Curta Road to Metal no Facebook!

sábado, 22 de novembro de 2014

Korzus: Peso, Porrada, Agressividade e Devastação que Dispensa Comentários!


Fazer Heavy Metal sob qualquer gênero dentro dele não é uma tarefa fácil e comum, ainda mais o Thrash Metal, que é um estilo que exige inteligência, peso e, principalmente, força, vindoura de bandas como Metallica, Anthrax, Megadeth e Slayer (quarteto hoje conhecido, merecidamente, como Big Four), e também, ainda na cena norte americana, o movimento da “Bay Area”, sendo o Exodus uma das minhas favoritas. O Thrash Metal foi bem representado e priorizado na Europa também, mas, aqui no Brasil, temos uma cena rica, que a todo instante revela bandas novas, tendo o Sepultura como a pioneira e cabeça de chave. Mas, atualmente, os paulistanos do Korzus é que vem sendo a principal banda nesse estilo dentro da cena do Metal nacional, por tudo que mostrou nos últimos anos.

Desde 1983 (31 anos na bagagem), o grupo, que foi fundado por Marcello Pompeu (vocal) e Dick Siebert (baixo) coleciona momentos de pura satisfação e honra dentro da carreira, sendo uma delas a memorável apresentação que fizeram na 4º edição do Rock In Rio, em 2011, e de outras lembranças que daria pra escrever uma biografia sobre a banda. Mas nem tudo do Korzus foi de puras alegrias, tendo, logo nos primeiros anos de banda, que superar a dor da morte do seu baterista na época (Zema), constantes mudanças de formações nos anos 90 e de problemas internos, que quase resultaram no fim da banda. Mas isso tudo não foi de motivo de desistir, abaixar a cabeça e parar, muito pelo contrario, a banda seguiu e ainda segue “Lutando pelo Metal”, fazendo jus à clássica canção que está presente na coletânea SP Metal II.


Passados quatro anos após o lançamento do aclamado “Discipline Of Hate”, disco que ganhou bastante receptividade e elogios não só de nós brasileiros, mas também do público europeu e americano, e com a ajuda da gravadora alemã AFM Records, a banda vem ampliando a sua legião de fãs no exterior. E falando em legião, o grupo acaba de lançar seu 7º disco, denominado “Legion”, que vem pra sustentar todo esse ganho que a banda conquistou até então. E sem medo, eu posso dizer: "DISCO SENSACIONAL"; peso, porrada, agressividade e devastação que dispensa comentários. Registro que mostra, mais uma vez, que a banda está no auge da carreira.

Com 13 faixas de colocar dores nos pescoços e câimbras em qualquer parte do corpo, “Legion” é um disco ainda mais tarimbado e preciso, atualizado com o que o Heavy Metal oferece nos dias hoje, mas que não deixa de ser "Korzus" em momento algum.

A formação está bem consolidada, sendo a melhor de toda a história da banda, que além do Pompeu e do Dick, que estão a mais tempo no Korzus, foram juntando-se a banda músicos de qualidade, que ajudam tanto na parte de composição e produção, que é o caso do guitarrista Heros Trench (um ótimo produtor ao lado do Pompeu), Antônio Araújo (que vem suprindo muito bem a vaga deixada por Silvio Golfetti) e do baterista Rodrigo Oliveira (que é uma máquina tocando).


“Lifeline” abre o disco de forma tradicional, com uma curta introdução de aquecimento, pesada e melodiosa ao mesmo tempo para que, logo em seguida, quebrar tudo com os riffs matadores do Heros e do Antônio, com os vocais fortes carregando toda a experiência de Marcello Pompeu; sem qualquer intervalo, a curta e rápida “Lamb” já entra na porradaria total, com uma pegada mais cross-over que lembra o Ratos de Porão, onde o Rodrigo Oliveira não sente nenhum dó de sua bateria, sentando o braço; E para acabar de quebrar o pescoço curtindo o disco, “Broken”, que embora diminuindo o velocímetro, espanta com o poder das guitarras, principalmente dos solos da dupla Heros/Antônio, que são muito bem trabalhados e com melodia.

Como de costume, o Korzus sempre coloca uma faixa cantada em português em todos os discos que lançam. No “Legion” a bola da vez é a faixa “Vampiro”, destacando novamente a pegada "monstra" do Rodrigo Oliveira e com a fúria do Dick Siebert passada através de seu baixo, acompanhado por riffs devastadores e os vocais marcantes do Pompeu.


“Die Alone” mostra como a banda está bem entrosada em estúdio, e fica cada vez melhor com o passar do tempo, tendo uma ótima troca de informações com os ritmos de bateria do Rodrigo e os acordes de baixo do Dick; “Purgatory” é perfeita no que se diz respeito a destruição, e vai cair bem nas tradicionais “Wall Of Death” dos futuros shows da banda; “Self Hate” é uma das faixas mais ousadas e experimentais do disco, com um dinamismo nos solos, também.

Demais destaques ficam por conta de “Bleeding Pride” (primeiro single de divulgação), “Devils Head”, e a longa faixa que dá o nome ao disco, “Legion”, uma das melhores que a banda gravou até agora, além de ter um solo agressivo, parte do Heros e do Antônio, é ao mesmo tempo bonito e cativante.
Não tenho mais nada a dizer, além de bater palmas pra esta grande banda, que mais uma vez nos brinda com um grande trabalho, e como diz o título, dispensa maiores comentários, é só apreciar, qualidade eles já demonstraram que têm de sobra, e nada mais precisam provar.

“Vai Vampiro/Sugar Mais um”

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Korzus
CD: Legion
Ano: 2014
Tipo: Thrash Metal
Selo nacional: Voice Music
Selo internacional: AFM Records

Formação
Marcello Pompeu (vocal)
Heros Trench (guitarra)
Antônio Araújo (guitarra)
Dick Siebert (baixo)
Rodrigo Oliveira (bateria)



Track-List
1. Lifeline
2. Lamb
3. Six Seconds
4. Broken
5. Vampiro
6. Die Alone
7. Apparatus Belli
8. Time Has Come
9. Purgatory
10. Self Hate
11. Bleeding Pride
12. Devil’s Head
13. Legion

Saiba mais sobre a banda




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Entrevista - Animal House: Superando Dificuldades em Nome do Som Pesado

A banda paranaense ANIMAL HOUSE foi formada em 2010 pelo vocalista Mutley Animal. Com a proposta de fazer um som que fugisse da mesmice e com influências de nomes como Black Label Society, Chrome Division, Motorhead, Pantera, entre outros, o grupo lançou seu primeiro trabalho, FIRST BLOOD, em 2012. Prestes a lançar um novo trabalho (intitulado LIMBO), o Road to Metal bateu um papo com a banda. Boa leitura!


Road to Metal: De onde surgiu a idéia pra formar a banda e quais as principais influências do grupo no seu início?

Mutle¥: A ideia de montar uma banda surgiu quando eu ainda morava em Maringá/PR. Eu estava descontente com a cena local, achava as bandas que ali figuravam fracas e repetitivas, isso sem contar a avalanche de bandas cover que se apresentavam em eventos picaretas. Queria fazer algo diferente daquilo que estava sendo feito, algo único. Muitas pessoas compareciam aos eventos pra ver essa ou aquela banda para tocar essa ou aquela música de uma outra banda maior. Eu não queria isso, eu queria que as pessoas fossem ver ANIMAL HOUSE pra ver a ANIMAL HOUSE, pra ver as músicas da ANIMAL HOUSE, e não ouvir a música de alguma outra banda.

A banda tinha membros diferentes, cada um com suas influências, eu puxava algo mais na linha Hard N’ Heavy, era e ainda sou muito fã de bandas como Mötley Crüe, Thin Lizzy, ZZ Top... Conforme o tempo foi passando, a banda acabou desenvolvendo sua musicalidade própria, justamente o que eu queria. Se for parar pra analisar, as bandas que mais me espelhei na época da gênese da ANIMAL HOUSE foram Pantera, Chrome Division (os 2 discos iniciais na verdade), Motörhead e Black Label Society. Mesmo os nossos trabalhos hoje, que estão bem mais puxados para uma linha Heavy Stoner e Southern, ainda carregam muita influência dessas quatro bandas.

RtM: Uma banda nova, principalmente se executa um Rock mais pesado, passa sempre por dificuldades. Desinteresse do público, músicos por vezes sem o foco necessário, etc... O grupo passou por estes problemas? Como seguir em frente com um cenário até certo ponto, desfavorável?

Mutle¥: Sim, e como passou. Eu mencionei em entrevistas anteriores que chegou um momento onde a ANIMAL HOUSE foi completamente boicotada dos eventos locais. Chegou ao absurdo de na véspera de um evento, o produtor desse evento me falar que nós estávamos fora do cast, por que a banda principal (uma banda da cidade que tem até uma certa representação no cenário nacional) disse que não queria que tocássemos nesse evento.

Outra situação bastante humilhante foi quando a ANIMAL HOUSE foi convidada para fazer a abertura de um show de Ozzy Osbourne cover, e a produtora do evento disse que tocaríamos de graça. Eu recusei. Disse que não iria prostituir meu trabalho, e que como havia músicos dessa formação naquela época que não residiam na cidade, seria necessário ao menos uma ajuda de custo. Além de que estávamos começando os preparativos do FISRT BLOOD, e estúdio não é barato. Perguntei ainda se caso oferecessem para que a banda dela (outra banda que também vem ganhando bastante expressão nacionalmente) tocasse de graça se ela aceitaria. Depois disso também a ANIMAL HOUSE nunca mais foi convidada para eventos locais.

A verdade é que esse tipo de coisa acontece muito, em todos os lugares. Muita gente fala em união e amizade dentro do Metal, mas isso é mesmo da boca pra fora. Existe muita inveja e intriga dentro da cena. Ao invés de as bandas se unirem para construir algo sólido, é como se estivessem competindo por alimento em tempos de escassez. Um querendo puxar o tapete do outro, um querendo prejudicar o outro. Se não me engano, é nos extras do DVD Alive II do Anthrax, há uma entrevista com a banda. E em um determinado momento, um dos músicos comenta sobre aquilo que chamaram de Mercedes Tour. Onde o Anthrax e pelo menos mais umas três bandas, se juntaram em quatro ou cinco carros, e saíram viajando de cidade em cidade procurando lugar pra tocar. Ninguém pensou em lucro, queria apenas pessoas para dividir as despesas.

Acho que falta esse tipo de união na cena. Lá fora, todo mundo se uniu para construir algo sólido, por isso que a cena lá é forte e se reinventa, aqui como eu disse, cada um por si. È triste, mas temos que aceitar a realidade de que vivemos em um país onde você prejudicar o outro em prol de benefício próprio é cultural e socialmente aceito.

Sobre seguir em frente, quando fundei a ANIMAL HOUSE eu decidi que a banda sempre seria maior e mais forte do que qualquer obstáculo que encontrasse. E está sendo. As coisas podem até não caminhar da forma como planejei, mas estamos na ativa, trabalhando, compondo e mostrando nosso som. Motivos pra desistir foi o sem dúvida o que não me faltaram. Mas ainda tenho muitas músicas novas pra escrever com a banda.

Leia nossa resenha AQUI.

RtM: “First Blood” foi lançado em 2012, e foi o cartão de visitas da banda.  Como foram as sessões de gravação?

Mutle¥: Caseiras. Literalmente. A saída dos integrantes originais além de bastante desagradável me deixou com um pepino na mão, entre elas, dívidas de estúdio. Mas com eu disse na pergunta anterior, ANIMAL HOUSE é e sempre será maior que seus percalços.

Consegui renegociar e quitar as dívidas pendentes. Consegui um produtor e sempre que precisávamos gravar, todos levavam os equipamentos em casa, plugávamos no PC e passamos literalmente dias focados. Todo mundo se empenhou muito. O problema foi o timing, eu estava de mudança para Santa Catarina na época, além de cursar duas pós-graduações ao mesmo tempo.

Então entre mudança, estudos, banda e procurar trabalho em outro estado da pra imaginar que ficou bem corrido. O produtor que contratei estava fechando com um dessas duplinha nojentas de sertanejo universitário na época e estava levando os compromisso com o FIRST BLOOD empurrando com a barriga. Na verdade, eu exigi que ele remixasse o disco pelo menos umas três vezes antes da versão final. Eu já comentei também em entrevistas anteriores que não fiquei 100% satisfeito com a qualidade do produto final, mas para a época, visto tudo que eu tinha que fazer, precisei deixar passar algumas coisas.

Mas eu fiquei sim muito orgulhoso com o trabalho, e devo muito aos músicos que estavam comigo na época, Arion e José Augusto. Apesar das falhas técnicas e de produção, quem escuta o disco consegue ver além disso, e perceber que se trata de um trabalho sério, um trabalho literalmente feito por amor à música. O título do disco reflete essas provações que a banda teve que passar. Eu pretendo futuramente regravar e relançar o FIRST BLOOD, dessa vez com a qualidade que tanto disco quanto público merecem.

RtM: O álbum mostra uma gama de influências de nomes como Black Label Society e Chrome Division. O que soa bem diferente é o vocal, bem mais agressivo que a maioria das bandas do estilo. Esse seria um dos diferenciais do Animal House?

Mutle¥: Bom, primeiro eu gostaria de agradecer pela pergunta, por que o vocal é justamente a parte que me toca. Eu queria que a ANIMAL HOUSE fosse uma banda com uma sonoridade única, singular. E isso passa obrigatoriamente por um vocal diferente, sem querer puxar a sardinha para o meu lado, e sem querer desmerecer nem diminuir a importância de todo o conjunto, a voz tem um papel vital na banda.

Um vocal ruim pode arruinar uma melodia boa, dá mesma forma que um vocal bem posicionado salva uma melodia medíocre, além de ser uma das maiores identidades sonoras do grupo. Tentei vários estilos, um vocal mais limpo, mais agudo na linha Power Metal, até algo mais gutural na linha Death Metal, mas desisti.

Não sei dizer ao certo onde se encaixa minha técnica vocal, nunca gostei de rótulos, mas acabei desenvolvendo algo que ficasse confortável pra mim. Pode parecer estranho, mas eu fico muito confortável com o tipo de vocal que eu imprimo à frente da banda. Minha professora de canto da época quase caiu pra trás, e muitas pessoas não acreditam que sou eu cantando nas músicas da ANIMAL.

Na verdade eu não gosto muito da minha própria voz, por que diabos alguém que não gosta da própria voz iria ser vocalista eu não sei, mas me sinto bem assim, sinto que consigo me expressar artisticamente, e o público gosta. Então deixemos como está que está funcionando bem.


RtM: O cover de “Ghost Riders in the Sky” (Johnny Cash) é um dos destaques do trabalho. Como essa música veio a figurar no álbum?

Mutle¥: Eu sempre fui muito fã de Johnny Cash. Mesmo a música original não sendo dele, foi sem dúvida O Homem De Preto que imortalizou a canção. Eu sou um grande fã de Southern Rock, e também de Country/Blue Grass norte americano, e acho que isso é bem perceptível, tanto para pessoas próximas à mim quanto para pessoas que acompanham os trabalho da banda, e eu queria mostrar esse lado da ANIMAL, pegar uma música de um grande nome do gênero, e dar à ela a cara da ANIMAL HOUSE.

Eu até pensei em outra música que poderia utilizar, mas sempre acabava voltando nesta. E foi a que ficou. Eu trabalhei nela sempre pensando: gostaria muito que Johnny Cash estivesse vivo para ouvir e dar a opinião sobre esse novo arranjo. Infelizmente isso não é possível. Essa música foi uma das últimas a ficar pronta, e foi feita às pressas, finalizada em um dia e gravada no outro, e ainda sim é uma das minhas preferidas, fiquei muito feliz e orgulhoso com o resultado final.

RtM: O grupo já se encontra em estúdio gravando o próximo trabalho. O que podemos esperar?

Mutle¥: Podem esperar um disco mais curto, mas ainda mais técnico e agressivo que nosso debut. LIMBO possui apenas quatro músicas, mas são todas músicas muito bem trabalhadas tecnicamente, e com uma produção melhor. Eu consegui participar mais ativamente do processo dessa vez, e a diferença é enorme.

Eu pretendia lançar o disco na primeira metade desse ano, mas não foi possível, levei quase dois anos para fazer às pazes com minha conta bancária depois do FIRST BLOOD, e não queria passar por isso de novo. Por isso fui obrigado a suspender o projeto por um tempo, mas estava decidido à lançar esse ano.

E na verdade já estaria disponível se a gráfica não tivesse feito besteira na hora de prensar as capas. Mas eu garanto que vai valer a espera. Já lançamos uma música desse novo disco para audição gratuita em nossas páginas no soundcloud, reverbtnation e facebook. Como dessa vez o disco será lançado exclusivamente em mídia física, diferente do anterior, MONOCHROMATIC será a única faixa do disco disponível para audição.


RtM: Agradeço a disponibilidade e deixo aqui o espaço a sua disposição. Grande abraço!


Mutle¥: Gostaria de deixar um grande salve a todos que tiveram saco de ler até aqui, a todos os fãs da banda, que sempre me apoiaram e sempre me cobram material novo. Isso me estimula muito e mostra que estou no caminho certo. Gostaria de agradecer o espaço para essa entrevista, a galera do Road sempre esteve ao lado da ANIMAL HOUSE, desde o primeiro disco, e tem muita coisa boa ainda por vir. Forte abraço à todos.


Entrevista por: Sergiomar Menezes
Imagens: Divulgação
Edição/revisão: Renato Sanson


Conheça mais a banda:






Twitter - @animal_house1


Baixe o disco "First Blood": http://bit.ly/XNQ7sw


Assessoria de imprensa: www.heavyandhellpress.blogspot.com.br


Resenha de Show: Venus Attack em Versão Acústica em Livraria de Porto Alegre/RS



Mal nos recuperamos da histórica apresentação do Deep Purple na capital gaúcha na noite anterior e já no dia seguinte fomos conferir a banda Venus Attack num show especial, pois deixou de lado as guitarras e lançou mão de violão e arranjos de baixo e bateria para apresentar várias composições próprias, além de algumas releituras.


O quarteto se apresentou na Livraria Cultura (ano passado também estiveram por lá), em evento gratuito no domingo de 16 de novembro para uma plateia que lotou o pequeno auditório. Tendo à frente o carismático vocalista Michael Polchowicz, o fim da tarde e começo da noite foi de muita música de qualidade e muita diversão, num clima mais intimista e informal, em que a banda e o público constantemente interagiam, mostrando que mais do que fãs, a banda tem cultivado grandes amigos desde que surgiu.

Com composições próprias e 4 covers, tivemos um ótimo set list para a pequena apresentação e a Venus acertou em cheio começando com “Stray Bullet” seguida de “Broken Conscience”, esta última que já era sensacional em estúdio eletrificada, ficou ainda mais especial na nova roupagem. “Devil’s Home” seguiu esquentando a apresentação, nessa altura com o público já conquistado.

Michael anuncia um cover e pergunta quem havia ido ao show do Deep Purple, passando a executar com a banda a clássica “Perfect Strangers”, que ficou muito interessante com André Carvalho (violão) e Daniel Muller (baixo/violão) criando o clima que o clássico exige. O baterista Renato teve que simplifica bastante, mas conseguiu o intento de manter o bom trabalho com as baquetas e pedais.

“Looking For the Meaning” e “Epilogue”, esta última bastante emocional e com grande destaque para a voz de Mike, mantiveram as atenções para as composições do grupo, para logo em seguida termos “Don’t Stop Believin’” (Journey), música que, de certa forma, representa a amizade e parceria de Mike com a galera do Hangar (inclusive estava na plateia Cristiano Wortmann, guitarrista do Hangar), com quem inclusive gravou esta faixa. Linda composição e que encaixa perfeitamente na proposta acústica, com todo mundo cantando junto à pedido da banda, num dos momentos mais legais da apresentação.

Era chegada a hora de “S.O.S.”, faixa que segundo o próprio vocalista trata da destruição do nosso planeta pelas nossas mãos. Essa música recentemente ganhou vídeo clipe e, como era de se esperar, foi escolha acertada para compor o set.

Obviamente não poderia falta Hangar e a pedidos no dia anterior, a banda executou uma versão mais curta da clássica “To Tame A Land”, numa versão que pouco lembra a versão acústica gravada pelo Hangar há alguns anos. Ponto pra Venus que não foi lá e repetiu a versão da banda original.



Caminhando para o final, a clássica “Eternal Hate” é executada, contando com grande participação da plateia, seguida de “Secret Place” (uma das minhas favoritas da noite), antes de mais uma versão tributo, desta vez “Enjoy the Silence” (Depeche Mode), o que foi uma surpresa pra este que escreve, ficando uma versão interessante desse clássico acústico (a banda já havia gravado versão elétrica).

Para o bis, a banda convida ao palco pessoas da plateia para cantar juntas “Hear Me Pray”, provavelmente a faixa mais conhecida e idolatrada pelos fãs. Num momento bem descontraído, alguns tímidos (mas corajosos), subiram ao palco e “ajudaram” Mike a cantar a faixa, com bastante risadas e diversão. Certamente o ponto alto desse encontro. Assista AQUI da matéria vídeo oficial.



Encerraram a apresentação, mas o público se negou a ir embora, “obrigando” que a banda executasse mais uma canção. Como o repertório todo já havia sido apresentado, Mike deixou a critério do público escolher qual das canções seriam executadas de novo e a escolhida quase que com unanimidade foi “Eternal Hate”, que voltou a ser executada, finalmente encerrando mais um show desse grupo de grande competência e capacidade criadora. Voltamos para o interior com missão cumprida de conferir dois ótimos shows na capital gaúcha.
Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Diogo Nunes


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Deep Purple: Emoção a Flor da Pele! (15/11/14 - Auditório Araújo Vianna)


Vinda de Salvador do Sul (pouco mais de 100 km da capital, Porto Alegre), a banda Blue Label foi a responsável pelos primeiros acordes do palco. Fizeram uma apresentação para um público bem restrito, devido o horário. Não é uma tarefa fácil de realizar com êxito, abrir o show para uma lenda, neste caso Deep Purple. A maioria dos fãs não se preocupa em prestigiar as bandas de abertura, mas como todo mecanismo perfeito necessita sincronia, a abertura do show é uma parte necessária para que se faça completa a noite. O Road to Metal esteve lá desde os minutos inicias para tentar contar como tudo aconteceu na noite de 15 de novembro de 2014 (sábado).  Noite em que o Oi Araújo Vianna recebeu a apresentação do Deep Purple em Porto Alegre.

A velha casa e os filhos.

Primeiramente gostaria de pontuar sobre o local que acolheu Deep Purple, Blue Label e fãs. O Auditório Oi Araújo Vianna, já famoso por abrigar grandes nomes do Rock no passado, pós-reforma apresenta uma estrutura digna de mérito. O anfiteatro oferece acesso total para o público, mesmo para os fãs que apresentam necessidades especiais. As arquibancadas com espaços muito bem distribuídos e isso permite assistir ao show com tranquilidade. Os banheiros são muito bem projetados e acessíveis. O palco está elevado a uma altura bem razoável e mesmo quem está sentado na primeira fila tem uma visão total do mesmo. A nova cobertura facilita a acústica do local e distribui muito bem a sonoridade e mesmo as nuances mais sensíveis podem ser percebidas. Nos do Road to Metal, agradecemos pela recepção e pelo tratamento que nos foi direcionado, e esse reconhecimento nos abastece de combustível para seguir em frente nessa estrada. Nada é como era antes, e mediante a nova situação e cultura contemporânea, os velhos filhos a casa tornam.


E no início, era a música.

A BLUE LABEL começa a apresentação timidamente e sem muita pretensão. Motivos? Podemos arriscar que, fazia parte do desempenho entrar despretensiosamente e provocar o público de forma crescente durante a apresentação. Podia ser a pressão de estar abrindo o show do Purple. O fato é que foi uma agradável surpresa ver a Blue Label arrancar alguns headbangs do público presente. Um set muito bem selecionado trouxe grandes clássicos do velho Rock e músicas autorais. Desde 2007 (última vez que vi a banda ao vivo) até a noite de ontem, o grupo mostrou no palco que não esteve parada durante esse tempo. Christian continua solando perfeitamente. Mateus Kremer apesar de não usar um bumbo duplo está mais rápido e mais técnico e Dani aperfeiçoou a técnica vocal sensivelmente e abusou dos agudos no velho Led Zeppelin de maneira perfeita. 

Parabéns para todos da banda, fizeram uma apresentação perfeita e mereceram cada segundo no palco que antecedeu uma lenda. Apesar do público restrito, a BLUE LABEL apresentou as primeiras músicas para o astro maior da nossa galáxia. Devido o horário de verão, o sol ainda estava no céu quando começaram, mas a troca foi justa. Assim que o astro-rei foi enviado para outro hemisfério, o público já “infestava” o auditório do “Araújo” para sentir o clima das musicas derradeiras nesta noite. E como tudo que é bom dura pouco, estava na hora de deixar o palco para assumir lugar entre os mortais. Deixando o mesmo para o Deep Purple nos conduzir em uma viagem entre décadas de uma era inteira do Rock N’ Roll. Sendo assim, a banda finaliza sua apresentação ao som de palmas!


Num Céu Roxo Profundo.

Os lendários preparam o público, para uma entrada triunfal ao som de “Mars, the Bringer of War” – musica instrumental com carga de tensão e adrenalina intensa, compõe parte da suíte “PLANETAS” de Gustav Holst - Como se a adrenalina que os fãs já estavam conduzindo pelo corpo, já não fosse o suficiente. 


Nobody gonna take my car;
 I'm gonna race it to the ground…”


E quem teria essa coragem Ian? E dessa maneira o Deep Purple brinda o início do show.

Do aclamado Machine Head a mão no microfone chega ao som de “Highway Star” elevando a euforia para o top do medidor desde o início.  Em seguida o Purple atira todos ao fogo com a “Into the Fire” do Deep Purple In Rock, Ian Gillan, desde 1968 no vocal entre intervalos de saída, ainda preserva muito da vitalidade do velho rockeiro old school e sabe muito bem como conduzir uma plateia.

Com quarenta e seis anos de idade, somente de estrada, o Deep Purple que vimos na noite do dia 15/11 é um dos responsáveis pelo muito do que conhecemos que é feito no Rock pesado até hoje. Ao lado do Black Sabbath e do Led Zeppelin, formam a “Santa Trindade do Metal e do Hard Rock”.


Pois dessa maneira, quem esteve no Araújo Vianna, pode se considerar um abençoado! A noite segue com mais uma do mesmo disco, desta vez a “Hard Lovin' Man”, mas uma nova explosão de energia eclode aos primeiros riffs da “Strange Kind of Woman” do disco Fireball. Do trabalho mais recente, Now What? – álbum que impulsiona a turnê – vem a “Vincent Price”, densa e pesada.

A noite já havia tomando conta e o céu transitório roxo profundo tornara-se negro em companhia das estrelas. Dentro do Araújo Vianna, cinco estrelas, Ian Gillan, Roger Glover, Ian Paice, Steve Morse e Don Airey, iluminavam uma plateia que apresentava idades com menos de uma década e outra parte composta de fãs com muitas décadas. Todos conquistados com a simpatia do velho Gillan, que sempre que podia interagia e trocava algumas palavras com o público.

Essa mesma simpatia, também era compartilhada com os companheiros de banda. Sempre que acontecia um solo, Gillan fazia questão de dar alguns passos mais para o fundo do palco e deixar os holofotes iluminarem os solistas momentâneos. Penso que ele estava na realidade curtindo ali no fundo, muitas vezes flagramos ele cantarolando baixinho e arriscando uns passinhos acanhados chacoalhando a “Pandeirola” na mão, entre um sorriso e outro.

  
Na sequencia “Contact Lost”, “Uncommon Man” e “The Well-Dressed Guitar”, com essa última mencionada, Steve Morse deixou bem claro, no solo, que não precisa abusar da velocidade para mostrar virtuosidade e despejou conhecimento, precisão e musicalidade.  Em seguida é hora de falar de Lúcifer e seus amigos, sim “The Mule” e seu famoso riff gordo e embalado da guitarra.

Momento maior para os percussionistas de plantão, quando o Ian Paice, relembra a década de 70 no solo de bateria. Paice está diferente em alguns aspectos, o cabelo recebeu a marca do tempo, existe uma barriguinha que antes não existia e a velocidade talvez (veja que escrevi “talvez”) não seja mesma. O que permaneceu? A experiência, os óculos escuros e a força com que Paice espanca as peles. Ao final do solo o baterista é saudado com uma onda calorosa de aplausos e assovios (isto também não mudou desde os anos 70).

Um show milimetricamente perfeito, que em seguida veio “Lazy” (mais uma de Machine Head) e “Hell To Pay”  do novo álbum, que antecedeu um dos momentos mais marcantes do show e da vida de quem vós escreve. As apresentações do Purple sempre foram marcadas por diversos solos e improvisos, e este show não fugiria a regra, então era hora do mestre Don Airey dar seu show particular com seu Hammond.


O que seria apenas mais um excelente solo acabou se transformando em algo extremamente emocionante, inesperado e marcante para o resto da vida, pois ao final de seu solo Don puxa de forma magistral o Hino rio-grandense, o que fizeram muitos chorarem, ficarem de boca aberta e claro cantar com toda emoção o Hino de nossa terra querida. Algo no mínimo inesquecível, e para deixar ainda a emoção pulsante, Mr. Airey puxa a intro de um dos maiores clássicos do Purple, sim ela, “Perfect Strangers” levando de vez o Araújo Vianna ao ápice da adrenalina.

E antes do final da primeira parte do show mais duas do clássico Machine Head – “Space Truckin’” e certamente seu maior clássico comercial “Smoke on the Water” fazendo todos se levantarem e tomarem a pequena grade que separava o público do palco.

Após o tradicional “final fake” o Deep Purple retorna ao palco e os covers de “Green Onions” e “Hush” entram em cena, com destaque total ao duelo entre Steve Morse e Don Airey, que ao meio de tantos improvisos mostram uma virtuosidade e entrosamento fora do comum.


Todos sabiam que o final do show estava se aproximando, mas faltava o lendário Roger Glover fazer seu solo e despejar todo seu conhecimento nas quatro cordas de seu baixo, vendo-o tocar parece tudo tão fácil e simples, uma naturalidade abismal, sem contar seu carisma com os presentes, que quando menos esperavam “Black Night” estava moldada e dando a tona final ao espetáculo com todos cantando junto, mostrando muita emoção e satisfação.

Não há o que dizer, pois foi uma noite mágica, beirando a perfeição com fãs de diversas idades curtindo, cantando e se emocionando. Chegamos a concepção que sim, o Deep Purple tem muita lenha para queimar ainda, pois deram uma aula do verdadeiro Rock N’ Roll.


Cobertura por: Uillian Vargas/Renato Sanson
Fotos: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson





terça-feira, 18 de novembro de 2014

"EN" Carna Rock Metal Fest 2: Para Fazer Erechim Tremer! Confira Informações e Promoção Exclusiva!




37 Bandas, sendo que duas ótimas atrações foram deixadas para anunciar agora neste mês!
Uma é a mais nova "sensação" do Hard/Heavy. Com influências setentistas, a MAQUINÁRIOS faz um Hard empolgante, cantado em português.


A outra é simplesmente a MAIOR BANDA DE DEATH METAL DO BRASIL! O VULCANO (leia entrevista aqui), que certamente vai estremecer as estruturas do festival, a "cereja do bolo", num cast que reúne bandas já com estrada na cena nacional e outras emergentes de potencial.



É o EN Carna Rock Metal Fest, em sua segunda edição, que se realizará nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro de 2015, em Erechim-RS, no Garajão da Alegria, tendo estrutura para camping, banheiros, espaço para fazer aquele churrasco, o festival terá 35 bandas, de estilos que vão do Heavy Metal Tradicional até o Grincore.

Algumas das demais bandas confirmadas: ZOMBIE COOKBOOK, EPITAPH, TIJOLO SEIS FUROS, FLESH GRINDER, SYMPHONY DRACONIS, TUMMOR, MOVARBRU, ROTTENESS, ASPER.



O festival foi idealizado para apenas uma edição, que foi realizada no início deste ano, porém com os excelentes resultados, os organizadores decidiram prosseguir com mais edições, neste que promete se tornar um dos mais importantes festivais no interior do estado.

Quer ir de Graça no Festival? E Ainda Concorrer a um KIT Road to Metal, contendo CD do Vulcano, Camiseta do Road e outros brindes?

A organização também está sorteando 3 pares de ingressos, cujos sorteios serão no final de cada lote, além de um kit especial no último sorteio em conjunto com o site Road to Metal, contendo camiseta, CDs, adesivos e outros itens.

Confira abaixo os links da produtora e apoiadores para saber mais do festival e participar da promoção:

Links das pages:

Promoção válida até o DIA DO EVENTO:
Confira "regulamento":
1º - Para seu nome ser validado na promoção você deve "CURTIR" as 3 pages, abrir a foto da promoção na página da sangue frio no face  e comentar:
 "QUERO IR"!
2º - Se for sorteado e já tenha comprado o ingresso devolveremos seu dinheiro no dia, basta apresentar sua identidade!
3º - Serão 3 sorteios, um em cada vencimento de cada lote.


INGRESSOS PARCELADOS EM ATÉ 12x NO CARTÃO OU EM BOLETO BANCÁRIO NA: TICKET BRASIL! 


MAIS INFORMAÇÕES:
patrik_myers@yahoo.com.br
ou

cleberson_underground@hotmail.com

                                     

            Assista ao vídeo promocional do festival:




        
                               
               Confira um pouco do que vai rolar:













segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cobertura de Show - Turnê de "Angels Cry" Retorna à Porto Alegre/RS em grande estilo!


No dia 09/11 (domingo) a capital gaúcha recebia mais uma vez a maior voz do Heavy Metal nacional, Andre Matos, que retornava ao Sul para parte final da tour de comemoração dos 20 anos do disco “Angels Cry”.

Em 2013 Andre tinha aportado em Porto Alegre para primeira parte da turnê, mas como tem uma grande identificação com o povo gaúcho retorna para os shows finais, em um formato ainda mais especial e completo conforme o próprio vocalista nos relatou em entrevista exclusiva  (leia  AQUI).

Desta vez o local escolhido para o show foi o Bar Opinião e para abertura tivemos os gaúchos da Daydream XI, que fizeram um ótimo show, onde estavam divulgando seu disco de estreia “The Grand Disguise”, e mostraram que estão bem afiados, pois a proposta é um Prog Metal bem pesado, mas com bastante virtuose e vocais mais rasgados.


A precisão da banda impressiona, além de serem bem carismáticos com o público, aquecendo de forma competente os fãs.

Então era hora da banda Andre Matos entrar em cena, marcado para as 21h, o show teve um pequeno atraso, cerca de 20 min, tempo para o modesto público se aglomerar na pista. O primeiro a subir no palco foi o baterista Rodrigo Silveira, que levou a galera aos gritos e logo em seguida Hugo Mariutti (guitarra), Bruno Ladislau (Baixo), Andre Hernandes (guitarra) e por fim a lenda Andre Matos, abrindo o set com “Liberty”, faixa esta de seu ultimo disco “The Turn of The Lights”.

De primeiro momento não tivemos nenhuma alteração em relação ao set do show do ano passado, sendo que as músicas mais recentes foram as que menos empolgaram, deixando o destaque para “Lisbon” (da era Angra, mais precisamente do disco “Fireworks”), “Farytale” (da sua época com o Shaman), “Rio” (única faixa de sua carreira solo que realmente empolgou os presentes) e claro a infalível “Living For The Night” (do clássico “Theatre of Fate”).


Andre se demonstrou bem comunicativo e a vontade, falando que eles iriam tocar o quanto quisessem e que teríamos surpresas e neste meio termo alguns da plateia gritaram Helloween, Hugo disse que não tinham ensaiado, mas Andre foi lá e fez uma bela versão "a capela" de “Eagle Fly Free” com todos os presentes cantando junto. A banda que o acompanha também é de altíssimo nível, seja pela precisão das músicas executadas ou pela técnica individual de cada músico.

Mas de fato o que todos aguardavam era o “Angels Cry” na integra que Andre ressaltou que é uma tour que deixara saudade, pois chegaram no amadurecimento que queriam, onde executam as faixas desse grande disco com total maestria, deixando todos os fãs satisfeitos.

Então o grande momento chega quando “Unfinished Allegro” ecoa nas caixas, e “Carry On” explode, transformando a casa em um caldeirão, e vale destacar a ótima forma vocal de Matos, cantando facilmente. Sem tempo de respirar “Time” (execução perfeita), “Angels Cry” (gerando euforia em todos os presentes) e “Stand Way” (com Andre soltando o vozeirão) deixam os fãs extasiados, pois a perfeição que eram executadas era digno de aplausos.


Eis uma das mais aguardadas da noite: “Never Understand”, com seu clima folclórico, mostrando muita precisão e com os fãs cantando a plenos pulmões. Após os solos de guitarra de Hugo e Hernandes, “Whutering Heights” toma forma e mostra porque Andre Matos é considerado um dos melhores vocalistas do mundo.

Como falado no começo do show Andre tinha falado que teríamos algumas surpresas, e ao repetir isso deixa o palco e Hugo assume os microfones, e “Enter Sandman” do Metallica entra em cena, em uma bela versão, sendo bem fiel a original.

Chegando na parte final do show, “Streets of Tomorrow” e “Evil Warning” chegam para causar comoções mútuas, e prova que “Angels Cry” é mais que um clássico, mas sim faz parte da vida de muitos como trilha sonora.


Fechando já três horas de show, e antes de fechar com “Lasting Child”, “Nothing to Say” chega fazendo os fãs berrarem seu refrão mostrando que sim, Andre tem que fazer a tour de 20 anos do álbum “Holy Land”.

Com tudo que tivemos a banda Andre Matos não precisaria tocar mais nada, pois era notória a satisfação dos que os viam, mas não foi assim que a banda pensou e presenteou os fãs com versões matadores de “Painkiller” do Judas Priest e “Wasted Years” do Iron Maiden.

Para deixar a apresentação ainda mais intimista Andre pede para o público cantar o hino Rio-grandense, e declara todo seu carinho pelo Sul, e informando em primeira mão que iremos receber um dos primeiros shows da nova turnê em 2015.


Após esse momento marcante “Breaking the Law” do Judas entra em cena e enfim “Lasting Child” finaliza essa apresentação que pode ser considerada épica e mais do que satisfatória.

Agora é aguardar a próxima tour, pois certamente teremos algo tão especial quanto o que presenciamos nesse show. Parabéns a Abstratti Produtora por mais um grande evento na capital gaúcha!


Cobertura por: Renato Sanson
Fotos: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson