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terça-feira, 22 de abril de 2014

1º “EN” Carna Rock Metal Fest: Festival Nasce Promissor No Interior do Rio Grande do Sul


No dia 07 de março de 2014 foi dado, quem sabe, um dos pontapés mais importantes na história do Metal no Rio Grande do Sul, a criação de um festival de verão aqui no estado. Voltado para um lado totalmente underground, boa estrutura e organização, o festival foi tomado por pessoas amantes do estilo, bandas de excelente qualidade, mostrando novamente que bandas não precisam ser necessariamente renomadas para serem ótimas.
Conferimos os 3 dias do festival, e abaixo você confere um resumo de tudo que rolou.


Primeiro Dia:
 Na sexta-feira, bandas da região tomaram conta dos palcos, mostrando que o peso e a brutalidade não tem fronteiras. O festival começou com a banda de Black Metal "Australes Tenebris", um Black Metal ríspido que nos levou a uma viagem pela Noruega nos tempos antigos, detalhe na idade dos músicos da banda: um "guri" de 15, um de 17 e um de 20 anos e mesmo assim fazendo um som profissional.


 A segunda banda a subir no palco foi a banda de Stoner Metal “Mamute Mutante”, bem desenvolta, mas infelizmente prejudicada por falhas no equipamento do guitarrista,  mesmo assim não deixaram se abater e fizeram um som incrível.

 Em seguida subiu aos palcos a banda Erechinense de Death Metal “Morthur”, banda sensacional, com temáticas fortíssimas e músicos excelentes, riffs fortes e um vocal poderoso, um forte “up” para o festival.

Em seguida subiu ao palco a banda de Groove Thrash Metal "Forgotten Fire", banda nova mas com um grande futuro, um baterista que é muito bom, vocal ensurdecedor, uma grande banda..


O Black Metal volta em altíssima categoria com a lendária banda “Abate Macabro”, de Bento Gonçalves, uma mistura incrível de riffs demolidores e uma bateria que mais parece uma metralhadora tocada por Aécio Valenti. Fechando a sexta-feira sobe ao palco a banda “Rupttura”, uma excelente banda com um vocal feminino muito promissor, duas linhas de guitarras pesadíssimas e influências do Metal Brasileiro.

Segundo Dia:
 O sábado já começa com a mais alta categoria, sobe ao palco a “Southern Warfront”, uma banda de War Black Metal, e tenho que falar, que crescente que teve essa banda, e aqui fala uma pessoa que conhece toda a trajetória dessa banda, a banda realmente se encaixou e ouso afirmar inclusive que estão fazendo um som de nível europeu.

 Depois disso é só demolição, com a banda de Canoas “Horror Chamber”. O negócio pegou fogo! Que Death Metal de altíssima categoria, guitarras bem encaixadas um baixo destruidor, vocais fortíssimos. Peso e brutalidade resume essa banda.


 O Splatter toma conta do festival, na sua “tourne” do CD “Pathologic Porn Gore Splatter”, a banda dispensa comentários, sendo do mesmo baterista da banda “Abate Macabro” não preciso nem falar, foi “sangue e pus” jorrando pra todo lugar. Em sequência sobe ao palco a lendária banda de Goregrind “Necrocéfalo”,  sim aquela mesmo do inicio dos anos 90, quando eu vi isso ao vivo fiquei pasmo, há anos não via um Goregrind tão bem tocado, com muita influência do “Punk”. A banda fez um som incrivel, e mostrou o porque merece muito respeito ao longo desses anos.


 O festival deixa de lado o Splatter e dá lugar ao Speed/Heavy Metal, “Battalion” sobe ao palco e faz uma apresentação impecável, com casa cheia foi impossível não se empolgar com o som desses caras, aqui quem vos escreve é um real fã há anos dessa banda, foi um show interplanetário!! Destaque para o momento em que eles tocaram “Evitando el Ablande” do Grupo Hermetica da Argentina, só uma palavra descreve o que foi aquilo, ANIMAL!


 O Groove Thrash Metal volta e com uma pegada muito poderosa, “Southern Hellbound” nos traz o que há de melhor no estilo, com uma linha muito levada para o Pantera, desta vez a pegada foi diferente, sem o vocalista, que não pode comparecer, a banda fez um “power trio” pesado como é o estilo e poderoso como é a banda. O sábado é finalizado com a banda de Death Metal de Itajaí “Assassination”, sabe aquele Death Metal que todo mundo gosta, aquele desempenhado no fim dos anos 80 e inicio dos anos 90? Pois é, é exatamente esse som que a banda passa, ainda apesar de ser nova não erro algum e um baterista que já tinha visto tocar em “outros carnavais” toca muito, mas a banda inteira está de parabéns uma banda de muito futuro.



Terceiro Dia
 O domingão começa mais “light”, o festival dá espaço para bandas de Rock n’ Roll e da cidade, a primeira banda a subir no palco é a banda “Mexe comigo e deu”, banda desempenhando um som responsa, muitos ‘Raimundos” das antigas, ótima banda. Depois o festival dá lugar a banda “Cavaleiros Rock”, mesclando Rock e Heavy Metal a banda toca desde The Doors até Ozzy Osbourne, ainda peca um pouco no vocal que ao mesmo tempo é um ótimo tecladista, mas são coisas que se ajeitam com o tempo.


 “Tozzo e Banda” chega e quebra tudo no palco, como sempre, considerado uma “lenda” em Erechim, quatro músicas bastaram para fazer explodir o sangue dos Roqueiros presentes. “Melissa Rocker” chegou representando Getúlio Vargas, uma garota com uma voz muito interessante, músicos competentes, não deixou a desejar em nada.


 “Thailed Sheer” me chamou a atenção por apostar muito em musicas próprias, nas quais eu adoro e realmente paro pra ver e ouvir, bem desempenhada apesar do baterista ter sofrido um acidente de moto na noite anterior. Pra fechar o evento com chave de ouro, sobe ao palco a banda de Southern Rock “The MaverickZ”,  ótima banda, ótimo baterista, guitarristas de excelente categoria, fechou o 1º “EN” Carna Rock Metal Fest de uma forma “monstra” e sábia. 


O saldo foi positivo, deu espaço para muita gente que batalha no Underground e precisa levar seu som para mais pessoas, e festivais como esse, são mais que bem-vindos pelo público e bandas do interior do estado, carentes de eventos e de espaço, mas temos que lembrar que, tanto bandas, organizadores e eventos necessitam do apoio maciço dos Bangers e fãs de Rock, para que as iniciativas não morram e possam crescer. O" En Carna", já nasce promissor e com jeito de que pode fazer história.

Por: Patrick Rafael
Revisão/textos adicionais: Carlos Garcia
Fotos: Organização do Festival 

Veja mais fotos aqui








Climatic Terra: Crescendo Absurdamente em Novo Álbum

Grupo argentino se tornando uma das novas potências do Metal do país
Se muitas bandas abandonaram os vocais masculinos em troca de vocalistas mulheres (na maioria das vezes sexy), especialmente com vocais guturais, há nomes, como o Climatic Terra, que optaram pelo inverso.

E a evidente evolução não é mérito apenas do novo vocalista James Wright, mas de todo o quinteto argentino que lançou “Entity” (2013), sucessor do aclamado álbum underground “Earth Pollution” (2011), que rendeu passagem da banda pelo Brasil (este redator teve oportunidade de assistir a antiga formação ao vivo).

Novo vocalista James Wright estreia em alto estilo

No álbum de estreia, a banda trazia uma claríssima influência (beirando quase o plágio) do Arch Enemy, o que não acontece tanto no novo trabalho, apesar de aqui e acolá surgirem nítidas influências, que agradarão aos fãs da banda sueca, como as faixas “Traffic” e “My Sanity”.

Temática envolve a destruição do ecossistema
A proposta do grupo flerta com o Thrash Metal, trazendo vários elementos do Death Metal e momentos de melodia, formando um som forte, rápido, pesado e cheio de ótimos momentos. Grandes são os méritos da dupla de guitarristas Ezequiel Catalano e Federico Rodriguez, que em seus riffs me lembram mestres do Death Metal melódico como Niklas Sundin (Dark Tranquility), Michael Amott (Arch Enemy) e Jesper Strömblad (ex-In Flames).

Com peso de sobra tirado do baixo de Leonardo Baéz e da bateria insana de Hernan Martiarena, você certamente se impressionará com a violência de músicas como “We Are Not Dead”, “Na Unforgiving God” e “To Be Heard”, que usufruem da ótima produção geral do álbum, feita pela própria banda, que também acerta nas letras, saindo do clichê e retratando a degradação ambiental e o “way of life” do mundo atual.

“Entity” é um largo passo se comparado ao seu antecessor e, justiça sendo feita, será um importante arsenal metálico que a Climatic Terra tem para levar seu nome para o mundo. No Brasil já conquistou grandes fãs. Cabe a você ouvir a banda e juntar-se a eles.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação e Claroescuro
Assessoria: Metal Media

Ficha Técnica
Banda: Climatic Terra
Álbum: Entity
Ano: 2013 
País: Argentina
Tipo: Death/Thrash Metal
Selo: Independente

Formação
James Wright (Vocal)
Ezequiel Catalano (Guitarra)
Federico Rodriguez (Guitarra)
Leonardo Báez (Baixo)
Hernan Martiarena (Bateria)

Tracklist
01 - Indignation
02 - An Unforgiving God
03 - Traffic 
04 - To Be Heard
05 - What Could Have Been
06 - My Sanity  
07 - The Socialist
08 - Blood Walkway
09 - We Are Not Dead
10 - No Forgiveness
11 - End of Darkness

Assista ao vídeo clipe oficial de “The Socialist”

Ouça a faixa "Indignation"

Acesse e conheça mais sobre a banda
Youtube

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Gamma Ray: Os Reis do Power Metal!


Como diz o ditado popular: “É como vinho: quanto mais velho, melhor fica”. E isso se encaixa perfeitamente aos alemães do Gamma Ray, que lançaram neste ano o excelente “Empire of the Undead” (2014). Álbum este que marca a estréia do baterista Michael Ehré (já que Daniel Zimmermann anunciou sua saída em 2012 após quinze anos de banda), e que mostra um Gamma Ray mais do que revitalizado, soando como sempre foi abrasivo, melódico e imponente.

É inegável que os alemães têm uma das discografias mais solidas da história do Heavy Metal, porém desde “Majesty” (2005) a banda vinha se distanciando de suas características, lançando álbuns mais agressivos e pesados, não que isso seja ruim, pois o peso sempre foi presente nas composições, mas algo fazia falta, seja nas melodias grudentas ou nos andamentos mais alegres.

Sucessor de "To the Metal" (2012) agradará novos e antigos fãs

E em “Empire of the Undead” o Gamma Ray resgata a sonoridade praticada em seus clássicos, com melodias cativantes, andamentos rápidos e cadenciados e aquele clima épico de encher os ouvidos.

A produção sonora do mesmo dispensa comentários, sempre bem equilibrada e com belos timbres, e, claro, o peso necessário que diferencia o Gamma Ray das demais bandas de Power Metal.

Musicalmente Kai Hansen & Cia não decepcionam, já na abertura com “Avalon” podemos ver o que nos espera, um andamento mais cadenciado, mas com um clima épico fantástico, e com Kai mostrando que sua voz continua a mesma.

Novo dico marca a estreia em estúdio do novo batera Michael Ehré (primeiro da esq.p/dir.)

“Hellbent” certamente é a mais agressiva do disco, com destaque às guitarras de Hansen e Henjo; “Pale Rider” e “Born to Fly” soam mais modernas, com andamento simples, mas ambas com belos refrões e melodias.

“Master of Confusion” soa melódica e cativante, seja pelo refrão grudento ou pelas melodias que entoa. Outro destaque fica para faixa título do disco, onde a velocidade toma conta, lembrando seus momentos no Helloween (fase “Walls of Jericho”).

Mais uma vez o Gamma Ray mostra seu poder e que está muito longe de perderem seu reinado como melhor banda de Power Metal do mundo!

Texto/edição: Renato Sanson
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Gamma Ray
Álbum: Empire of the Undead
Ano: 2014
Estilo: Power Metal

Formação:
Kai Hansen (Vocal/Guitarra)
Henjo Richter (Guitarra)
Dirk Schlächter (Baixo)
Michael Ehré (Bateria)



Tracklist:
01 Avalon
02 Hellbent
03 Pale Rider
04 Born to Fly
05 Master of Confusion
06 Empire of the Undead
07 Time for Deliverance
08 Demonseed
09 Seven
10 I Will Return

Ouça "Avalon"

Assista ao lyric video de "Hellbent"

Ouça a faixa-título

Acesse e conheça mais a banda:

domingo, 20 de abril de 2014

Bigelf: A Incrível Máquina Sonora do Tempo Está de Volta

Quarto álbum marca mudanças na formação e voos maiores

A banda norte-americana Bigelf nunca teve muita aceitação aqui no Brasil, o que começou a mudar com a vinda dos caras como convidados para abertura dos shows do Dream Theater por aqui em 2011, já que eram grandes amigos de Mike Portnoy e este, por sua vez, um grande fã do grupo do excêntrico Damon Fox (vocal, guitarra e teclados).

O que ninguém esperava era que, após a saída de Portina das baquetas do DT, o cara viesse um dia gravar um álbum com o Bigelf. E esse dia chegou, com o lançamento de “Into the Maelstrom” (2014), disco que marcou a volta da banda, já que logo após a turnê norte-americana (depois da passagem por aqui), Damon anunciou que estava fora da banda.

Banda de Damon Fox retorna com melhor disco da carreira

Com mudanças na formação (também estreia no álbum o guitarrista Luis Maldonado) e a participação de Portnoy, muitas expectativas foram criadas entre os fãs, afinal de contas, como manter a proposta sonora de um Rock/Heavy progressivo e psicodélico que rendeu ótimos discos, como “Money Maxhine” (2000) e “Cheat the Gallows” (2008), mas sem soar mais do mesmo?

Embora conheça a banda há poucos anos, posso afirmar que o Bigelf acertou em cheio neste que tem tudo para ser o melhor álbum da carreira. Ousadia, momentos de grande inspiração, ápices orgásticos, melodias grudentas e belas, a mistura de piano com Rock clássico, letras inteligentes e um tanto doidas, fazem de “Into the Maelstrom” um dos melhores discos do Rock de 2014.

Portnoy assumiu as baquetas na gravação
Damon Fox segue sendo aquela figura seminal da cena atual do Rock, parece que tirado diretamente dos anos 70, com uma genialidade rara hoje em dia. Músicas como “Incredible Time Machine”, que abre o disco (e é a melhor do álbum), “Alien Frequency” (também sensacional, com teclados fenomenais), “Mr. Harry McQuhae” tenta ser a balada do disco, bastante variada e com ótimo clima, “Control Freak” traz passagens acústicas e uma bela interpretação de Damon.

De modo geral, a participação de Portnoy não inovou a bateria da banda, respeitando bastante a proposta criada anteriormente, mas aqui e acolá se notam algumas assinaturas do ex-Dream Theater, o que enche positivamente os ouvidos de seus fãs (eis um aqui).

Bigelf volta com tudo, num trabalho nada datado, pois apesar da enorme influência progressiva/psicodélica dos anos 70, soa adequado a atual fase do Rock em geral, com efeitos aliados aos instrumentos bastante orgânicos. É para ouvir e viajar sem medo.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Bigelf
Álbum: Into the Maelstrom
Ano: 2014 
Tipo: Heavy Rock Progressivo/Psicodélico
País: EUA
Selo: InsideOut Music

Formação
Damon Fox (Vocal, Guitarra e Teclados)
Luis Maldonado (Guitarra)
Duffy Snowhill (Baixo)
Mike Portnoy (Bateria)

Tracklist
01. Incredible Time Machine
02. Hypersleep
03. Already Gone
04. Alien Frequency
05. The Professor & The Madman
06. Mr. Harry McQuhae
07. Vertigod
08. Control Freak
09. High
10. Edge of Oblivion
11. Theater of Dreams
12. ITM: I. Destination Unknown / II. Harbinger Of Death / III. Memories
13. Control Freak (Freak Remix)
14. Control Freak (Remix)
15. Alien Frequency (Remix)

Assista ao lyric video de "Control Freak"

Ouça "Edge of Oblivion"

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sábado, 19 de abril de 2014

Crossfear: Esbanjando Agressividade


Oriundo de Santo André (SP), o Crossfear lançou em 2013 seu primeiro registro o EP “Survive Through Fear”, onde bebem na fonte do Thrash, Death e Metalcore.

Formado por Thiago Barata (vocal), Diego Cruz (guitarra), Rafael Côrrea (baixo) e Paulo Costa (bateria), o Crossfear mostra uma sonoridade extremamente agressiva e pesada, não medindo esforços, fazendo boas alternâncias e mostrando bastante modernidade.


A produção do EP é o que decepciona, poderia ser mais bem acabada, soando estridente demais, e com um som de bateria extremamente artificial. Ressalto, o grupo tem muita qualidade, tanto que mostra isso nas quatro faixas do trabalho, porém a produção tirou o brilho do resultado final.

Deixando de lado a produção sonora, “Survive Through Fear”, “Compromisse”, “War Of Ideals” e “Scars Of Life” soam técnicas, violentas, modernas e empolgantes, enxurrada de riffs animalescos, vocalizações extremas bem encaixadas e baixo-bateria agressivo e potente.

O Crossfear mostra potencial de sobra e que tem tudo para se firmar na cena.


Texto/edição: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Crossfear
EP: Survive Through Fear
Ano: 2013
Estilo: Thrash/Death/Metalcore

Formação:
Thiago Barata (Vocal)
Diego Cruz (Guitarra)
Rafael Côrrea (Baixo)
Paulo Costa (Bateria)


Track list:
01. Survive Through Fear
02. Compromisse
03. War Of Ideals
04. Scars Of Life

Acesse e conheça mais a banda:

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Shadows Legacy: Heavy Metal Contra Todas as Dificuldades

Estreia com disco completo coloca a banda como um dos destaques do ano

Que hoje em dia há uma infinita variedade de sonoridades pipocando no cenário da música pesada nacional, não é nenhuma novidade, especialmente se você acompanha nosso trabalho de divulgação das boas bandas brasileiras.

A verdade é que, algumas vezes, as bandas ficam um pouco descaracterizadas, difíceis de rotular (e nem sempre a falta de rótulos é positiva). Não é o que acontece com Shadows Legacy, grupo do Mato Grosso do Sul (Campo Grande), que, apesar de muitos anos de história, apenas agora lançou seu álbum de estreia, após passar por maus bocados, como ter que regravar todo o álbum após ter o estúdio roubado.

Após muitas dificuldades, debut é lançado e só recebe ótimas críticas


Com o título de “You're Going Straight To Hell” (2014), o disco apresenta um Heavy Metal tradicional, com forte veia nos anos 80, mas que também agrada quem acompanhou o Metal da década seguinte. São 9 faixas que caminham por esses campos e, sem receio de ser chamado de exagerado, são impossíveis de não agradar até o headbanger mais chato.

Sendo um quinteto entrosado, cuja técnica, habilidade e feeling de cada membro unem-se numa coesão afiada, Shadows Legacy soube compor canções fortes, de fácil assimilação, com personalidade, mas sem esquecer as origens, remetendo às bandas como Iron Maiden, Dio, Judas Priest, dentre outras.



Muitos são os ótimos riffs e solos guitarra de Leandro Motta e Max Batista, fazendo jus às influências de grandes músicos que dividem melodia e pegada a cada nota, também o baixo de Luciano Rivero mostra que possui a pegada perfeita para a banda (sei de alguns grupos que precisam de um instrumentista como esse), bem como a bateria rica de Augusto Morais, que não inova (e nem tem essa pretensão), mas faz um trabalho eficiente, deixando este redator com vontade de voltar a tocar o instrumento. Os vocais merecem especial destaque. Wille Cardoso soa muito maduro, com competência de um real frontman, apresentando um timbre perfeito para a proposta, um pouco rasgado, mas também soando melódico quando a canção exige.

Diante de ótimas composições, aliada à produção ideal de Aldo Carmine do estúdio Anubis, difícil é destacar apenas algumas delas, mas se você quiser ouvir antes de comprar, sugiro que confira “The Sky is Falling Down” (Heavyzão puro!), a faixa-título (bem pesada), a linda balada “I Remember My Friend” (uma das mais belas que ouvi nos últimos tempos) e, claro, “Hate Within”, música que além de manter o alto nível do trabalho, contou com Blaze Bayley (ex-Iron Maiden, Wolfsbane) nos vocais, num casamento perfeito entre a voz do Messiah e a proposta da banda (ah, claro, o Wille também divide os vocais).

Banda aproveitou passagem de Blaze Bayley (Iron Maiden) pelo Brasil para gravar e fazer show

Shadows Legacy pode comemorar o bom recomeço, contra todas as dificuldades vividas nos últimos anos, sabendo que tem um grande trabalho em mãos, já na estreia nos discos completos e só recebendo elogios da mídia especializada. Agora só falta você correr atrás do play.

Stay on the Road (Curta aqui)

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação e Castro Films
Assessoria: Metal Media

Ficha Técnica
Banda: Shadows Legacy
Álbum: You're Going Straight To Hell
Ano: 2014
País: Brasil
Tipo: Heavy Metal Tradicional
Selo: Independente

Formação
Wille Cardoso (Vocal)
Leandro Motta (Guitarra)
Max Batista (Guitarra)
Luciano Rivero (Baixo)
Augusto Morais (Bateria)



Tracklist
01-Die With Your Honesty
02-You're Going Straight To Hell
03-Harvester
04-Rage and Hate
05-I Remember My Friend
06-The Sky Is Falling Down
07-Hate Within (com Blaze Bayley)
08-Sacred Fire
09-We Are the Legacy

Acesse e conheça mais sobre a banda
Contato: shadowslegacyband@gmail.com