quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Almah: Edu Falaschi Comenta Faixa a Faixa do Novo Álbum

Vocalista disseca novo álbum com exclusividade

Depois de uma super apresentação no Rock In Rio no Palco Sunset ao lado da banda Hibria, o Almah vem carregando as baterias para o lançamento do 4º disco da carreira, "Unfold", que vai ser lançado no final de outubro, acompanhado com uma turnê na Europa durante o mês de novembro. 

Para já entrar no clima do lançamento, o vocalista Edu Falaschi comentou com exclusividade para a equipe do Road To Metal faixa por faixa do novo disco, que pode ser conferido abaixo:

In My Sleep: Uma música bastante agressiva, com dois bumbos rápidos. Ela tem uma pegada típica de bandas de Metal melódico. Ela já vai entrando na paulada, com uma virada de bateria e o vocal feito de drivers. Ela segue com um refrão um pouquinho mais melodioso e entra com uma surpresa no final da ponte, com uma nota que não é o que a galera espera, dando um acorde menor, sendo ao que tudo indica que a próxima nota vai ser um acorde maior. É uma música bem moderna e atual, ótima pra começar o disco com os dois pés no peito

4º disco do grupo que surgiu como projeto e hoje tem status de banda grande

Beware The Stroke: Uma música bem cadenciada, que não tem tanta velocidade, mas ela impressiona com o poder das guitarras. Ela tem uma pegada bem Rock N' Roll com uma linguagem moderna, que é uma linguagem que o Almah adquiriu nos últimos discos. Tem umas guitarras nos versos simples, que prioriza a melodia da voz, mas que é bastante forte. A música ela começa lenta, com a guitarra e a voz limpa, tendo uma linguagem meio obscura, estilo Pantera. Dai ela emenda com uma base pesada, com os vocais gritados já entrando na paulada total, com uma velocidade não tão rápida, mas com bastante peso. Ela tem uma ponte bem característica do Almah, que tem uma linguagem com influências de Alice In Chains e explode com um refrão mega pegajoso pra galera cantar junto, que é ótimo pra você escutar dirigindo na estrada correndo à milhão - obviamente respeitando o limite de velocidade (risos). Mas é ótimo pro cara que anda de moto que está ouvindo no fone de ouvido e o ar batendo no rosto. Ela tem um instrumental bem rico... Na verdade todas as músicas do Almah segue mais ou menos o mesmo padrão do que a gente desenvolveu, que são versos pesados, agressivos e não tão melodiosos. A ponte já é um pouco mais melodiosa, com um refrão super contemporâneo e moderno, que é típico da galera cantar junto, mesmo. É um contraste de uma base muito pesada com melodias cativantes nos refrões, que tem muito da influência pop dos anos 80. 

Falaschi, que em 2011 se apresentou com o Angra no Palco Sunset, voltou ao Rock in Rio em 2013, agora com o Almah

The Hostage: Outra que já entra numa paulada, apesar de não ser uma música típica de dois bumbos rápidos, mas ela entra muito forte. Ela tem grooves de guitarra muito poderosos, como a gente costuma fazer nos discos do Almah. E ela tem riffs bem swingados, que lembra "Days Of The New", do "Motion" (2011). Ela segue com um vocal rasgado e meio que falado em cima dessa base. Dai entra uma ponte mais melodiosa e um refrão super melodioso, principalmente na segunda parte do refrão, com uma harmonia bem melancólica e super bonita, com uma pegada meio Queensrÿche, mas sempre com uma atmosfera bem moderna. O álbum todo tem essa atmosfera moderna, o que já tinha no disco anterior. Esse álbum é uma mistura dos três últimos discos, consegui sintetizar bem a ideia dos três pra conseguir fazer o "Unfold". O instrumental e os solos são super bem trincados, as bases bem complicadas e bastante ricas, que é ótimo pra quem quiser tirar ela na guitarra.

Warm Wind: Como de costume, depois de três músicas, gosto de colocar uma balada pra dar uma respirada. É uma balada que fiz em homenagem a minha filha e ela já está tocando na Kiss Fm. Ela tem uma melodia bem bonita e uma harmonia bem doce, com uma linguagem bem Goo Goo Dolls. O destaque dessa música são os violões e o piano. É uma música bem lenta, com um refrão super bonito e bem característico das músicas que eu compus para o Angra, como "Wishing Well", "Heroes Of Sand", "Bleeding Heart"... Essa música tem uma levada 3x4 e um refrão bem épico. Ela é bastante emocional, que quem ouvir vai bater forte no coração. E ela tem tudo o que uma balada precisa ter: melodia forte na introdução explode no refrão, riff de guitarra onde a galera pode cantar junto; depois do riff de guitarra vem uma parte dramática, que explode no refrão super melodioso, já com solo de guitarra junto. E no final do último refrão tem uma parte estendida, que vai subindo as notas, dando a sensação de que está chegando ao ápice. Tudo o que precisa ter num grande riff essa música tem.  

Raise The Sun: Escolhemos pra ser o nosso primeiro single, porque na época a gente tinha feito uma parceria com o Rock In Rio através de uma rádio streaming, a Rdio. Por causa dessa parceria, obviamente, a Rdio divulga os trabalhos não só para o público de Heavy Metal, mas também para o roqueiro em geral que curte AC/DC, The Cult... Então escolhemos uma música mais intermediaria que poderia cativar não só o metaleiro mais radical, mas cativar outras pessoas também. Ela tem uma pegada mais gótica nos vocais e no piano, que é um estilo que gosto pra caramba (vocês podem reparar que gosto muito de colocar melancolia nas minhas músicas).  E ela tem essa linguagem melancólica, apesar do refrão ser bem positivo e forte. Não é uma música rápida (ela é mais cadenciada), mas que tem pulso. O que procurei muito nesse disco do Almah foi pulso! Músicas que tivessem pulsação, que funcionem bem ao vivo e que a galera consiga seguir agitando, dando a sensação de pulsar no coração da galera. Os solos de guitarra são super bonitos e bem melodiosos. E o refrão dela é especial, que tem uma linguagem meio Iggy Pop, The Cult, Billy Idol... Essa música tem um pouco dessa atmosfera.

Cannibals In Suits: Uma música pesadaça, que começa com umas batidas de bateria bem seca com a guitarra junto, com pausas. É um negocio bem seco e bem cru. Dai ela vai crescendo e vai entrando um riff de guitarra, entrando junto com uma voz mais rasgada, com uma base bem trabalhada, nos moldes da "You’ll Understand", do "Fragile Equality" (2008). Ela tem uma ponte bem típica do Thrash Metal, com uma galera gritando 'Don't Trust Propaganda!' - que é um negocio bem direto. E ela explode no refrão já mais dentro da praia do Metal melódico, com uma harmonia bem forte e pra cima, dos vocais intercalando com uma voz principal e algumas respostas. E ela tem um instrumental no meio que é bem bonito, que para tudo, e fica só uma orquestra. O cara que fez as orquestrações caprichou! Ficou muito bom. Ela vai crescendo, entra um riff de guitarra ala Iron Maiden, e depois volta o refrão explodindo que tem um pouco mais de velocidade, com melodias mais agudas e as respostas mais faladas intercalando com essas melodias no refrão.

Wings Of Revolution: Uma das músicas que eu mais gosto! E ela tem uma característica bem típica desse CD: esse álbum, pela primeira vez na minha vida, fiz quase todo no piano. O riff principal da música é no piano, com uma pegada mais pro lado do Coldplay e Kings Of Leon, que são estilos que gosto pra caramba também. Quando entra a voz principal, a banda dá uma recuada e a voz vai entrando crescendo, até que explode no refrão super grudento e pegajoso, com o típico 'Oh, Oh, Oh' da galera cantando junto. E eu vou precisar muito da galera me ajudando pra cantar comigo essa músicas, porque tem muita coisa para o público cantar. Ela explode no refrão super legal e melodioso, acompanhando o riff do piano principal, que é o que manda nessa música. E ela tem uma atmosfera bem fantástica, no sentindo de fantasia. Ela é bem sonhadora, que lembra o clima do filme "Histórias Sem Fim" com uma pegada cinematográfica. Depois vem uma tensão depois dos solos, que explode com um verso meio tom acima do original, que é a mesma coisa também no final do refrão, com uma parte bem épica já mais característica das coisas que levei para o Angra. E é uma das minhas músicas preferidas e bem emocional.

Believer: Uma paulada do começo ao fim, que também começa com uma virada de bateria e os dois bumbos comendo solto. Essa já está mais dentro do clima do Metal melódico, onde pode utilizar minhas influencias de Michael Kiske. O refrão é super épico e grudento pra galera cantar junto, também. E ela segue toda essa linguagem do Metal melódico até chegar à parte instrumental, que é o que gosto de fazer nesses contra ponto. Quando o cara acha que vai ser Metal melódico o tempo inteiro, eu meto uns Thrash Metal e Death Metal junto. A parte instrumental já cola com um riff de guitarra muito rápido, mas típico do Thrash Metal dos anos 80. Depois ela vai adquirindo uma forma mais melodiosa e finalizar a música dentro da proposta principal que é a do Metal melódico.

I Do: É uma balada, que não é muito balada, é uma balada Metal. É uma composição do Gustavo Di Padua (guitarra), que é uma das minhas preferidas. Música belíssima que ele fez (risos). Ela tem refrão e melodias bonitos pra caramba! É das poucas que eu já escutei desse tipo. Ela tem um verso bem bacana (que é bem pesado) e o instrumental super intricado, que é bem difícil de tocar. Ela segue toda essa linguagem de balada, apesar de ter bastante parte com peso. Então ela é uma balada mais lenta, ela tem guitarras pesadas e riffs pesados que nem parece baladas, mas ela tem um refrão típico de balada, mesmo. E é uma música linda!

Mesmo algumas mudanças na formação não foram capazes de parar a banda

You Gotta Stand: É uma das músicas mais experimentais desse disco. Ela começa com um riff super groovado, mais na praia de "Days Of The New". Pra quem gosta de Lynyrd Skynyrd e de bandas de Rock antigo, como Stoner Rock e Country Metal, vai gostar bastante porque ela tem um riff de guitarra muito legal. Ela segue toda numa pegada bem Rock N' Roll, até um pouco de Hard Rock, e explode no refrão bem pegajoso e melodioso, que tem uma linguagem bem pra cima, positiva e com muita energia, já dentro numa linguagem Faith No More. Ela é bem experimental e bastante doida. Até a estrutura da música e bastante louca, porque ela tem muitos solos de guitarra que vai e volta e parte de voz diferente. É uma música que a gente ousou bastante, porque não gostamos de se prender a rótulos e a formatos de músicas, gostamos de fazer música com liberdade. E ela segue toda nesse riff principal de guitarra dentro da praia do Lynyrd Skynyrd, que é bem Southern Rock. Só que sempre pegamos essas misturas todas que eu citei: Thrash Metal, Gótico, Southern Rock, Death Metal, Pop dos anos 80, sempre com uma linguagem mais moderna e do próprio Almah, que é bem típico da banda. Colocamos nossa própria cara quando fazemos isso

Treasure Of The Gods: Uma bem progressiva. Ela começa lenta, com violão e vai crescendo, que tem bastante pegada do Queensrÿche e uma linguagem já mais dentro do Dream Theater. Não no sentido quebradeira, mas no sentido de ser longa e de ter várias partes. Ela é bem rica! É uma das músicas mais antigas que eu já escrevi, ela foi feita nos anos 90, quando era do Mitrium ainda, mas eu fui desenvolvendo ela só agora. Eu resolvi colocar ela nesse disco e teve algumas mudanças, mas a introdução inteira já é daquela época. Eu a reutilizei, porque tem a ver em colocar ela nesse disco. Ela tem uma introdução bonita pra caramba, que lembra um pouco Whitesnake, mas na verdade ela é um Prog Metal gigante, a música tem quase dez minutos de paulada com versos meio Black Sabbath. Eu utilizei todas as minhas influências de tudo o que mais gosto de ouvir na minha vida e coloquei dentro da minha carreira, mas nunca deixa de ser Almah porque a roupagem que a gente colocou foi dentro da linguagem que gostamos de utilizar e da característica do nosso próprio som. Então só influencias que estão dentro da música, mas o cara que ouvir vai reconhecer o Almah em todas as canções. Essa tem uma parte instrumental que segue no meio, para tudo e segue uma orquestra. Eu utilizei timbres de teclados que são usados nas trilhas sonoras de filmes de Hollywood, como filme de terror e ficção cientifica. E ela tem uma orquestração bem bonita pra caramba no meio também, com timbres bem característicos de filmes. Eu gosto muito de utilizar esse tipo de linguagem meio que cinematográfica. Pra quem gosta de música longa é pra curtir.

Almah pronto para turnê europeia em novembro!

Farewell: Fechamos o disco com uma balada, que é bem melancólica e é uma música que remete muita saudade, porque eu a fiz em homenagem à minha mãe, que faleceu em dezembro no ano passado. É uma música mega linda e uma melodia muito bonita! Tocante, mesmo! Sentimental pra cacete! É uma música que vai tocar realmente no coração da galera, que quem tiver um lado mais sensível e for um cara mais aberto às melodias, vai sentir forte. Não uma música longa, ela é uma que tem a mensagem que tem que passar e acaba. E é mais uma música que foi toda feita no piano, assim como quase todas do disco. Algumas eu não toquei no piano, mas eu tirei do piano e passei pra guitarra. 

Ouça o single "Raise the Sun"


No todo, eu acredito que é um dos discos mais ricos em melodia e ideias de estrutura e refrãos. Então é um disco que, do começo ao fim, você vai perceber que é um disco repleto de canções, porque tem uma diferença de você fazer música e fazer canções. Eu gosto muito de bandas que escrevem canções, como Queensrÿche, que é uma banda de Prog Metal, mas é uma banda que consegue escrever canções. The Beatles era uma banda rica em canções... E esse disco eu me preocupei em fazer isso, independente se ia ser difícil ou se ia ser fácil. Eu não estava muito preocupado com a parte técnica, apesar de que tem bastante técnica no disco, principalmente dos músicos. Ele é rico em harmonia e melodia, que é perfeito pra você ouvir no carro com volume alto e curtindo viajando. É um disco que você vai assimilando muito rápido! Ouso dizer que, ao lado do "Temple Of Shadows" (2004), do Angra, é um dos meus discos preferidos que já gravei na vida, que se bobear da minha carreira fora do Angra, o "Unfold" é meu principal disco. Somando com o Angra, "Unfold" e "Temple Of Shadows", acredito que são os dois melhores discos que eu já fiz na minha vida. 

Matéria: Gabriel Arruda
Edição/revisão: Gabriel Arruda/Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Tracklist de "Unfold":
01. In My Sleep
02. Beware The Stroke
03. The Hostage
04. Warm Wind
05. Raise The Sun
06. Cannibals In Suits
07. Wings of Revolution
08. Believer
09. I Do
10. You Gotta Stand
11. Treasure of The Gods
12. Farewell

Acesse e conheça mais sobre a banda:

3 comentários:

Natalia Gomes disse...

Na expectativa já, para ouvir todas!!

Suzanna Mustaine disse...

Louca pelo Unfold !! Contando os segundos :3 ♥

Gutiere Avelino disse...

Mal posso esperar pelo Unfold ;D