terça-feira, 24 de setembro de 2013

Resenha de Show: Um Furacão Passou Por São Leopoldo/RS Chamado Sebastian Bach


Um furacão passou por São Leopoldo? Definitivamente não é o tipo de fenômeno meteorológico típico da região, porém o detalhe é que aqui não estamos falando de fenômenos naturais, mas sim do velho Sebastian que exala uma energia que beira o sobrenatural. 

Para quem tinha ficado com dúvidas quanto à apresentação do Sebastian no Rock In Rio, deveria ter vindo para o "Orpheu" e ver o que o ar do Rio Grande do Sul fez com o cantor (e dessa vez o som estava equalizado de forma adequada).

Vamos aos detalhes então: o show aconteceu na sociedade Orpheu em São Leopoldo/RS na, frenética, noite de 21 de setembro de 2013. A noitada começou com a apresentação da Maçã de Pedra, que cumpriu com tranquilidade a função de "acender o estopim" para a noite que estava por vir. Revisitou o bom e velho estilo de fazer Rock n’ Roll com as músicas próprias, e a vocalista Caren Suzana exibe uma presença de palco muito forte, o que ajudou a disseminar a energia no lugar.

Maçã de Pedra
O pico máximo da apresentação veio com a personificação de Led Zeppelin em "Whole Lotta Love"e logo em seguida, foi a vez da banda Hipercubo, que veio com as baterias carregadas e mostrando que leva muito a sério a maneira de fazer Rock ‘n Roll, trouxe impregnado na guitarra o estilo clássico do Hard Rock e certamente, manteve muito aceso o estopim que a Maçã de Pedra havia incendiado.

Hipercubo
Enquanto o Produtor da Influx estava ao microfone fazendo a apresentação do Sebastian, ele já aguardava ao lado do palco e fazia algumas brincadeiras, simulando impaciência e fingindo ir embora, tudo entre muitos risos com o Baterista Bobby e o Baixista Jason. 

São os integrantes da banda: nas guitarras Jeff Georg e Johnny Chromatic, no baixo o Jason Christopher e na bateria o (lendário) Bobby Jarzombek (Rob Halford) e o show começa ao som de "Slave To The Grind" com Sebastian possuído por misto de excitação, fúria e empolgação, antes de começar a cantar ele arremessa o pedestal no chão do palco, pega o microfone pelo fio em começa a rodar a altura da cabeça aos berros! Não preciso nem dizer que o que estava por vir era muito mais que um show, era um espetáculo de Rock dos velhos tempos.

Sempre muito bem humorado e demonstrando estar feliz de estar tocando no Rio Grande do Sul novamente, ele faz algumas brincadeiras com o público do tipo: "Querem tirar fotos comigo? Ok, mas é que eu estou um “pouquinho” ocupado agora!" (Risadas)


Em um momento do show ele cantou o comecinho da "Quicksand Jesus", mas por algum motivo parou, então ele disse que daria um presente para o público gaúcho, uma música que ele ainda não havia cantado durante a turnê e disparou a balada "In a Darkned Room".

Na "American Metalhead", o vocalista brincou que naquela noite a música iria se chamar "Brazilian Metalhed", durante todo o tempo entre as músicas, Sebastian fazia questão de interagir com o público e ser simpático, já o baixista Jason empolgou muito a multidão, chamando para os headbangs, mãos para cima e chegou até a arriscar uma pequena escalada pela estrutura frontal do palco.

Mas com certeza os pontos altos do show ficaram por conta de "18 and Life", "Youth Gone Wild", "Monkey Bussines", "Here I Am" e "Big Guns" e é claro, a mais esperada da noite "I Remeber You", neste momento, todos cantaram em coro.


Os fãs, com certeza, dirão que sentiram falta da "Wasted Time". Emocionados, sim, principalmente uma fã da grade que chorava descontroladamente e, por isso, recebeu uma garrafinha de água das mãos do Sebastian, a água deveria acalmá-la, mas, obviamente não foi isso que aconteceu.

O tempo chega para todos, não há escapatória e para quem já viu o "Tião" (Apelido carinhoso que ele mesmo gritou junto com a galera nas pausas de músicas) atuando no auge do Skid Row, percebe que ele já não consegue suportar por muito tempo as notas mais altas, mas uma lenda, um grande artista não se faz só de altos e graves, trata-se de um conjunto de atitudes e virtudes.


 Eu havia dito que um furacão passou por São Leopoldo, esse furacão chama-se Sebastian Bach e o rastro que ele deixou não foi destruição, foi somente a certeza de que ainda é símbolo de uma geração inteira sedenta por Rock, e que ainda tem muito chão pela frente.

Cobertura por: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson
Fotos: Uillian Vargas


Um comentário:

Gabriela Gageiro disse...

O show estava muuuito foda, ele cantou para duas fãs, uma foi eu, ele cantou o refrão de I'm alive, pena que não consegui filmar :S