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sábado, 18 de outubro de 2014

Amazon: Evolução e Maturidade em um Belo Álbum


O Amazon surgiu como uma das belas promessas do Symphonic/Power Metal brasileiro, tendo uma boa repercussão do seu debut, “Victoria Regia” (2005), lhe rendendo alguns shows de abertura com grandes nomes do estilo. O Segundo álbum, "Nature's Last Ride" (2010), foi lançado apenas de forma digital, também tendo boa aceitação por parte dos fãs e imprensa especializada. Mas a banda não se acomodou, e fez o que todo mundo deveria fazer, investiu em seu trabalho e buscou evoluir ainda mais.

Renato e Sabrina mudaram-se para a Alemanha e foram buscar a produção de Amanda Somerville e Sander Gommans (que também participa com alguns solos), e o resultado de todo o trabalho e investimento agora toma forma, pois seu terceiro álbum, “Rise!”, está pronto para ser lançado, e fomos convidados para ouvi-lo, sendo que de imediato a primeira impressão foi ótima, e depois de mais algumas audições posso dizer com certeza que é o melhor trabalho do Amazon, além de apresentar um trabalho de alto nível, pronto para alavancar a carreira da banda.



“Ball of Vanities” abre o álbum da melhor forma possível! Não seria exagero dizer arrasadora, pois o que se ouve é o grande resultado alcançado pelo investimento da banda em seu trabalho, tendo suas potencialidades melhor exploradas e seguindo sua evolução, pois a banda desde o início vem dando passos à frente, mas em “Rise” realmente alcançaram um patamar mais elevado. O Symphonic/Power Metal do grupo soa mais moderno, mais pesado, e na faixa de abertura se destacam as belas e marcantes melodias de teclado e vocais, aliás, Amanda Somerville soube também explorar melhor ainda o potencial de Sabrina, que apresenta vocais mais seguros e variados, em ótimas interpretações através de todo o álbum.

“Three Lives” e “The Path” mantém o nível alto, modernas, melódicas e pesadas, refrãos marcantes, e lembram umas das influências da banda, que são os finlandeses do Nightwish, principalmente nos coros e arranjos de teclado (quem sente saudade da linha seguida em  “Oceanborn” e "Wishmaster").

“Suicide Note”, como não poderia deixar de ser, soa bem dramática, com interessantes levadas na batera, enquanto que “Prisoners of the Sea” é bem épica e passa por variações bem Heavy Tradicional, alternando passagens mais velozes; “Sins” é mais “quebrada”, com mudanças de andamento e Sabrina também variando, com tons mais altos em algumas partes, além de destacar também belas passagens de piano; “Immortal” traz novamente à tona o Symphonic/Power Metal característico, com refrãos e riffs marcantes e melodias pegajosas, como diria um amigo meu: “É pão quente!” Não tem erro.


“Time” começa com guitarras e cozinha pegando pesado, seguindo essa levada mais pesada e cadenciada, ganhando velocidade e melodia no pré-refrão e refrão; “New Horizons” também começa bem agressiva, alternando com partes mais cadenciadas e vocais suaves de Sabrina, crescendo num belo e marcante refrão, lembrando mais uma vez o Nightwish, principalmente durante e após a parte do solo de guitarra; “Bittersweet” fecha mantendo o ótimo nível, novamente com belas melodias, riffs e refrãos marcantes.

O Amazon foi buscar novos horizontes, seguiu buscando evolução, investiu, e os resultados estão aí, num álbum moderno, melódico, empolgante, muito bem cuidado em todos os detalhes, desde produção sonora até a parte gráfica, e eles estão prontos para galgar mais alguns degraus. Are you ready to "RISE!" ?


Texto/Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Amazon
País: Brasil
Álbum: Rise! (2014)
Estilo: Symphonic/Power Metal
Produção: Amazon, Sander Gommans e Amanda Somerville
Selo: Ravenheart

"As músicas são ótimas, eu fiquei com elas na cabeça desde que começamos a trabalhar juntos e tenho certeza que o mesmo acontecerá com as outras pessoas. Divirtam-se ouvindo-o!" - Amanda Somerville, uma das produtoras de "RISE!"



Formação:
Sabrina Todt - Vocals, Flute
Renato Angelo - Guitars, Keyboards, Programming
Marcos Frassão - Drums, Percussion
André Pedral – Bass 
Danilo Angelo - Compositions


Set List:
Ball of Vanities
Three Lives
The Path
Suicide Note
Prisoners of the Sea
Sins
Immortal
Time
New Horizons
Bittersweet


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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Resenha de Show - Decimator, Finally Doomsday e Toxic Holocaust: A União do Underground


Na quarta feira, dia 08/10, a Embaixada do Rock em São Leopoldo, foi sede de uma noite de celebração ao underground. Um excelente público compareceu ao show que teve como principal característica a união entre a cena Punk e Metal da região. Com um pouco de atraso, o evento teve como bandas de aberturas o Thrash Metal da Decimator e o Grindcore da máquina de destruição chamada Finally Doomsday.

Abrindo os trabalhos, a Decimator, formada por Paulo Hendler (vocal e guitarra), Rodrigo Weiler (guitarra), Patrícia Bressiani (baixo) e Alceu Martins (bateria), chegou contagiando o público que ainda estava chegando ao local, com seu Thrash vigoroso. Com 15 anos de estrada, e dois CDs lançados (Kiling Tendency – 2007 e Bloodstained -2010), o grupo mostrou que nossa cena não deve nada ás lá de fora. Uma banda coesa, focada e bem humorada em cima do palco, deu início as rodas que se abririam durante o resto da noite. Destaque para a boa comunicação do vocalista Paulo Hendler. 


Decimator
Um show uniforme do inicio ao fim com um set bem escolhido para o pouco tempo ao qual a banda dispunha. Pra quem não teve oportunidade ainda de assistir a banda, há vídeos no YouTube desta apresentação com as músicas Vivisection, Alien Spring e Pushing. Merecem destaque o trabalho das guitarras e também para a cozinha da banda onde a performance de Patrícia e Alceu merecem méritos. Sem dúvida alguma, a Decimator é uma das grandes bandas do Metal Gaúcho!

Após um breve intervalo, sobe ao palco a Finally Doomsday. Um massacre sonoro, no melhor sentido da palavra! A banda formada por Sebastian Carsin (guitarra e vocal), Rafael Giovanoli (guitarra), Felipe Nienow (baixo) e Márcio Jameson Kerber (bateria) trouxe ao palco da Embaixada toda a podreira e agressividade do Grindcore em músicas como Raven’s Circle, Subhuman Conditions, Post Nuclear Armaggedom e no cover do grande Napalm Death, From Enslavement to Obliteration. Destaque para a comunicação do vocalista Sebastian Carsin que volta e meia soltava pérolas como: “Vamos se mexer galera, isso aqui não é show do Dream Theather...” Como se fosse possível ficar parado perante a porradaria perpetrada pela banda. Em certo momento, o batera Márcio Jameson destacou a união do público naquela noite, ressaltando que: “aquela era a vibe tanto da banda quanto do próprio Toxic Holocaust, pois não vale de nada ficar Punk contra Metal, thrasher contra hard rocker se no fim o governo acaba nos f...”  Sábias palavras! 


Finally Doomsday 
A banda ainda chamou ao palco uma das grandes figuras do Metal gaúcho, Maicon Leite, pra executar um dos maiores clássicos do Ratos de Porão: Vida Animal! E com o perdão do trocadilho, ficou animal! Na minha opinião, sem sombras de dúvidas, o melhor show da noite!

Após mais um intervalo (um pouco mais demorado, diga-se), eis que surgem Joel Grind (guitarra e vocal), Philty Gnaast (baixo) e Nikki Rage (bateria) pra colocar a máquina Thrash TOXIC HOLOCAUST em funcionamento. Entrando com o jogo ganho, e abrindo com uma música do seu mais recente trabalho, Awaken the Serpent, a banda mostrou logo de cara que o entrosamento faz a diferença. In the Name of Science, Reaper’s Grave e Death Brings Death deram seqüência ao show, fazendo com que a galera abrisse rodas e mais rodas. Destaque para o baterista Nikki, com uma pegada digna dos grandes bateristas de Thrash. Já o baixista Philty, apesar de bom músico, se mostrou um tanto “poser”, se é que ainda pode-se usar essa palavra.


Toxic Holocaust
Enquanto Joel Grind se comunicava e interagia com o público, o baixista por vezes se mostrou indiferente à histeria de alguns fãs, chegando ao ponto de em certo momento, acontecer um incidente envolvendo alguém da platéia e o baixista. Fato esse que causou um problema técnico no equipamento, o que fez com que Joel tirasse da cartola o riff the Balls to the Wall do Accept... Não é preciso dizer que a galera foi ao delírio... Problema resolvido e o show teve seqüência com War is Hell, 666, Gravelord e Acid Fuzz foram mais alguns dos destaques do bom show executado pelo grupo. O final com a “clássica” Nuke the Cross já emendou com Metal Attack e Bitch, encerrando o show. Após o término, a banda ficou um tempo tirando fotos com a galera.



Um bom show. Mas que a meu ver, não foi o melhor da noite...

Fica o registro do empenho da galera em comparecer ao evento, pois mesmo sendo em uma quarta feira, a presença de público foi excelente, mostrando que o underground segue vivo e forte! Parabéns ao pessoal do Storm Festival, á Makbo e também a Embaixada do Rock pelo organização do evento.


Cobertura por: Sergiomar Menezes
Fotos: Sergiomar Menezes/Valter Borba
Edição/revisão: Renato Sanson 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pela Primeira Vez no Brasil Metal All Stars! #VAITERMETAL (Realização: Top Entretenimento)


E o super projeto Metal All Stars finalmente chega ao Brasil! Um dos projetos mais badalados dos últimos tempos reunindo músicos consagrados em uma formação dos sonhos tocando os maiores clássicos do Metal.

O evento conta com músicos do calibre de Max Cavalera, Cronos, Zakk Wylde, Joey Belladona, Chuck Billy, Blasko, Kobra Paige, Gus. G dentre outros...

Em única apresentação no Brasil, o show mais aguardado do ano será em São Paulo no dia 22/11 no Espaço das Américas, e você fica sabendo de todas as informações assim como compra de ingressos no link a seguir: https://www.ticket360.com.br/evento/3234/metal-all-stars

O Metal All Stars vem para mexer com sua estrutura emocional e realizar seu sonho, pois a junção de grandes músicos executando clássicos atrás de clássicos não é sempre que acontece, então não perca está oportunidade, pois certamente você não irá se arrepender!

Confira uma pequena amostra do que você pode conferir no evento do ano: http://youtu.be/xV79y8roEAk


Curta a página do Metal All Stars no Brasil: https://www.facebook.com/metalallstarsbrasil


Texto por: Renato Sanson

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Hate For Revenge: Recomeço Promissor em EP



Poucas bandas ainda apostam em lançamentos de EPs e singles físicos e a Hate For Revenge é uma das que acreditou nesse formato para divulgar seu trabalho, lançando um material de apenas três faixas que compõem “Return of the Hate” (2014).

Com uma trajetória que remonta a 1999, infelizmente o grupo encerrou as atividades precocemente, cujo retorno ficou marcado por este EP, que contém as faixas “Hate For Revenge”, “Apogee in Zodiacal Circle” e “Foretaste of Blood”.



A proposta é um Heavy Metal tradicional, bastante pesado, com elementos até do Power e Thrash Metal, criando uma sonoridade carregada de bons riffs e solos, sempre com canções rápidas e certeiras, lembrando coisas como o primeiro álbum do Iced Earth.

O quinteto conseguiu, em poucos minutos, mostrar que possui energia de sobra para um álbum completo que, segundo consta, deve vir em breve. Até lá, podemos conferir, sem receios, “Return of the Hate”.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Metal Media

Ficha Técnica
Banda: Hate For Revenge
EP: Return of the Hate
Ano: 2014 
País: Brasil
Tipo: Heavy/Thrash Metal
Selo: Independente

Formação
Daniel Monfil (Vocal)
Jason Priéster (Guitarra)
Ricardo Oliveira (Guitarra)
Belmilson Santos (Baixo)
Sidnei Nonato (Bateria)



Tracklist
01. Hate for Revenge
02. Apogee in Zodiacal Circle
03. Foretaste of Blood

Acesse e conheça mais sobre a banda

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Resenha de Show: Exciter & Brutal Truth: A Volta e o Fim de Uma Lenda (Bar Opinião, 05/10/14)


Domingo dia cinco de outubro não era um dia comum era o dia dos eleitores brasileiros escolherem seus novos governantes na urna, dia da democracia, mas para os headbengers era especial por mais um motivo, era dia de finalmente ver o Exciter com sua formação original em Porto Alegre. Se o tempo estava bom sem chuva o que não iria faltar no Opinião tradicional casa de shows da capital seria uma chuva  de clássicos, depois de tantos anos separados Dan Beehler (bateria e vocais), Alan Johnson (baixo) e John Ricci (guitarra) estavam reunidos novamente, um grande presente para os fãs do mais puro Speed Metal.

Como se não bastasse ver o Exciter com formação a original, de brinde fazendo turnê conjunta pelo Brasil veio à lenda do Grindcore, que estava se despedindo dos palcos na sua última turnê o Brutal Truth, banda formada pelo simpático vocalista Kevin Sharp e o lendário baixista Dan Lilker completando a formação a britadeira Richard Hoak nas baquetas e Dan o’ Hare na guitarra.


Com a receita acima a expectativa era de casa cheia porém isso não aconteceu, eram 20h quase hora de começar o evento e víamos a casa com menos de 1/3 de sua capacidade total, foi um evento praticamente intimista, mas os poucos headbengers que ali estavam fizeram-se valer pelos outros 2/3 que não estavam lá.
As 20h25min as luzes apagaram-se e os mestres do Exciter entraram no palco com a bateria posta bem à frente, algo diferente dos shows tradicionais já que o baterista era também o vocalista. No inicio do show “Stand Up and Fight” fez o público literalmente pirar, seguido de “Heavy Metal Maniac”. 

Era incrível a presença de palco deles, já com idade bem avançada colocam muitos músicos jovens no bolso com muita experiência em cima do palco, na terceira música mostraram que iria ser uma chuva de clássicos da era Beehler, “Iron Dogs” fez o público enlouquecer e logo em seguida “Black Witch”, as quatro primeiras músicas foram do álbum “Heavy Metal Maniac”, o show tinha tudo para ser histórico.


Após uma breve conversa com os presentes Dan Beehler anuncia “Violence & Force” do álbum de mesmo nome lançado em 1984, seguido da dobradinha “Rising of the Dead” e “Pounding Metal” a estas alturas até o simpático Kevin Sharp estava agitando no meio da galera. Chegou a hora do álbum “Long Live the Loud” aparecer no show e ”Beyond the Gates of Doom” fez os bangers cantarem junto, uma breve pausa para água e “Long Live the Loud” começa a ser executada é incrível o feeling do guitarrista John Ricci, parece um jovem de 20 anos tocando. O show já se encaminhava para o final com toda casa empolgada, eram clássicos atrás de clássicos, e logo Dan anuncia a penúltima musica do show “I Am the Beast”.

A banda saiu do palco e aos gritos de “one more song! one more song! one more song!” voltaram para encerrar com chave de ouro a apresentação segura e impecável que fizeram, era hora de “Scream in the Night”, assim encerrou um show que vai entrar para história de Porto Alegre, os poucos e sortudos headbengers que ali estavam poderiam dizer que viram a formação original do Exciter destruir o Bar Opinião.


Depois do show do Exciter surpreendentemente começou a aumentar o público, eram os fãs de Brutal Truth que não curtiam Exciter chegando, esperaram ao lado de fora pela hora deles todos estavam ansiosos para o inicio do show, era a turnê de encerramento, a promessa é de infelizmente não voltarem mais aos palcos.


Cerca de quinze minutos depois finalmente chegou a hora, o telão desceu e ali estavam eles para depois da chuva de clássicos do Exciter trazer a tempestade do Grind.

 O vocalista Kevin Sharp antes de iniciar o show cumprimentou a todos com seu clássico chapéu e pés descalços esbanjava simpatia, a primeira música a ser tocada foi “Stench of Profit” os grindbangers demonstram muita energia e estavam vibrando junto com a banda, o show seguiu com “Sugardaddy” e “Get a Therapist Spare the World” com composições curtas, mas muito bem apresentadas era incrível ver a energia do grupo em palco.


O baterista chamava muita atenção por sua técnica e velocidade, o show seguiu com uma sequência do último disco “End Time”: “Malice”, “Simple Math” e “End Time”. Depois de uma pequena pausa para respirar, tomar uma água e conversar com os fãs começaram a tocar mais três faixas do disco “End Time”, “Fuck Cancer”, “Celebratory Gunfire” e “Small Talk”, quem gostou do ultimo CD saiu feliz, pois foram seis músicas seguidas, para mudar um pouco os ares iniciaram a faixa que da nome ao álbum “Evolution Through Revolution” e depois “Branded” do mesmo álbum.


Depois de fazerem uma viagem à história da banda, o show estava chegando ao fim, “Dementia” seguiu o baile e para encerrar deixaram por conta da “K.A.P.” ambas do álbum “Souds of The Animal Kingdom”.

A noite do dia cinco de outubro jamais será esquecida pelos poucos headbengers que ali estiveram, duas bandas incríveis deixaram um gosto de quero mais, mas infelizmente o que é bom dura pouco.

Cobertura por: Marlon Mitnel
Fotos: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson

Setlist Exciter:

01 Stand Up and Fight
02 Heavy Metal Maniac
03 Iron Dogs
04 Black Witch
05 Violence & Force
06 Rising of the Dead
07 Pouging Metal
08 Beyond the Gates of Doom
09 Long Live the Loud
10 I Am the Beast
11 Scream in the Night


Setlist Brutal Truth:

01 Stench of Profit
02 Sugardaddy
03 Get  a Therapist Spare the World
04 Malice
05 Simple Math
06 End Time
07 Fuck Cancer
08 Celebratory Gunfire
09 Small Talk
10 Evolution Through Revolution
11 Branded
12 Addicted
13 Godplayer
14 I See Red
15 Dementia
16 K.A.P.



domingo, 12 de outubro de 2014

Wintter: Ótimas Melodias em Álbum de Estreia

Experiente trio lança trabalho digno de elogios

Com uma experiência que remonta aos anos 90, a Wintter chega em 2014 com seu álbum de estreia, o competente e de gostosa audição “Wings”, que sai via MS Metal Records e com distribuição da gigante Voice Music.

A banda já cativa pela proposta de ótimas melodias numa sonoridade que caminha entre o Hard Rock e o Heavy Metal clássico, com grande inspiração, passagens emocionantes e de grande melodia, intercalado com uma faixa ou outra mais rápida e pesada, tornando um álbum heterogêneo, que facilmente agradará aos mais exigentes e variados ouvintes.

Gravado em Jundiaí/SP, com a boa produção de Gabriel Wintter (guitarra e vocal de apoio), “Wings” conta com 11 faixas, primando por não abusar do peso e, quando o faz, acaba pecando um pouco, pois contrastando com as excelentes melodias encontradas em faixas como “Take Your Wings” (lindíssima), “Aces Never Die” (faixa mais completa do álbum) e “Wings of Hope” (balada com direito a violino – assista o vídeo clipe aqui), soam um pouco deslocadas e meio forçadas, mas longe de serem ruins, mas aponta que o grupo se sai melhor em criar momentos menos rápidos e mais melódicos, já que faixas como “See You in Hell”, “Crazy Flying Guys” e “The Sky Warriors”, apesarem de serem interessantes, não apresentam novidades, soando semelhante a outros grupos emergentes.

Com vocais bem encaixados e simples, sem abusar, do experiente Elliot Wintter (vocal, baixo e teclados) e uma bateria criativa e eficiente de Thiago Wintter (que só exagera nos bumbos duplos em algumas faixas, destoando um pouco da proposta mais Hard/Heavy clássica), o trio familiar se completa e mostra enorme capacidade de integração que deve ser coroado com apresentações ao vivo, certamente dignas de nota.

Novo álbum traz encarte com letras e um clima de aviação de modo geral

“Wings” é um trabalho de enorme bom gosto (quase um disco conceitual com muitas letras tratando sobre aviação), uma estreia com o pé direito, e apesar de algumas críticas comentadas acima, é um trabalho acima da média quando o assunto é melodia, pois fazer som rápido e pesado não é preciso muita coisa, porém faixas emocionantes e que marcam pelas belas letras e som marcantes, poucos conseguem fazer sem soar falsos ou apenas como caça-níquel, o que definitivamente não é o caso da Wintter. Ouça sem receios.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Ms Metal Press

Ficha Técnica
Banda: Wintter
Álbum: Wings
Ano: 2014
País: Brasil
Tipo: Hard/Heavy Metal
Selo: MS Metal Records

Formação
Elliot Wintter (Vocal, Baixo, Teclados)
Thiago Wintter (Bateria)
Gabriel Wintter (Guitarra e Vocal)


Tracklist
01 – Crazy Flying Guys
02 – See You in Hell
03 – Dreamer
04 – The Letter
05 – Take Your Wings
06 – The Sky Warriors
07 – Wings
08 – Aces Never Die
09 – God of War
10 – The Airplane Rides
11 – Wings of Hope




Acesse e conheça mais sobre a banda