terça-feira, 4 de abril de 2017

Sodom: Consistência e Solidez


 
Formado em 1981, o SODOM forma ao lado do KREATOR, a dupla de maior representatividade do Thrash Metal alemão, e podemos estender isso ao território Europeu, porque não temos outros nomes tão relevantes e com essa estrada toda além dessa dupla. Claro, muitos consideram o DESTRUCTION e TANKARD a dupla que fecharia o "Big Four" do Thrash alemão (até concordo, apesar de preferir Holy Moses e Living Death antes dessas), mas eu vejo essas um pouco abaixo do SODOM e KREATOR.

O SODOM é quase uma espécie de MOTÖRHEAD, não só pela integridade sonora através dos tempos, com poucas "escorregadas", mas também pela figura central e único membro constante desde o início, o carismático Tom Angelripper, uma verdadeira lenda do Metal (uma figura muito querida pelos bangers, carismática, e além do Sodom tem um projeto muito divertido e popular, o Onkel Tom, onde faz versões Punk/Thashcore de músicas típicas alemãs), e aí outra semelhança com o Kreator, que também possui em Mille Petrozza a sua figura central.


"Decision Day" é o décimo quinto álbum de estúdio, e pela capa se pode notar que o tema recorrente é a guerra, assunto que é corriqueiro na parte lírica da banda, assim como os temas sobre ocultismo, em suas fases mais voltadas ao Black e Death Metal, como no início de carreira e ali pelo meio dos anos 90. Na sonoridade da banda, podemos encontrar os elementos que permearam seus álbuns, como o Black Metal do início, Thrash, Death e Punk Rock, e em "Decision Day" não é diferente.

Apesar de uma ou outra faixa que não chega a empolgar, temos ótimos momentos os quais elevam o nível do álbum. Não, não é nenhum novo clássico do Sodom ou do Thrash Metal, mas é um bom álbum. "In Retribution" inicia com o som subindo aos poucos, traz doses de melodia e bons riffs, mas o destaque mesmo é para a fúria da bateria; os grandes riffs em "Rolling Thunder" trazem uma faixa agressiva e empolgante; "Decision Day" se destaca pelas nuances mais melódicas, lembrando algo das bandas suécas como Arch Enemy, gostei bastante do resultado.


"Caligula", com os vocais puxados pro Death/Black, destacando o baixo pesado e sujo, que já inicia a faixa, que é veloz e agressiva. "Who is God?" tem um riff principal marcante, e o andamento dela nos faz lembrar que não é só pela figura central, que é baixista e vocalista, que o Sodom e Motorhead possuem semelhanças; "Blood Lions" é uma outra paulada, com rifferama infernal e as quebradas de ritmo clássicas; "Sacred Warpath" mescla melodia e agressividade, traz elementos do Thrash Americano e variações no andamento, e ao lado da faixa título, a melhor música do álbum . Enfim, um bom álbum, com momentos que se sobressaem, e não vão decepcionar os fãs da banda  e do estilo.

Sem dúvidas Tom Angelripper é uma lenda, e o Sodom um gigante do Thrash europeu e mundial, que mantém uma carreira sólida e lançando álbuns consistentes através destes anos todos, e "Decision Day" é mais uma grande prova que a banda e seu mentor passaram com louvores na prova do tempo.

Texto: Carlos Garcia

Ficha Técnica
Banda: Sodom
Álbum: Decision Day
País: Alemanha
Estilo: Thrash Metal
Selo: SPV/Shinigami Records


Sodom é:
Tom Angelripper: Baixo e Vocal
Bernemann: Guitarras
Markus "Makka" Freiwald: Bateria

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Track List:
1. "In Retribution"
2. "Rolling Thunder"
3. "Decision Day"
4. "Caligula"
5. "Who Is God?"
6. "Strange Lost World"
7. "Vaginal Born Evil"
8. "Belligerence"
9. "Blood Lions"
10. "Sacred Warpath"
11. "Refused to Die"



  

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