acredito que será sempre um álbum atual... Infelizmente. Nosso país está corrompido desde a criança pequena que tem maus exemplos de seus pais a os governantes gananciosos e corruptos que temos. O videoclipe de “Corruption” retrata bem isso. 


RtM: A Carniça fará o encerramento do 3° União Extrema Fest e que de quebra comemora os 7 anos do Road to Metal. Qual a importância de festivais como esses para o Heavy Metal underground? E de veículos como o Road to Metal?

ML: Cara o Road to Metal é um puta veículo de divulgação do som pesado underground, de suma importância para nossa “cena”, bandas e público! Hoje em dia há muita merda entre bandas, festivais, shows internacionais, produtores e etc. O União Extrema é um fest totalmente transparente e honrado, dignidade com as bandas e público, assim como outros tantos por aí... Não podemos generalizar.    

CONFIRME SUA PRESENÇA AQUI
RtM: Olhando para trás e já observando uma perspectiva de futuro, o que vem pela frente para a Carniça?

ML: Sempre seremos verdadeiros... Nunca cedemos a modas, nunca pagamos para tocar e sempre fomos honestos com o público, produtores e etc...

Seguimos fortes lutando pelo nosso lugar ao sol, sabemos das dificuldades que uma banda de Metal tem para sobreviver. E enxergando o futuro temos o projeto de relançamento do “Rotten Flesh” em formato LP com bônus e material da época, aguardem!  Estamos prontos para mais 24 anos com certeza!!!

Gravação do clipe de "Corruption"
RtM: Obrigado pela entrevista e fica o espaço para a banda deixar sua mensagem e considerações.

ML: Agradecemos o espaço e divulgação, assim como o convite do Renato Sanson para fechar o 3º União Extrema Fest ao lado de grandes bandas do under gaúcho! Grande abraço a todos seguidores da banda e a vocês da ROAD!

HEAVY ROTTEN METAL!!! \\m//


Entrevista por: Sergiomar Menezes
Revisão/edição: Renato Sanson


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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Entrevista - Matanza: Reis do CountryCore!

Sete são os portais que guardam o reino amaldiçoado de Hades, sete é o número de vezes que um gato pode resistir à morte. O número sete é sagrado, perfeito e poderoso, afirmou Pitágoras, matemático e Pai da Numerologia. Sete são os dias da semana, sete são os graus da perfeição, são sete as esferas celestes e as hierarquias angelicais se dividem em sete grupos. Quando se fala em pecados capitais, o número sete vem logo à lembrança. Muito se fala na lenda que o sétimo filho de um sétimo filho, atrairá a atenção do mal. E por final, e mais importante sete é o número de álbuns oficiais de estúdio dos reis do CountryCore e do Cowpunk: MATANZA!

Respeitando a ritualidade construída em torno do melindroso número, sete será o número de perguntas em que tentaremos saber um pouco mais sobre as novidades e curiosidades do Matanza.


I – "É meu camarada, aqui é Tombstone City e toda noite é o mal pela raiz...".

Road to Metal: Desde que a banda encravou o nome na história do rock n' roll nacional, assumiu um ritmo admirável de shows. Qual o segredo para suportar a agenda frenética de shows, viagens, hotéis diferentes e um novo horizonte a cada semana?

Mauricio Nogueira: Cara viver na estrada não é fácil, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças (risos), logico que rola o cansaço, pouco sono, hotéis podres tudo isso, mas cara isso e muito melhor do que trabalhar em algo que você odeia, com chefes que não tem a metade da tua cultura e da tua educação, te mandando o que fazer, vivemos de música e o único modo de você viver hoje nisso e estando na estrada o tempo todo e é isso que fazemos tocar, tocar e tocar. Não há muito tempo pra lamentações nem frescura.

II – "Pé na porta e soco na cara...".

RtM: Como acontece o processo criativo para a escolha da temática de cada disco? Tem a ver com o momento da banda?

MN: O Donida é um cara de criatividade sem fim, ele tem o mundo do Matanza na cabeça dele e uma história sem fim, com muitos capítulos e cada disco, esses capítulos são demostrados. Ele já vem com tudo bem mastigado para a gente, mas é claro que fatores externos influenciam mesmo que de forma mais velada ou mais irônica no resultado final.


III – "well your eyes are begging and the bloodshot are ready...".

RtM: Apesar de algumas canções cantadas em inglês, nota-se que a característica do Matanza são as músicas cantadas em português, mesmo para explorar melhor as letras temáticas e divertidas. Quando, exatamente, aconteceu essa decisão (foi uma decisão) de cantar em português? Quais foram as principais dificuldades da escolha?

MN: A fase do inglês foi bem no começo da banda e como eu não estava no grupo vou dar minha opinião que não sei se é a correta (risos). Mas acho que além de ser ali no início dos 90 que todo mundo cantava em inglês, tinha o lance da proposta original que era mais do country americano de emular aquilo tudo.  A maioria dessas músicas saíram no Thunder Dope.  Já no primeiro disco era tudo em português, o português trouxe a oportunidade de desenvolver a personalidade do Matanza e fazer todo mundo entender de forma mais fácil.

IV – "Eis me aqui agora, com o destino à frente, uma bola de ferro presa na corrente...".

RtM: Em 2016 o Matanza comemora 20 anos de estrada, beberagem e tiroteios em saloom. Podemos esperar alguma novidade especial comemorativa para está data?

MN: Deve rolar algo sim, ainda não foi nada decidido, mas estamos pensando e discutindo algumas coisas sobre isso.


V – "Era pra frear e eu acelerei; Era só desviar, mas eu nem tentei...".

RtM: Se fosse possível retornar a 1996 e se (auto) encarar na época, o que o Matanza de 2015 diria para o Matanza de 96 não fazer?

MN: Parar de beber kkkkkkk...

VI – "Ainda que haja um preço a se pagar, Eu resolvi que não vou mais me preocupar...".

RtM: Além da grande expectativa de ouvir as novas músicas ao vivo, existe a curiosidade de saber do que o Don Escobar é feito (esperamos que a podridão habite o homem). Como foi a transição e escolha do musico que assumiu o baixo gravado ainda pelo China?

MN: Foi bem tranquila, o Dony é um cara foda, ótimo musico, e assim como o China também toca guitarra que é muito importante para a gente por causa do modo de tocar, a palhetada... Essas coisas… A gente ficava vendo uns vídeos na internet sobre alguns caras, indicações de amigos e foi isso sem muito stress, já chegou tocando e ao vivo está detonando.


VII – "Nunca tive pena de nenhum dos velhos moradores, Os fiz passar horrores, tiveram um pavoroso fim...".

RtM: Neste trabalho mais recente, gravado de forma peculiar e sobre o comando do Rafael Ramos, o Matanza soa como se estivesse com o velho mau humor do "Arte do Insulto" e do "Música para Beber e Brigar". Ainda que se note a gigante evolução de composição e sonora da banda, dá pra afirmar que o "Pior Cenário Possível" foi um resgate dos novos "velhos tempos"?

MN: Cara, foi um lance combinado de fazer um disco mais trabalhado, o Thunder Dope foi muito simples musicalmente falando, o que eu acho ótimo, mas a gente quis trabalhar, deixar as músicas com mais lances, principalmente as guitarras. Só o fato de eu e o Donida tocarmos ao mesmo tempo na gravação, já trouxe algo novo que deixou todo mundo satisfeito.

O intuito era ser um disco "grave" e acho que rolou, ficou bem sujo e com as guitarras na cara!!!


Entrevista por: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson


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domingo, 5 de julho de 2015

Vegas: Mysteries, Hardcore and experimentalism

Leia a resenha em Português AQUI.


A mysterious band, which  does not have much information  about their place of origin, only about one member, the lead singer called T, who comes from Germany.

Vegas has a unconventional sound, however, a mixture of Hardcore, Metal and experimentalism, but that sounds a somewhat strange, primitive and stunning.

Well, in 2015 Vegas released their new album, which arrived in Brazil, but in very limited form (only 50 copies), being an exclusive release to South America, and  the name of the album , the lyrics and the name of songs was translated to Portuguese.

In the album Titled "The more nothing, the better" We have an aggressive, dirty sound and I can say it is very peculiar, T vocalizations are screaming and with some effects, which makes it impossible to understand what is singing, not posible to recognize if he is singing in German or English.

The guitars are simple, as so the bass-drum lines, an experimental sound gets around the 10 compositions (appearing even acoustic inclusions), but what call attention on the work, and in a negative way, is the production, the structural idea of music is well, but the sound production sounds disjointed, as if the band had recorded the album live in the studio, which affected the final result of the work.

But it is interesting how the band takes their compositions because yes, they are full of feeling and energy, and in the lyrics, we can see the strong message that the band wants to send , it sounds even a little abstract, but of great importance for those who have the opportunity to have the material and read it.


Hardcore, Metal and experimentalism, a dirty and heavy union, rightly dosed can indeed bring good things in the case of Vegas proved they are competent in what they propose, however, having to further improve the recorder  of their releases.


Review: Renato Sanson
Translation: Caco Garcia

Links:

sábado, 4 de julho de 2015

Cobertura de Show - 2° União Extrema Fest: Dificuldades e empecilhos não capazes de parar o underground! (30/05/15 - Canoas/RS - Bar do Adão)


Movimentar o cenário independente musical não é uma tarefa fácil, ainda assim, se cada um conseguir fazer a sua parte as coisas acabam acontecendo. Uma ideia, um local e bandas com a mesma vontade: fazer música para quem gosta!

Assim nasceu a segunda edição do União Extrema Fest, um festival que reúne bandas undergrounds da região metropolitana da capital do RS. O local acertado previamente necessitou sofrer alterações de reforma por questões de adaptação e o Fest foi locomovido para o Bar do Adão em Canoas, palco de outros festivais e shows undergrounds no passado. Enquanto a Embaixada do Rock (local definido anteriormente) estava bloqueada em função das adaptações, o submundo retornou ao local que já conhece muito bem.

Disturbio
Último sábado de maio de 2015, cair da noite e o frio fazia companhia para o pequeno exército alma negra que marchava para a cidade-satélite Canoas, prontos para tomar a sua dose exata de ceva e violência sonora desejada. A pancadaria melódica começou ao som da Disturbio, que entre músicas próprias e covers de grandes bandas (Metallica, por exemplo) tinham a dura missão de colocar a turma para se quebrar no moshpit. Missão complicada! O fest assumiu uma configuração diferenciada. Talvez o frio ou a presença de mesas no local acabou levando a maioria do pessoal a ficar próximos das mesas e sentados (alguém tinha que ficar de olho na ceva). Outro detalhe percebido foi que as bandas trouxeram consigo, além dos equipamentos, uma horda de amigos para prestar o devido apoio. Então mesmo com a galera concentrada ao redor das mesas, sempre acontecia um “mini-mosh” por perto do palco.

Hell Wizards
Na sequência a Hell Wizards com seus riffs infernais a mágicos, sacudiram as estruturas do Bar do Adão. A banda estava apresentando seu mais novo integrante no baixo, Ogro Menezes e com o Leo Nunes liderando o microfone. Técnica de sobre e a pegada característica do Groove Metal da Hell Wizards coroaram as boas vindas a quem ali chegava. Enfrentaram alguns problemas com o som, o baixo acabou desligando por alguns instantes, mas logo o problema foi solucionado e o peso reinou supremo.  Entre os intervalos de shows, aconteciam sorteios de brindes fornecidos pela organização do evento. Após encerrar a apresentação, os integrantes da banda permaneceram pelo Bar trocando ideias com a galera e bangueando junto com os demais que subiram ao palco para tocar o terror.

Yell The Truth
A Yell The Truth chegou com tudo e trouxe uma galera considerável consigo para festa.  Agitaram e fizeram a turma cantar junto e quebrar como nenhuma antes tinha feito, mostrando que a nova fornada da era Metal (que está quase pronta) vem com um tempero à mais e “sangue nos olhos”. Ainda falta mais tempo de palco, mas isso é só consequência do trabalho que estão fazendo.

Para um encerramento matador, o palco fica a serviço da Rigor Mortis. Sem muita perda de tempo, afinal estava na hora de encerrar a desgraceira, Rigor destilou vagarosamente todo o venenoso Death Metal sobre a galera. Uma apresentação mais intimista, pois uma parte da turma havia saído da casa, ainda assim foi uma excelente apresentação.

Rigor Mortis
Entre “mortos e feridos” (som, estrutura, público, etc.) o saldo moral do evento foi muito positivo. A noite mesclou bandas que apresentam potenciais a serem explorados e outras bandas com muita experiência de palco. Essa troca de contexto é interessante demais, para as bandas, para o público e para o movimento como um todo. A segunda edição do União Extrema trouxe mais gente que a primeira, e esperamos que a progressão continue positiva.

Muito obrigado aos brothers e sisters que compareceram, muito obrigado às bandas que se esforçaram junto para o acontecimento do evento. Obrigado ao local cedido.


Fiquem atentos, a União Extrema Fest III já tem data e cast definidos. Será uma noite para cravar na memória!

(Aproveite e confirme sua presença para a 3° edição: https://www.facebook.com/events/1070305659665299/)


Cobertura por: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson
Fotos: Uillian Vargas / Diogo Nunes



quinta-feira, 2 de julho de 2015

Civil War: Histórias de Batalhas Regadas a Metal Épico


Em seu segundo full-lenght, batizado de "Gods and Generals", a banda sueca, em cuja formação traz ex-membros do Sabaton e Astral Doors (o vocalista Nils Patrik), traz 10 novos hinos épicos, abrilhantados pela produção de Peter Tagtgren.

Impossível não comparar com seus conterrâneos do Sabaton, ainda mais que o Civil War traz ex-membros dessa banda em suas fileiras, (mais precisamente 4 integrantes que deixaram os suecos em 2012, após as gravações de "Carolus Rex"), seja na sonoridade épica e grandiosa como na temática, inspirada em batalhas e fatos históricos relacionados. Outra referência são aquelas músicas mais épicas do Accept e Saxon, que possuem aqueles coros fantásticos, como "Metal Heart" ou "Crusader", por exemplo.


Metal épico e melodias grandiosas, riffs cavalgados, teclados para dar ainda mais clima de trilha sonora e grandes refrões. Os suecos são mesmo mestres na arte de criar melodias cativantes. Certo que o Civil War não apresenta grandes novidades, mas também não dá pra tratar a banda como um "derivado" do Sabaton apesar das semelhanças de sonoridade, pois a banda tem inegáveis qualidades e a musicalidade tem a pompa e grandiosidade que o estilo propõem. Tudo muito bem feito, em uma excelente qualidade de gravação.


Se você aprovou o debut de 2013, "Killer Angels", e curte esse estilo épico, vai abraçar com muito prazer "Gods and Generals", e é cantar de punhos cerrados e a plenos pulmões junto com os coros e refrões pra lá de cativantes, em hinos como "Bay of Pigs", "Back to Iwo Jima" e a faixa título "Gods and Generals".

Texto: Carlos Garcia
Revisão: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Lançamento: Napalm Records

Petrus and Rikard: Guitars
Patrik: Vocals
Mullback: Drums
Myhrer: Keys



    War of the world
    Bay of pigs
    Braveheart
    The mad piper
    USS Monitor
    Tears from the North
    Admiral over the oceans
    Back to Iwo Jima
    Schindler's ark
    Gods and generals


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