quinta-feira, 26 de maio de 2016

Entrevista - Losna: O Amargo do Underground Gaúcho

Fala galera que acompanha a Road To Metal, hoje vamos falar sobre a banda de Thrash Metal de Porto Alegre, LOSNA, formada pelo trio Fernanda Gomes (Baixo e vocal), Débora Gomes (Guitarra) e Marcelo Índio (Bateria).

Fernanda

Marcelo

Débora
A Losna vem destilando seu som amargo desde 2004. A banda propaga fúria e violência através de riffs cortantes, baixos alucinados, bateria destrutiva e vocais urrados! Podemos dizer que o som da banda é um Crossover de Thrash Metal, Old School Hardcore e pitadas de Death Metal. “Procuramos extravasar de modo poético, contundente e profano.” O terceiro álbum lançado, intitulado “Another Ophidian Extravaganza”, conta com 11 sons ácidos.


É comum toda banda falar que seu novo álbum é o melhor de sua carreira, em alguns casos é uma afirmação que os fãs e mídia corroboram, mas muitas vezes isso é somente para promover o lançamento. E no caso de “Another Ophidian Extravaganza”, que tem recebido comentários como sendo seu melhor trabalho, qual o sentimento de vocês a respeito disso? Consideram realmente este seu melhor, mais maduro e completo álbum?

Débora- Cada álbum tem sua peculiaridade e marca um registro sonoro que resume bem os momentos da criação. Não necessariamente achamos que o último seja o melhor, mas certamente nos empolgamos com as “novidades”, então dá mais vontade de falar mais sobre ele, de tocar suas músicas, é um apego ao “sabor do momento”...

E quanto a receptividade e a questão de distribuição e vendas do álbum, estão tendo os resultados esperados?

Débora- É impossível falar em vendas quando se trata de uma banda independente como a Losna. Rola algumas vendas de álbuns em shows e através de redes sociais, mas a maioria dos CDs são destinados à divulgação do som mesmo, nada de lucros monetários exorbitantes. Estamos muito longe dos mercenários midiáticos “bem sucedidos”.

Nos falem um pouco mais a respeito da arte da capa e do título do disco. Como surgiu a idéia, e quais os significados?

Fernanda- Gostamos muito do trabalho do Tiago Medeiros, ele transmuta graficamente o nosso som de modo muito bem lapidado. Neste trabalho ele captou a essência demoníaca do espírito absíntico: um misto de morte, caveirismo e liberdade, personificada no elemento central com seu olhar ofídico. A atmosfera ao redor vem complementar com vapores e fumaças esverdeadas os contornos libertinos da mente esquiva do personagem.


A banda Losna sempre recebeu elogios pelo conteúdo lírico, gostaria que vocês comentassem sobre a importância disso em um trabalho e também sobre os temas que a banda gosta de abordar em suas letras.

Fernanda- Nas letras nós costumamos nos inspirar no caos, refletir nosso âmago, expelir frustrações e gritar por revolta... os temas são variados, mas o que há de comum é a violência e a brutalidade. Em Amaro Sapore, por exemplo, abordamos os problemas da exploração em massa, tanto dos animais que engordam no pasto e são abatidos precocemente, quanto da mega exploração agroindustrial que degrada o meio ambiente. Também menciona a fertilização de campos com cadáveres humanos, a exploração do homem comum que precisa trabalhar para viver porcamente restando-lhe apenas sonhar com maravilhas inalcançáveis como carros esportivos de luxo, mansões e fortunas, e enquanto isso, o homem excluído pratica forçosamente o “freeganism” comendo lixo e o ricaço “bem-nascido” não precisa fazer nada para se manter e viver uma vida de rei. Somente um “gangster” consegue ultrapassar os limites e mudar sua condição de vida de pobre para magnata... Só assim existe ascensão.

Já em Serpent Egg, temos a descrição de uma estrutura comum a muitas espécies de animais e que é o símbolo da esperança, da transmutação, ou seja, o ovo. Essencialmente garimpado da ideia do sueco Ingmar Bergman, esse ovo decepciona ao revelar a serpente que nasce de seu interior. Seus olhos fendilhados, suas escamas, seu sangue frio... apocalíptico.

Animal Instinct revela um lado obscuro de um assassino que acredita ter cometido o crime perfeito. É a sensação plena da supremacia que brota na fera, o ato consumado e.... o prazer.

As outras letras, cada qual com a sua temática, também são “malvadas” assim... Gostamos bastante da Back to the Grotto, é sobre a “involução humana” e o cérebro reptiliano...

O que a banda vem buscando para melhorar as questões, de produção musical, promoção e divulgação da banda, e claro, também do espaço para shows? Vejo que a Losna trabalha essas questões, e acredito que muitas bandas passam por mais dificuldades por não encarar a carreira mais profissionalmente, pois sem investimento é ainda mais difícil.

Fernanda- Nós contamos com a assessoria da Débora da Metal Media, juntamente com o seu companheiro, Rodrigo Balan, que é gente do meio underground e faz um trabalho sensacional. Sempre temos ótimos contatos com zines e sites de pessoal engajado, como o Máquina do Metal, por exemplo. E uma coisa vai chamando a outra... esses tempos recebemos o convite para participar de uma coletânea do Cangaço. É assim: um “boca a boca” que funciona!

Já sobre a questão dos espaços pra shows realmente é difícil. Mas vez por outra nos esbarramos em algum “espartano” que organiza com esmero e dedicação, e do jeito que dá alguma coisa e então rola um show... Realmente, não está nada fácil!

Na visão de vocês, o público Metal tem mantido uma fidelidade, apoiando e adquirindo materiais, comparecendo aos eventos? Vemos todos os dias produtores falando a respeito de baixo público em eventos. Na percepção de vocês, quais seriam os grandes empecilhos que as bandas encontram?

Débora- As criaturas levam uma vida virtual, tudo se dá através de uma tela, vivem suas vidas dentro de uma cápsula onde o mundo é perfeito. Penso que não saem para a rua com temor do apocalipse ou de encararem a realidade.

Quais os planos da banda para 2016?

Débora- Já estamos compondo sons novos para o quarto álbum da Losna, faremos uns videoclipes e shows por aí. Mas sempre mantendo o espírito livre e alucinado!

Losna, obrigada pela entrevista, fica aqui o espaço para sua mensagem a todos bangers e leitores da Road To Metal.

Fernanda- Sempre que puderem ter a chance de fazer acontecer não desperdicem energias! Pratiquem suas necessidades primitivas de seres adoradores do que há de melhor neste universo underground. Vandalizem as regras burocráticas, quebrem os paradigmas, lutem pelo seu lugar no oculto e se revelem mesmo que nas sombras.

Débora- Quem quiser sentir nas veias um som amargo e visceral procure pela Losna nas redes sociais, youtube, site: losna.com.br e nos shows da vida por aí...

Fernanda e Débora- Agradecemos a ti Deisi, e a Road Metal por esse espaço gentilmente disponibilizado. Saudações ofídicas e extravagantes!

Nós que agradecemos! O próximo show da banda será no Metal Celebration VII, dia 28-05 no Centro Cultural Marcelo Breunig em Campo Bom-RS.



Entrevista por: Deisi Wolff

Revisão/edição: Renato Sanson

terça-feira, 24 de maio de 2016

Metal Church: Mais uma Vitória do Metal "Old School"


E mais de duas décadas depois, Mike Howe volta a ocupar o posto de vocalista do Metal Church, e é sem dúvidas o cara para ocupar esse posto, coisa que ficou bem clara lá em 88, quando substituiu David Wayne (falecido em 2005, responsável pelos vocais dos dois primeiros, e hoje já podemos dizer que possuem status de clássicos, “Metal Church” e “The Dark”), até a banda parar com as atividades em 94. Em 98 tivemos o retorno com a formação clássica, com Wayne nos vocais, permanecendo até 2001, quando novamente deixou o grupo (lançou um álbum com sua banda "Wayne", chamado "Metal Church").

Desde então, a banda tem lançado até bons álbuns, mas sem a mesma consistência dos álbuns com Wayne e Howe, e em 2014 a notícia da volta de Howe foi recebida com alegria e expectativa. Bom, e as melhores expectativas se tornaram realidade com “XI”, que resgata a força e identidade da banda, com Howe e seu vocal rasgado praticamente intacto, e a sonoridade do Metal Church parece ter se revigorado, trazendo aquele Metal carregado de riffs marcantes (Kurdt e Van Zandt despejam riffs e solos que poderiam figurar tranquilamente nos clássicos primeiros álbuns com Wayne e Howe), com um pé no Thrash e boas doses de melodia.


“Reset” abre o álbum com um riff bem tradicional e marcante, direta e veloz, e Howe e a banda mostrando que estão de volta aos bons tempos. Destaque para o vocal furioso de Mike Howe, que também arrisca notas mais agudas e “ríspidas” (Howe, para situar o pessoal que talvez não conheça,  tem aquele timbre no estilo do Tornillo); “Killing Your Time” também segue em um andamento mais acelerado, com bases e riffs perfeitas para a arte de bater cabeça. Impossível não sentir um cheirinho de nostalgia, a começar pela capa, que lembra a do primeiro álbum.

“No Tomorrow”, que foi o primeiro single e clipe do álbum,  inicia com uma base acústica, para logo  descambar em uma montanha de riffs acompanhados pela cozinha pesadona (Jeff Plate está descendo a mão, e os pés, sem dó), grande refrão, música talhada para levantar o povo nos shows; “Signal Path” tem algo naquela veia “balada pesada” que a banda fez tão bem diversas vezes (como na definitiva “Watch the Children Pray”). Em um andamento mais meio tempo e linhas vocais mais melódicas, tem, possivelmente, o refrão mais marcante do álbum. Áspera, pero sin perder la ternura! Baita música! Como dizemos aqui no RS. 

“Sky Falls Inn” tem um andamento mais arrastado e pesado, linhas vocais e de guitarra mais melodiosas, além de algumas intervenções acústicas e um algo de heavy blues. Bom, o álbum, como eu disse antes, é um retorno àquela identidade da banda nos anos 80 e 90, tem um cheiro de nostalgia, sonoridade Old School, mas nada datado, até porque esse tipo de som é atemporal, e ainda a produção muito boa deixa tudo muito atual.

“Needle & Suture” também é direta ao ponto, aquela típica que escancara aquele pézinho da banda no Thrash; “Shadow” é mais cadenciada, pesada e com um ar meio sombrio; “Blow Your Mind” começa em suspense, com uma introdução um pouco longa, ganhando peso e seguindo um andamento mais arrastado; “Soul Eating Machine” é dinâmica e naquele andamento mais veloz, com ótimos riffs e melodias, puro Metal Church anos 80; “It Waits” também vem no estilo baladona pesada. Plate e Unger vão marcando o início, e a somados aos dedilhados da guitarra (com um algo de psicodelismo), dão fundo para vocais sussurrados de Howe.


Suffer Fools” é outra bem “na cara”, dinâmica e com aquele andamento mais rápido, bem tradicional, no estilo que o Accept também fazia tão bem; “Fan the Fire” segue a mesma linha, com variações bem interessantes no andamento, Metal tradicional Old School, fechando o trabalho.

O que temos em "XI" é uma banda que novamente se encontrou e se motivou, e muito se deve ao retorno de Howe, em um álbum que resgata as características tradicionais do Metal Church. Heavy Metal carregado de tudo que o fã Old School adora, envolto em uma ótima sonoridade e produção, e de modo algum soa datado, como alguns podem deduzir. O Metal Church surgiu e foi lançando grandes álbuns, e se não chegaram a ter um patamar de lenda nos dias de hoje, devido a alguns percalços, mostraram que retomaram o fôlego pra conquistar um lugar de maior destaque novamente. Isto é Heavy Metal senhores, é Metal Church!


Edição e texto: Carlos Garcia

Banda: Metal Church
Álbum: "XI"
Pais: EUA
Estilo: Metal Tradicional
Selo: Shinigami Records
Adquira o álbum na Shinigami

Line Up:
Kurdt Vanderhoof: Guitarras
Mike Howe: Vocais
Steve Unger: Baixo
Jeff Plate: Bateria
Rick Van Zandt: Guitarras



Track List:
01. Reset
02. Killing Your Time
03. No Tomorrow
04. Signal Path
05. Sky Falls In
06. Needle and Suture
07. Shadow
08. Blow Your Mind
09. Soul Eating Machine
10. It Waits
11. Suffer Fools

Site Oficial




sábado, 21 de maio de 2016

Unleashed: Intacta integridade Death Metal


Integridade musical é um atributo que se deve levar em consideração, ainda mais nos inconstantes dias de hoje. Dentro do Death Metal, não é diferente. Há bandas que a mantém passados 10, 20 anos, e não fazem nenhuma questão de mudar. 

A sua sonoridade peculiar é o que denota sua identidade, seja nas guitarras, na voz, na bateria ou o que for. Seguindo este panorama, os suecos do UNLEASHED são uma prova "provada" desta integridade. Na cena desde o longínquo 1989, eles não têm a mínima vontade de mexer uma palha na sua música. “Dawn Of The Nine” é seu 12º álbum de estúdio e continua trazendo o Tradicional Death Metal carregado de riffs pesados trabalhando severamente para deixar a música extremamente pesada. Aqui não há abuso da velocidade; o que se dá ênfase é no primoroso trabalho de guitarra. 


A dupla Frendrik Folkare e Tomas Olsson não economiza na variação de riffs e traz uma pedrada seguida da outra. Em determinados pontos, ouvimos partes que remetem diretamente ao Thrash Metal, denotando uma salutar veia de variação a fim de que não caia no ostracismo e na simples repetição de sua construção musical. A dupla baixo/bateria desempenha um trabalho fundamental, no sentido que toca com fúria sem perder a técnica necessária. Quando exigida, a batera de Anders Schultz desce a lenha e não deixa pedra sobre pedra, enquanto Johnny Hedlund além de vociferar como um urso arisco, esmigalha as cordas do seu baixo sem cerimônia. 

O trio de sons que abre o álbum é de matar: ‘A New Day Will Rise’, ‘They Came To Die’ e ‘Defenders Of Midgard’. Lá adiante ‘Land Of The Thousand Lakes’ faz uma boa de uma preza; a faixa título arrastada capricha no refrão e no excelente trampo de baixo (bem audível); ‘Welcome The SonOf Thor’ fecha o disco trazendo bons solos. A temática da banda, como sempre, trata da cultura nórdica, fazendo referência a Odin, Thor e outras divindades Vikings. Vale lembrar que a UNLEASHED foi uma das pioneiras nesta temática, servindo de influência para muitas bandas posteriormente. 


A produção ficou com o guitar Fredrik Folkare e traz a crueza típica no som da banda. A produção gráfica de ‘DawnOf The Nine’ apesar de simplória é de muito bom gosto, com uma bonita capaem tons verde, desenhada pelo artista sueco Par Olofsson. Trata-se de um legítimo disco do UNLEASHED (desculpe a redundância), quem conhece sabe o que encontrar; quem não conhece, além de ser uma heresia (!), é uma boa oportunidade de passar a conhecer a banda, inclusive os outros discos de sua bela discografia.

Texto: Marcello Camargo
Edição: Carlos Garcia


Lançamento: Nuclear Blast Records/Shinigami Records


Line-Up:
Fredrik Folkare– guitars
Tomas Olsson – guitars
Anders Schultz – drums
Johnny Hedlund – vocals

Tracklist:
1. A New Day Will Rise
2. They Came to Die
3. Defenders of Midgard
4. Where Is Your God Now?
5. The Bolt Thrower
6. Let the Hammer Fly
7. Where Churches Once Burned
8.Land of the Thousand Lakes
9.Dawn of the Nine
10.Welcome the Son of Thor!


Lyric Video Oficial:

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Visions of Atlantis: Apresentando a Nova Formação e Revisitando o Passado




O Visions of Atlantis é uma banda austríaca, fundada em 2000. A primeira vez que ouvi a banda foi por indicação de um amigo que me disse que eu gostaria devido à sonoridade semelhante ao Nightwish.

Desde a sua fundação, a banda passou por várias mudanças em sua formação.

Em dezembro de 2013, o baterista Thomas Caser anunciou a reunião dos membros fundadores do Visions of Atlantis, retornaram ao grupo Werner Fiedler (guitarra), Chris Kamper (teclados e sintetizadores) e Mike Koren (baixo). Para os vocais foram recrutados Siegfried Samer (da banda Dragony) e a soprano francesa Clémentine Delauney (Ex- Serenity e Ex - Whyzdom). Segundo Thomas a ideia era tentar criar um som próximo ao feito nos dois primeiros álbuns: “Eternal Endless Infinity" ( 2002) e  "Cast Away" ( 2004 ).

Apesar da banda ter realizado vários shows, participando inclusive de festivais,os fãs esperaram quase 3 anos para o lançamento de material com a nova formação. Mas agora a espera acabou com o lançamento do EP "Old Routes - New Waters", O Visions of Atlantis regravou alguns dos seus clássicos para apresentar os novos vocalistas, esta é uma oportunidade para mostrar como o próximo álbum pode soar.



Como eu já conhecia o trabalho da Clémentine Delauney como vocalista feminina do Serenity e também por suas apresentações ao vivo com o projeto Eve’s Apple (o projeto foi extinto em 2013 e contava com várias vocalistas de bandas de Metal Sinfônico ), não tive dúvidas de que seria uma excelente adaptação.

O EP começa com a faixa “Lovebearing Storm” ( canção do primeiro álbum "Eternal Endless Infinity") que logo de cara mostrou-se uma escolha acertada para este trabalho, os vocais de Clémentine soam impecáveis assim como a parte instrumental da qual não notei muitas mudanças. Já na segunda música, “Lost”, a minha favorita da banda, senti certa dúvida se realmente gostei dos vocais de Siegfried, acho que preciso ouvir a versão algumas vezes para ter certeza.

A terceira faixa, “Winternight”, para mim é a mais bonita do EP, bela e suave balada com arranjos orquestrais e piano, onde mais uma vez Delauney tem uma interpretação perfeita. "Seven Seas" é a penúltima faixa do EP, nessa canção a voz de Siegfried me soou mais agradável. E para fechar com chave de ouro a emocionante "Last Shut of Your Eyes" do álbum "Cast Away", esta é a terceira versão para a música e não sei dizer qual delas eu gosto mais ( a segunda foi lançada no EP "Maria Magdalena" de 2011, com Maxi Nil nos vocais).

Clémentine, em cena do novo clipe para "Winternight"

De modo geral as versões não decepcionam, a banda está no caminho certo para fazer um som semelhante ao dos primeiros álbuns. Gostaria de ter ouvido pelo menos uma inédita para sentir o gostinho do que teremos para o próximo álbum. Quem gosta de Visions of  Atlantis não se decepcionará com "Old Routes - New Waters".

Texto: Raquel de Avelar
Revisão e Edição: Carlos Garcia

Banda: Visions of Atlantis
Álbum: "Old Routes, New Waters"
Estilo: Symphonic Metal
País: Áustria
Selo: Napalm Records