quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Legend of Valley Doom: Power/Symphonic Com os Melhores Elementos o Estilo




Saudade de álbuns de Power/Symphonic Metal daquela época de ouro do estilo? De álbuns grandiosos como os primeiros do Rhapsody e Avantasia? Se sim, “Legend of Valley Doom”, projeto do norueguês Marius Danielsen tem tudo para lhe agradar.

O projeto vem sendo desenvolvido há um tempo pelo guitarrista, vocalista e compositor Marius Danielsen (Darkest Sins), e contando com uma base, formada pelo seu irmão Peter (sintetizadores), sua esposa Anniken (baixo), Esa Ahonen (guitarra) e Ludvig Pedersen (Bateria), além de mais de 30 convidados especiais (veja o line up completo no final da resenha), destacando Tim Ripper Owens, Mark Boals, Edu Falaschi, Elisa C. Martin, Chris Caffery e Alex Holzwarth, criaram um história épica, que também será transformada em comic book.

A sonoridade de “”The Legend of Valley Doom, Part 1” gira em torno do Epic Metal e Symphonic Power Metal, com arranjos orquestrais, pedais duplos velozes e coros grandiosos, mas elementos do Metal tradicional, narrativas e trechos acústicos também aparecem, dando uma diversificada e uma clima de trilha sonora em alguns momentos.

Já na introdução e na abertura com “The Battle of Bargor-zun” você já tem a tônica: Power Metal épico, com bases e bumbos velozes, coros grandiosos e melodias cativantes, além de um trecho quase bluesy no meio, seguida por excelentes solos, o que dá uma mudança de rirmos bem legal a canção. Excelente abertura.


Os elementos mais tradicionais do Metal estão presentes, inclusive com guitarras dobradas no melhor estilo NWOBHM, e isso é um elemento bem legal, pois Marius não esquece o peso e punch que o Metal precisa, e faixas como ”Prophecy of the Warrior King”, destacando os grandes vocais de Tim Ripper, traz ao lado dos elementos do Power Metal, riffs marcantes, punch e grandes melodias e solos de guitarra; “Haunting my Dreams”, uma das minhas preferidas, e candidata a hino, também traz riffs bem marcantes, além de arranjos de gaita de fole que ficaram muito legais junto ao riff principal, e além dessas melodias e ritmo cativantes, possui um excelente refrão. Aliás, como falei, esses elementos do Metal Tradicionais (podemos citar Iron Maiden aí), e de Power/Symphonic Metal de grupos como Rhapsody, Avantasia e Gamma Ray são muito bem mesclados, trazendo uma dinâmica muito boa para o álbum.

“Mirror of Truth” também se destaca pelas variações, alternando trechos mais épicos com andamentos mais tradicionais, contando também com um dos melhores refrãos do álbum; “Lost in a Dream”, com Elisa C. Martin (Ex-Dark Moor) é outra candidata a hino, com seus riffs seguindo uma linha Hard/Heavy bem melódica, e um refrão épico, lembrando-me bastante aquelas faixas mais Hard e mais comerciais do Avantasia e Gamma Ray. 


Destaco ainda a balada épica “Fallen Heroes”, num estilo Blind Guardian, com corais sensacionais ao final, fechando o álbum com aquele ar de trilha de final de filme mesmo; e claro, antes disso, a grandiosa “The Legend of Valley Doom”, com seus mais de 14 minutos de Symphonic/Power Metal, cheia de variações, virtuosismo e melodias de muito bom gosto. As trocas de andamento, ora soando mais épica, ora mais Metal tradicional, mantém o interesse do ouvinte, fazendo com que você nem perceba que a faixa tem uma duração mais longa.

Um excelente trabalho, que dá uma renovada e revigorada no cenário do Power/Symphonic Metal, e Marius e seus companheiros são mais um grupo (ou banda), que prova que nenhum estilo pode ser considerado desgastado ou ultrapassado, o que existe é música boa e música ruim, e com “The Legend of Valley Doom”, Marius Danielsen começa a despertar mais atenção, nos deixando curiosos para a continuidade deste projeto, que se tivesse um grande selo por trás, dando-lhe suporte para um investimento em produção e distribuição, já teria alcançado patamares maiores em nível mundial.
Rate: 9  

Texto: Carlos Garcia

Site Oficial 
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Cast Completo de participantes:


Vocalists:

Marius Danielsen (Darkest Sins)
Edu Falaschi (ex-Angra, Almah)
Tim Ripper Owens (ex-Judas Priest, ex-Iced Earth, ex-Yngwie Malmsteen)
Mark Boals (ex-Yngwie Malmsteen, Iron Mask, Royal Hunt)
Jonas Heidgert (Dragonland)
Elisa C. Martin (Hamka, ex-Dark Moor, ex-Fairyland)
Alessio Garavello (ex-Power Quest, A New Tomorrow)
Kai Somby (Intrigue)
Artur Almeida (Attick Demons)
George Tsalikis (Zandelle)
John Yelland (Disforia, Judicator)
Simon Byron (ex-Crystal Empire, Sunset)
Mikael Holst (Timeless Miracle)

Guitarists:
Timo Tolkki (ex-Stratovarius, Avalon)
Chris Caffery (Savatage, Trans-Siberian Orchestra)
Ross the Boss (ex-Manowar, DeathDealer)
Robb Weir (Tygers of Pan Tang)
Tobi Kersting (Orden Ogan)
Jimmy Hedlund (Falconer)
Marco Wriedt (Axxis, 21Octayne)
Olivier Lapauze (Heavenly)
Felipe (Twilight Force)
Alex TheKing Mele (Kaledon)
Esa Ahonen (Cryonic Temple)
Kristian Tjelle (ex-Nocturnal Illusion)
Gard Austrheim (My Decending Ark, ex-Fatty Sunroad)
Marius Danielsen (Darkest Sins)
Sigurd Kårstad (Darkest Sins)

Synth:
Peter Danielsen (Eunomia, Darkest Sins)
Alessio Lucatti (Vision Divine, Etherna)

Bassists:
Barend Courbois (Blind Guardian)
Mike LePond (Symphony X)
Anniken Rasmussen (Darkest Sins)
Ignacio Lopez (Skiltron)
Giorgio Novarino (ex-Crystal Empire, ex-Bejelit)
Marius Danielsen (Darkest Sins)

Drummers:
Alex Holzwarth (Rhapsody of Fire)
Ludvig Pedersen (Darkest Sins)

Choirs:
Marius Danielsen
Peter Danielsen
Elisa Martin
Simon Byron
Matthäus Krais
 






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