domingo, 24 de agosto de 2014

Resenha de Show - CxFxCx, Charlar, Chute No Rim e Bandanos: O Underground Ainda Vive!


Domingo 17 de agosto, o Vó Zuzu Atelier conheceu o poder de um motor V12 supercharger descontrolado. Tamanha energia, calor e explosão liberada nas apresentações, só podem ser comparados honrosamente com tal artefato.

Eventos independentes acontecem quase todos os dias, pelo país inteiro, mas Porto Alegre tem a sorte de estar “pegando gosto” novamente pela destruição. E justamente no dia 17/08 (domingo), tivemos a honra de contar com a presença da Bandanos para coroar a carnificina orquestrada pela Charlar, CxFxCx e Chute No Rim, anteriormente.


A desgraceira começou quando a Charlar subiu ao palco, e veja bem que a expressão “subiu ao palco” aqui, é meramente ilustrativa. Pois a casa tem o formato de um “Teatro de Arena” (porem reto, e não em círculo), isto quer dizer que o placo era a parte mais baixa da casa. Na hora da apresentação da banda, o público ainda não estava tomando conta da casa, porém nem por isso foi menos enérgico em resposta à apresentação da banda.


Apenas a ritmo de informação, a Charlar é uma das mais votadas para abrir o show da banda sueca SABATON em Porto Alegre, que acontecerá em 09 de Setembro de 2014. Com toda a irreverência do Progressive Thrash Metal, a Charlar deixou a noite pronta para o que estava por vir.


A Canoense CxFxCx trouxe o “Ninguém te Controla” pra festa, e a destruição se firmou. Deixou a turma agitada e nessa hora o público já tomava cada canto da casa, a ceva tava gelada, tinha espaço pro mosh então estava perfeito. A musicalidade da  CxFxCx, deixou um gostinho forte de “Suicidal Tendencies” no ambiente.


Havia que acabar cedo, pois era domingo, um dia que os excessos têm que se controlar, mas não antes de tomar um Chute No Rim, e a banda já se pronuncia com o nome. 


É bem assim mesmo, um chute no rim, e as lesões podem deixar sequelas graves, como por exemplo: viciar no som e nunca mais querer parar de ouvir! Um som quadrado, direto e reto, sem muita enrolação e a proposta é “meter a boca no trombone”. 


Pois bem, ficamos satisfeitos com o resultado, pois a mensagem foi entregue com sucesso: O Homem Destrói o Mundo (ou seria ao contrário?). Além de toda agressividade e discursos diretos, a Chute No Rim trouxe a sua cerveja pra noitada, maiores informações pelo Facebook da banda.


Com o palco “amaciado”, é chegada a hora da Bandanos guiar a convulsão eufórica Crossover. Na ativa desde meados de 2002, acumulando experiência, qualidade sonora, amigos e algumas ressacas pelo mundo a fora, a Bandanos vem trilhando um caminho de sucesso e de renome ao longo dos anos. Isso ficou muito claro durante o show, várias foram as vezes que Cristiano Maffra desceu (na realidade subiu) do palco para o meio da galera pra “quebrar” junto. Até brincou que o Vó Zuzu Atelier, foi o lugar mais foda que já tocaram, pois colocaram o público no lugar certo: acima da banda!


A quem diga que “A Cena” morreu, e a idéia desse comentário não é trazer a discussão à tona. O que foi vivido no passado teve um significado muito forte para quem o viveu, mas no domingo o que vimos foi, quatro bandas muito boas (sendo que três eram locais), por um preço muito justo e a casa estava lotada. Bom, se a cena de fato morreu, em seu túmulo, ela deve estar orgulhosa da nova que está nascendo. O Legado nunca vai morrer, não será fácil mente-lo vivo, mas ao que depende dos fãs, no domingo ficou claro que eles estarão sempre juntos a onde o underground estiver.

Cobertura por: Uillian Vargas
Fotos: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson



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