quinta-feira, 30 de junho de 2016

Tropa De Shock: Ainda Muito a Oferecer ao Metal Nacional





Muitos, que são residentes da grande São Paulo ou sob outros cantos do estado, com certeza já fez varias aventuras pelo litoral de Santos. Afinal, quem nunca fez um bate volta, passou as férias ou o final de ano num sol escaldante tomando aquela água salgada e admirando as belas praias? Mas não é só de virtudes turísticas que Santos se tornou popular, a veia cultura e artística sempre esteve no coração da baixada, vide o futebol, que tem um time que é uma das quatro forças de São Paulo, revelando grandes jogadores como Pelé, Coutinho e Pepe. No Heavy Metal não é diferente, lendas como Vulcano e Santuário despontaram em diversos cantos do país com sua música, reverenciando espaço para grandes nomes da atualidade, entre eles o Shadowside e o Vetor.  Até meio que despercebido, eis que no meio dessa turma toda há uma banda que já dura duas décadas, Tropa De Shock, que acaba de lançar “Inside The Madness”


Sucedendo o “Immortal Rage” (2012), a banda não impõem irrelevâncias nesse que é o seu sétimo disco de estúdio. Pra quem já acompanha há um bom tempo, ou quem já acompanha desde cedo, vai continuar percebendo, sem segredo algum, o Heavy Metal tradicional rápido e azedo do quinteto, que são destacados pelos riffs de palhetadas fortes e guitarras sintetizadas, e apresentando  uma cara nova, Lucas Pelarin, para fazer dupla com o veterano Augusto Abade. A parte rítmica mantém o peso no seu devido lugar, colocando a frente os vocais super altos do Don, com influências do ‘Metal God’ Rob Halford, bebendo, como muitos, na fonte dessa influência chamada Judas Priest, numa roupagem mais atual e moderna, mas sem perder a essência e a raiz da coisa jamais. 



A produção, mixagem e masterização foram realizadas no Lion Productions, sendo assinadas pelo Don (vocal) e Marcio Minetto (bateria). E aqui percebemos uma sonoridade limpa, adepta aos padrões agressivos oitentistas que o grupo carrega até hoje, dando pra perceber cada detalhe nos instrumentos, eficazes, deixando o cérebro do ouvinte eletrocutado com o ‘Shock’ da tropa (fazendo trocadilho ao nome da banda). O layout é uma obra do artista Fernando Dias, ilustrando uma arte que mostra a atitude sonora do disco. 

Até então, este que assina esse review só conhecia o Tropa De Shock por nome, mas através de “Inside The Madness”, tive vontade em procurar saber mais de sua trajetória, já que os cinco carregam consigo gostos no qual eu comecei dentro do Metal, colocando aqueles conhecidos arranjos que só as bandas da NWOBH e o próprio Judas Priest fez nos anos 80, caprichando no peso e na melodia no disco todo. 

Cito de início, dentre os destaques, “I Broke My Mirrors’, que começa após a rápida introdução “Insanity Nightmares”, flertando nuances mais cadenciadas e rápidas. “Revelations My Mirrors” distingue os vocais ala Halford do Don, tendo a impressão que o próprio que está cantando a faixa; “Call My Name” puxa o lado tradicional do grupo, possuindo melodias fortes de guitarra e uma base rítmica precisa, além de sublimes solos. Mas em se tratando de equilíbrio, ouça “All My Reasons”, que faz uma sintonia perfeita entre harmonia e peso, durando 7 minutos de pura aula. “Afraid Of Hell” reverencia a fúria do grupo, sendo impossível parar de balançar a cabeça com o peso vindo das guitarras, assim como é na faixa seguinte, Slaved Anywhere, que há um DNA de Accept em todos os quesitos. 



O disco reserva duas faixas bônus, uma delas é um cover do cantor Pop italiano Gazebo, que ficou bastante interessante, tendo a participação do guitarrista Sérgio Murilo nos solos, e por fim, a power melódica “Freedom Again”.

Conheci a banda através desse trabalho, e pude descobrir também que já tinham grandes discos antes de “Inside The Madness”, uma história consistente e relevante. O Tropa ainda tem muito a oferecer para o Metal nacional, pois o tempo que estão na ativa já fala por si.

Podem adquirir sem medo!



Texto: Gabriel Arruda
Fotos: Divulgação
Edição/Revisão: Carlos Garcia


Ficha Técnica

Banda: Tropa De Shock
Ano: 2016
Estilo: Traditional Heavy Metal
Gravadora: Ms Metal Records/Voice Music

Formação
Don (vocal)
Augusto Abade/Lucas Pelarin (guitarras)
L. Hammier (baixo) 
Márcio Minetto (bateria)


Track-List

1. Insanity Nightmares 
2. I Broke My Mirrors 
3. Revelations of a Soldier
4. Call My Name 
5. Waiting for Another Way 
6. All My Reasons 
7. Inside the Madness

8. Afraid of Hell
9. A Silents Dark
10. Beyond the Sea
11. Slaved Anywhere

12. I Like Chopin
13. Freedom Again

Contatos







Tropa De Shock: Ainda Muito a Oferecer ao Metal Nacional





Muitos, que são residentes da grande São Paulo ou sob outros cantos do estado, com certeza já fez varias aventuras pelo litoral de Santos. Afinal, quem nunca fez um bate volta, passou as férias ou o final de ano num sol escaldante tomando aquela água salgada e admirando as belas praias? Mas não é só de virtudes turísticas que Santos se tornou popular, a veia cultura e artística sempre esteve no coração da baixada, vide o futebol, que tem um time que é uma das quatro forças de São Paulo, revelando grandes jogadores como Pelé, Coutinho e Pepe. No Heavy Metal não é diferente, lendas como Vulcano e Santuário despontaram em diversos cantos do país com sua música, reverenciando espaço para grandes nomes da atualidade, entre eles o Shadowside e o Vetor.  Até meio que despercebido, eis que no meio dessa turma toda há uma banda que já dura duas décadas, Tropa De Shock, que acaba de lançar “Inside The Madness”


Sucedendo o “Immortal Rage” (2012), a banda não impõem irrelevâncias nesse que é o seu sétimo disco de estúdio. Pra quem já acompanha há um bom tempo, ou quem já acompanha desde cedo, vai continuar percebendo, sem segredo algum, o Heavy Metal tradicional rápido e azedo do quinteto, que são destacados pelos riffs de palhetadas fortes e guitarras sintetizadas, e apresentando  uma cara nova, Lucas Pelarin, para fazer dupla com o veterano Augusto Abade. A parte rítmica mantém o peso no seu devido lugar, colocando a frente os vocais super altos do Don, com influências do ‘Metal God’ Rob Halford, bebendo, como muitos, na fonte dessa influência chamada Judas Priest, numa roupagem mais atual e moderna, mas sem perder a essência e a raiz da coisa jamais. 



A produção, mixagem e masterização foram realizadas no Lion Productions, sendo assinadas pelo Don (vocal) e Marcio Minetto (bateria). E aqui percebemos uma sonoridade limpa, adepta aos padrões agressivos oitentistas que o grupo carrega até hoje, dando pra perceber cada detalhe nos instrumentos, eficazes, deixando o cérebro do ouvinte eletrocutado com o ‘Shock’ da tropa (fazendo trocadilho ao nome da banda). O layout é uma obra do artista Fernando Dias, ilustrando uma arte que mostra a atitude sonora do disco. 

Até então, este que assina esse review só conhecia o Tropa De Shock por nome, mas através de “Inside The Madness”, tive vontade em procurar saber mais de sua trajetória, já que os cinco carregam consigo gostos no qual eu comecei dentro do Metal, colocando aqueles conhecidos arranjos que só as bandas da NWOBH e o próprio Judas Priest fez nos anos 80, caprichando no peso e na melodia no disco todo. 

Cito de início, dentre os destaques, “I Broke My Mirrors’, que começa após a rápida introdução “Insanity Nightmares”, flertando nuances mais cadenciadas e rápidas. “Revelations My Mirrors” distingue os vocais ala Halford do Don, tendo a impressão que o próprio que está cantando a faixa; “Call My Name” puxa o lado tradicional do grupo, possuindo melodias fortes de guitarra e uma base rítmica precisa, além de sublimes solos. Mas em se tratando de equilíbrio, ouça “All My Reasons”, que faz uma sintonia perfeita entre harmonia e peso, durando 7 minutos de pura aula. “Afraid Of Hell” reverencia a fúria do grupo, sendo impossível parar de balançar a cabeça com o peso vindo das guitarras, assim como é na faixa seguinte, Slaved Anywhere, que há um DNA de Accept em todos os quesitos. 



O disco reserva duas faixas bônus, uma delas é um cover do cantor Pop italiano Gazebo, que ficou bastante interessante, tendo a participação do guitarrista Sérgio Murilo nos solos, e por fim, a power melódica “Freedom Again”.

Conheci a banda através desse trabalho, e pude descobrir também que já tinham grandes discos antes de “Inside The Madness”, uma história consistente e relevante. O Tropa ainda tem muito a oferecer para o Metal nacional, pois o tempo que estão na ativa já fala por si.

Podem adquirir sem medo!



Texto: Gabriel Arruda
Fotos: Divulgação
Edição/Revisão: Carlos Garcia


Ficha Técnica

Banda: Tropa De Shock
Ano: 2016
Estilo: Traditional Heavy Metal
Gravadora: Ms Metal Records/Voice Music

Formação
Don (vocal)
Augusto Abade/Lucas Pelarin (guitarras)
L. Hammier (baixo) 
Márcio Minetto (bateria)


Track-List

1. Insanity Nightmares 
2. I Broke My Mirrors 
3. Revelations of a Soldier
4. Call My Name 
5. Waiting for Another Way 
6. All My Reasons 
7. Inside the Madness

8. Afraid of Hell
9. A Silents Dark
10. Beyond the Sea
11. Slaved Anywhere

12. I Like Chopin
13. Freedom Again

Contatos







domingo, 26 de junho de 2016

Secret Rule: Criatividade e Toques de Originalidade


O Secret Rule é uma banda italiana de Melodic Metal.  A banda é liderada pela excelente cantora Angela Di Vincenzo, que além de possuir um timbre bonito e agradável, mostra técnica e versatilidade, e o atual line-up do grupo inclui músicos notáveis ​​como o tecladista Henrik Klingenberg (Sonata Arctica) e o baterista Sander Zoer (ex Delain). Em outubro de 2015 a banda entrou em estúdio para a gravação de seu segundo álbum, com participação de convidados especiais, como Stefan Helleblad (Within Temptation), Timo Somers (Delain), Fabio D 'Amore (Serenity) e Janneke De Rooy (Paper Doll Decay).  (English Version)

“Machination”  foi lançado sexta, 24 de Junho de 2016, pelo selo Scarlet Records,  e tem uma sonoridade bem moderna, mas muitos elementos tradicionais e progressivos podem ser encontrados, a primeira música “Ex – Maquina” merece atenção para os teclados em sua ótima introdução, e note que os efeitos mais eletrônicos passam um clima mais "frio" e mecânico, acompanhando o tema da letra.  O álbum segue com “The Saviour”, um pouco mais agitada, com uma pegada mais "rocker" que a canção anterior,  foi a música escolhida para divulgação do álbum.  “I have the Sun” é uma canção agradável, numa linha mais alternativa, alguns elementos progressivos e até algo de Gothic Metal, com Angela usando tons mais altos (às vezes lembra sua conterrânea Cristina Scabbia). Destaque para o solo de guitarra, sabendo como soar técnico e legal ao mesmo tempo.


Apesar de atualmente as bandas com vocais femininos estarem em evidência, a banda mostra bastante originalidade, como na canção “Dolls”, com a participação de Janneke De Rooy nos vocais  e Fabio D'Amore no baixo.  A música “I Will” tem uma ótima energia, com certeza uma das melhores do álbum. “The Image” mais lenta do que as canções anteriores também merece destaque especial, especialmente pelo trabalho de vozes. “You’re the Player”, também com uma pegada mais direta, mostra personalidade logo nos primeiros riffs, a música conta com a participação de Timo Somers guitarrista do Delain.

Durante o álbum inteiro a bateria de Sander Zoer soa de forma empolgante, variando bastante, aliás, um acréscimo com relação ao álbum anterior. As guitarras de Stefan Helleblad roubam a cena em “Your Trap”, os efeitos eletrônicos no meio da música  deixam um clima meio industrial. “Foolish Daisy” tem mais uma vez a participação de Janneke nos growling vocals, destaque aqui também para as linhas de teclado, que aliás, alternam muito bem o moderno com o tradicional durante o álbum.

A música “Short Stories” é bem pesada, Angela canta com vigor, casando perfeitamente com a velocidade da guitarra e da bateria. “A Mother” é uma boa música, mais emocional, com menos peso e mais tranquila no início e com uma explosão no refrão, escolha perfeita para o encerramento do álbum.



Foi a primeira vez que ouvi a banda e com certeza ouvirei mais vezes. O álbum é interessante do início ao fim, criativo e com toques de originalidade. Ouvi todas as canções sem pular nenhuma. Uma ótima indicação para que busca sempre conhecer novas bandas.

Texto: Raquel de Avelar
Edição e Revisão: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Secret Rule
Álbum: "Machination" (2016)
País: Itália
Estilo: Female Fronted Metal, Progressive/Melodic Metal
Produção: Tue Madsen
Selo: Scarlet Records

Watch "The Saviour" video


Line-Up


Angela Di Vincenzo – Vocals
Andy Menario – Guitar
Henrik Klingenberg – Keyboards
Sander Zoer – Drums
Michele Raspanti – Bass

Special Guests
Stefan Helleblad (Within Temptation)
Timo Somers (Delain)
Fabio D’Amore (Serenity)
Janneke De Rooy (Paper Doll Decay)